O Papa João XXIII deixou-nos o seguinte pensamento que parafraseio:
- A Paz, para existir, precisa de quatro alicerces fundamentais:
VERDADE
JUSTIÇA
LIBERDADE
AMIZADE.
“O mundo caminha. Temos de olhar ao seu lado bom com espírito sempre jovem e confiante e não perder tempo a fazer comparações. Eu prefiro manter o ritmo de quem caminha em vez de me deter, deixando que me ultrapassem.”
PP João XXIII
“Ao cuidarmos das almas, devemos esforçar-nos por nos aproximarmos delas, ou antes, por nos deixarmos penetrar pela maneira como Jesus Cristo as trata. E Jesus Cristo, com elas, é certamente mais caridoso do que nós.”
PP João XXIII
“O Papa João XXIII utilizava muito este provérbio:
Quando eu encontro alguém no caminho, não lhe pergunto de onde vem; mas interessa-me, sim, para onde vai!”
MANDAMENTOS DE SERENIDADE do Papa JOÃO XXIII
Hoje, apenas hoje ...
Procurarei exclusivamente este meu dia sem querer resolver os problemas da minha vida, todos de uma só vez.
Hoje, apenas hoje ...
Terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros:
Delicado nas minhas maneiras;
Não criticar ninguém;
Não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém, senão a mim mesmo.
Hoje, apenas hoje ...
Sentir-me-ei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só para a Vida Eterna, mas também neste mundo.
Hoje, apenas hoje ...
Adaptar-me-ei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.
Hoje, apenas hoje ...
Dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a Vida da minha alma.
Hoje, apenas hoje ...
Praticarei uma boa acção sem contá-la a ninguém.
Hoje, apenas hoje ...
Farei uma coisa de que não gosto e, se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.
Hoje, apenas hoje ...
Farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou fazê-lo. Proteger-me-ei de duas calamidades: a pressa e a indecisão.
Hoje, apenas hoje ...
Ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, mesmo se existisse somente eu no mundo e ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.
Hoje, apenas hoje ...
Não terei medo de nada; em particular, não terei medo de desfrutar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Pegadas na areia
Pegadas na areia
Uma noite tive um sonho ...
Sonhei que andava na praia com Jesus Cristo Senhor e no céu passavam cenas da minha vida. Após cada cena que passava, percebi que ficavam dois pares de pegadas na areia: um era o meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas deixadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas.
Notei também que isso acontecia nos tempos mais difíceis e de maior sofrimento da minha vida e fiquei muito triste e angustiado; então perguntei ao Senhor:
– Senhor, Tu sempre me disseste que andarias comigo por todos os caminhos; mas notei que, quando sofria mais, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque é que nas horas em que mais precisava de Ti, eu estava sozinho.
Jesus Cristo Senhor respondeu-me:
Meu querido e adorado filho, jamais te deixaria nas horas de prova e de sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de pegadas, eram as Minhas. Era exactamente aí que te levava ao colo. ♥
Uma noite tive um sonho ...
Sonhei que andava na praia com Jesus Cristo Senhor e no céu passavam cenas da minha vida. Após cada cena que passava, percebi que ficavam dois pares de pegadas na areia: um era o meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas deixadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas.
Notei também que isso acontecia nos tempos mais difíceis e de maior sofrimento da minha vida e fiquei muito triste e angustiado; então perguntei ao Senhor:
– Senhor, Tu sempre me disseste que andarias comigo por todos os caminhos; mas notei que, quando sofria mais, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque é que nas horas em que mais precisava de Ti, eu estava sozinho.
Jesus Cristo Senhor respondeu-me:
Meu querido e adorado filho, jamais te deixaria nas horas de prova e de sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de pegadas, eram as Minhas. Era exactamente aí que te levava ao colo. ♥
sábado, 11 de setembro de 2010
"Carta a minha filha"
Por motivos alheios à minha vontade, estive ausente durante uns tempos. Continuando ...
Na minha juventude, nos meus tempos de universidade, certa vez uma colega mostrou-me este texto de que gostei muito e pedi-lhe autorização para o traduzir para mim. Guardei-o. Há pouco voltei a relê-lo e, como continuo a gostar muito da mensagem que ele contém, venho partilhá-lo convosco.
Carta a Minha Filha
Não tenho ouro nem prata,
Mas o que tenho é teu.
Não posso estar a teu lado,
Porém permite-me dar-te alguns conselhos;
Parece-me que conselhos nunca são demais.
Ninguém é sábio de nascimento.
Cá o tempo e a experiência ensinam e esclarecem a consciência.
Já observo o mundo há mais tempo do que tu.
Querida filha,
Nem tudo o que brilha é ouro.
Já vi cair algumas estrelas do céu
E quebrar-se muitos pilares
Nos quais se acreditava para poder sobreviver.
Por isso quero dar-te alguns conselhos
E dizer-te o que eu descobri
E o que o tempo me ensinou.
Nada é grandioso se não é bom
E nada é verdadeiro se não perdura.
Não te deixes enganar pela ideia
De que podes aconselhar-te a ti própria
E que descobres o teu caminho sozinha.
Este mundo material é para as pessoas demasiado pequeno
E o mundo invisível não lhes é perceptível, não o conhecem.
Agora estás sujeita a esforços vãos;
Não te aflijas e tem consciência de ti mesma.
Considera-te demasiado boa para praticares o mal.
Não entregues o teu coração a coisas passageiras.
A Verdade, querida filha, não é governada por nós,
Mas nós devemos juntar-nos a ela.
Do que possas ver, para ela – a Verdade - usa teus olhos
E com respeito ao Invisível e Eterno
Atenta na Palavra de Deus.
Mantém-te ligada à Igreja com que te identificas
E firme à religião que abraçaste.
Ouve com muita atenção os teólogos.
Não desconfies de ninguém tanto como de ti mesma.
Dentro de nós vive o Juiz que não engana
E cuja Voz é mais importante para nós
Do que o aplauso de todo o mundo
E a sabedoria dos gregos e dos egípcios.
Propõe-te firmemente, filha, não atuar contra a Sua Voz
E se algo pensares ou tiveres intenção de o fazer,
Coloca isso primeiro na tua mente
E pede-Lhe conselho, ao teu Juiz interno.
No princípio Ele falar-te-á unicamente de forma suave
Balbuciando como uma criatura inocente.
No entanto, se honrares a Sua inocência,
Soltará a Sua língua e falar-te-á de uma forma mais perceptível.
Aprende dos outros com gosto
E escuta atentamente quem fale com sabedoria
Dita humana, luz, liberdade, virtude;
Porém não confies imediatamente nos outros
Porque nem todas as nuvens levam água
E existem muitos caminhos para se seguir.
Há aqueles que acreditam que dominam uma matéria
Porque falam dela; mas não é assim, filha minha.
As coisas não nos estão compreendidas porque falamos delas.
Palavras são só palavras.
Tem cuidado com as pessoas que falam
De uma maneira suave e ligeira,
Pois os cavalos cujos carros estão carregados de mercadoria
Avançam com passos mais lentos.
Não queiras saber nada da traição nem dos traidores
E passa ao largo onde haja desordem ou motins.
Se alguém te quiser ensinar a sabedoria,
Olha bem essa pessoa na cara e se a vires orgulhosa, deixa-a
E não faças caso dos seus ensinamentos
Por mais famosos que sejam.
Não se pode dar tudo o que se tem
E não é livre aquele que faz o que quer,
Mas sim, é livre aquele que pode fazer o que deve fazer.
Não é sábio aquele que pensa que sabe,
Mas sim aquele que superou a sua ignorância
E conseguiu sobrepor-se à vaidade.
Pensa com frequência nas coisas sagradas
E acredita firmemente que Ele te trará vantagens
E assim serás como a levedura que fermenta a massa do pão.
Não desdenhes de religião alguma
Já que todas estão consagradas a Deus
E tu não sabes o que pode estar oculto
Sob aparências insignificantes.
Desdenhar de algo é fácil, filhota,
Porém é muito melhor compreendê-lo.
Não instruas os outros até que te tenhas instruído.
Agarra-te à Verdade e gostosamente permite-te
Que te odeiem por causa da Verdade.
Sabes, sem dúvida, que se as tuas coisas
Não são coisas da Verdade
Trata de não confundi-las, já que, por ser assim,
Virão sobre ti as consequências.
Simplesmente pratica o bem e não te interesses
Pelo resultado das tuas acções.
Quer somente uma coisa, mas quere-la de coração:
Cuida do teu corpo como se fosse a tua alma,
Pois o corpo e a alma formam uma unidade.
Obedece à autoridade e deixa que outros a discutam.
Sê recta com toda a gente e não confies facilmente.
Não te metas em assuntos alheios
E trata de resolver os teus com diligência.
Não adules ninguém e não te deixes adular.
Honra cada pessoa segundo a sua responsabilidade
E deixa que se envergonhe se não o merecer.
Não devas a ninguém, mas sê amável com todos
Como se todos fossem teus credores.
Não queiras ser sempre generosa,
Mas procura ser sempre justa.
A ninguém deves pedir contas;
Já que, quando ages com justiça,
nem precisas de te preocupar com isso.
Desconfia dos gestos espalhafatosos
E procura agir sempre com sensibilidade e correcção.
Se tens algo, ajuda e dá com gosto
E por isso não te julgues superior.
Se nada tens, tem a jeito um copo de água fresca
E, por ele, não te julgues menos.
Não digas tudo o que sabes,
Mas sempre deves saber o que dizes.
Não te apoies nas pessoas importantes;
Não te sentes à mesa com burlões
Porque eles são os mais miseráveis
De todas as criaturas.
Respeita e segue as pessoas piedosas,
Mas afasta-te das que falam, mas não praticam a piedade.
Toda a pessoa que tem em seu coração
Verdadeiro Amor a Deus
É como o sol que brilha e aquece.
Não digas, mas faz o que mereça recompensa
Sem pretenderes obtê-la.
Se tiveres necessidades, queixa-te a ti mesma
E não a pessoa alheia.
Tem sempre algo bom na tua mente, filhota.
E quando eu morrer, cerra-me os olhos e não chores.
Ajuda e honra a tua mãe enquanto ela viva
E, quando chegar a hora, enterra-a junto a mim. ♥
Na minha juventude, nos meus tempos de universidade, certa vez uma colega mostrou-me este texto de que gostei muito e pedi-lhe autorização para o traduzir para mim. Guardei-o. Há pouco voltei a relê-lo e, como continuo a gostar muito da mensagem que ele contém, venho partilhá-lo convosco.
Carta a Minha Filha
Não tenho ouro nem prata,
Mas o que tenho é teu.
Não posso estar a teu lado,
Porém permite-me dar-te alguns conselhos;
Parece-me que conselhos nunca são demais.
Ninguém é sábio de nascimento.
Cá o tempo e a experiência ensinam e esclarecem a consciência.
Já observo o mundo há mais tempo do que tu.
Querida filha,
Nem tudo o que brilha é ouro.
Já vi cair algumas estrelas do céu
E quebrar-se muitos pilares
Nos quais se acreditava para poder sobreviver.
Por isso quero dar-te alguns conselhos
E dizer-te o que eu descobri
E o que o tempo me ensinou.
Nada é grandioso se não é bom
E nada é verdadeiro se não perdura.
Não te deixes enganar pela ideia
De que podes aconselhar-te a ti própria
E que descobres o teu caminho sozinha.
Este mundo material é para as pessoas demasiado pequeno
E o mundo invisível não lhes é perceptível, não o conhecem.
Agora estás sujeita a esforços vãos;
Não te aflijas e tem consciência de ti mesma.
Considera-te demasiado boa para praticares o mal.
Não entregues o teu coração a coisas passageiras.
A Verdade, querida filha, não é governada por nós,
Mas nós devemos juntar-nos a ela.
Do que possas ver, para ela – a Verdade - usa teus olhos
E com respeito ao Invisível e Eterno
Atenta na Palavra de Deus.
Mantém-te ligada à Igreja com que te identificas
E firme à religião que abraçaste.
Ouve com muita atenção os teólogos.
Não desconfies de ninguém tanto como de ti mesma.
Dentro de nós vive o Juiz que não engana
E cuja Voz é mais importante para nós
Do que o aplauso de todo o mundo
E a sabedoria dos gregos e dos egípcios.
Propõe-te firmemente, filha, não atuar contra a Sua Voz
E se algo pensares ou tiveres intenção de o fazer,
Coloca isso primeiro na tua mente
E pede-Lhe conselho, ao teu Juiz interno.
No princípio Ele falar-te-á unicamente de forma suave
Balbuciando como uma criatura inocente.
No entanto, se honrares a Sua inocência,
Soltará a Sua língua e falar-te-á de uma forma mais perceptível.
Aprende dos outros com gosto
E escuta atentamente quem fale com sabedoria
Dita humana, luz, liberdade, virtude;
Porém não confies imediatamente nos outros
Porque nem todas as nuvens levam água
E existem muitos caminhos para se seguir.
Há aqueles que acreditam que dominam uma matéria
Porque falam dela; mas não é assim, filha minha.
As coisas não nos estão compreendidas porque falamos delas.
Palavras são só palavras.
Tem cuidado com as pessoas que falam
De uma maneira suave e ligeira,
Pois os cavalos cujos carros estão carregados de mercadoria
Avançam com passos mais lentos.
Não queiras saber nada da traição nem dos traidores
E passa ao largo onde haja desordem ou motins.
Se alguém te quiser ensinar a sabedoria,
Olha bem essa pessoa na cara e se a vires orgulhosa, deixa-a
E não faças caso dos seus ensinamentos
Por mais famosos que sejam.
Não se pode dar tudo o que se tem
E não é livre aquele que faz o que quer,
Mas sim, é livre aquele que pode fazer o que deve fazer.
Não é sábio aquele que pensa que sabe,
Mas sim aquele que superou a sua ignorância
E conseguiu sobrepor-se à vaidade.
Pensa com frequência nas coisas sagradas
E acredita firmemente que Ele te trará vantagens
E assim serás como a levedura que fermenta a massa do pão.
Não desdenhes de religião alguma
Já que todas estão consagradas a Deus
E tu não sabes o que pode estar oculto
Sob aparências insignificantes.
Desdenhar de algo é fácil, filhota,
Porém é muito melhor compreendê-lo.
Não instruas os outros até que te tenhas instruído.
Agarra-te à Verdade e gostosamente permite-te
Que te odeiem por causa da Verdade.
Sabes, sem dúvida, que se as tuas coisas
Não são coisas da Verdade
Trata de não confundi-las, já que, por ser assim,
Virão sobre ti as consequências.
Simplesmente pratica o bem e não te interesses
Pelo resultado das tuas acções.
Quer somente uma coisa, mas quere-la de coração:
Cuida do teu corpo como se fosse a tua alma,
Pois o corpo e a alma formam uma unidade.
Obedece à autoridade e deixa que outros a discutam.
Sê recta com toda a gente e não confies facilmente.
Não te metas em assuntos alheios
E trata de resolver os teus com diligência.
Não adules ninguém e não te deixes adular.
Honra cada pessoa segundo a sua responsabilidade
E deixa que se envergonhe se não o merecer.
Não devas a ninguém, mas sê amável com todos
Como se todos fossem teus credores.
Não queiras ser sempre generosa,
Mas procura ser sempre justa.
A ninguém deves pedir contas;
Já que, quando ages com justiça,
nem precisas de te preocupar com isso.
Desconfia dos gestos espalhafatosos
E procura agir sempre com sensibilidade e correcção.
Se tens algo, ajuda e dá com gosto
E por isso não te julgues superior.
Se nada tens, tem a jeito um copo de água fresca
E, por ele, não te julgues menos.
Não digas tudo o que sabes,
Mas sempre deves saber o que dizes.
Não te apoies nas pessoas importantes;
Não te sentes à mesa com burlões
Porque eles são os mais miseráveis
De todas as criaturas.
Respeita e segue as pessoas piedosas,
Mas afasta-te das que falam, mas não praticam a piedade.
Toda a pessoa que tem em seu coração
Verdadeiro Amor a Deus
É como o sol que brilha e aquece.
Não digas, mas faz o que mereça recompensa
Sem pretenderes obtê-la.
Se tiveres necessidades, queixa-te a ti mesma
E não a pessoa alheia.
Tem sempre algo bom na tua mente, filhota.
E quando eu morrer, cerra-me os olhos e não chores.
Ajuda e honra a tua mãe enquanto ela viva
E, quando chegar a hora, enterra-a junto a mim. ♥
domingo, 22 de agosto de 2010
Rudyard Kipling
IF ...
Se podes mostrar calma enquanto junto a ti
Todos lançam, perdendo-a, as culpas sobre ti;
Se confias em ti, muito embora de ti
Duvidem os demais, como o fazem de si;
Se podes esperar sem sentir desalento
E não retribuir mentiras declaradas
Nem de outrem o rancor e o seu torpe intento
Sem ostentar bondade em frases afectadas.
Se podes abstrair dos sonhos que sonhaste
E pensar, sem que vivas para isso somente;
Se podes defrontar o triunfo ou desastre
Tratando de impostor um ou outro igualmente;
Se podes ver verdades por ti proclamadas
Deturpadas por maus para lograr o povo
E coisas a que deste a vida, destroçadas
E curvar-te, cansado e fazê-las de novo.
Se podes agarrar os ganhos de uma vida
E num lance, arriscá-los, à sorte dos dados
E perdendo, voltar ao ponto de partida
Sem que, mesmo em segredo, digas teus cuidados;
Se podes obrigar, exaustos pela idade,
Teus orgãos a servir-te, após o que lá vai ...
Quando de ti nada exista além da tua vontade
Que lhes diz: continuai, continuai, continuai ...
Se podes ser honesto, ouvindo toda a gente
E privar com os reis sem perder o à-vontade;
Se, p’ra amigos ou não, podes ser indulgente
Prestável para todos, mas com dignidade;
Se podes empregar o minuto apressado
Em sessenta segundos de fecundo trilho;
O mundo inteiro é teu com tudo nele nado
E mais, mas muito mais: és um HOMEM, meu filho!
Rudyard Kipling
(traduzido por ADÉRITO DE SOUSA)
If
you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
if you can wait and not be tired by waiting,
o
r being lied about, don’t deal in lies,
or being hated don’t give way to hating,
and yet don’t look too good, nor talk too wise.
If you can dream – and not make dreams your master;
if you can think – and not make thoughts your aim,
if you can meet with Triumph and Disaster
and treat these two impostors just the same;
if you can bear to hear the truth you’ve spoken
twisted by knaves to make a trap for fools,
or watch the things you gave your life to, broken,
and stoop and build’em up with worn-out tools.
If you can make one heap of all your winnings
and risk it on one turn of pitch-and-toss,
and lose, and start again at your beginnings
and never breathe a word about your loss;
if you can force your heart and nerve and sinew
to serve your turn long after they are gone,
and so hold on when there is nothing in you
except the Will which says to them: “Hold on!”
If you can talk with crowds and keep your virtue,
or walk with Kings – nor lose the common touch,
if neither foes nor lovings friends can hurt you,
if all men count with you, but none too much;
if you can fill the unforgiving minute
with sixty seconds’worth of distance run,
yours is the Earth and everything that’s in it,
and – which is more – you’ll be a Man, my son!
Rudyard Kipling
Rudyard Kipling's Biography
(1865-1936)
Born in Bombay in an artistic and intellectual family, Kipling was educated in England and lived there from six to seventeen. He went back to India in 1882 to take up journalism. He worked for the Civil and Military Gazette at Lahore where his father was the curator of the local museum.
Kipling produced Departmental Ditties in 1886, Plain Tales from the Hills in 1888 and Soldiers Three in 1888. On his return to England, in 1889, he made a rapid progress in the affections of the general reader. Barrack-Room Ballads (1892) making wide use of the vigorous and unliterary language of soldiers and common people were universally admired.
After much travelling and prolonged stays in South Africa where he was active in supporting British imperialism and popularising the war against the Boers, Kipling settled in England. His political influence was no less important than his literary reputation. His poetry is best represented in the Seven Seas (1896) and The Five Nations (1903) while his prose, inferior in the novel Many Inventions (1893), the two Jungle Books (1894, 1895), Just So Stories (for children, 1902), Actions and Reactions (1909), Debits and Credits (1926) and many others. For the children he also wrote Captains Courageous (1897), Stalky and Co. (1899), Kim (1901) etc. He was the first writer to get the Nobel prize for short stories.
Kipling's reputation, very high in the nineties, began to decline after the turn of the century and particularly after World War I. Bitterly disappointed in his dreams of Britain's grandeur, he shut himself up in gloomy solitude and though he never left off writing, his books fell stillborn from the press. When he died, he was buried in the Poet's Corner of Westminster Abbey, but no man of letters of any distinction took part in the ceremony.
After World War II, however, Kipling began to come into his own. He is more and more widely recognised as a sort of “popular classic”.❐
Se podes mostrar calma enquanto junto a ti
Todos lançam, perdendo-a, as culpas sobre ti;
Se confias em ti, muito embora de ti
Duvidem os demais, como o fazem de si;
Se podes esperar sem sentir desalento
E não retribuir mentiras declaradas
Nem de outrem o rancor e o seu torpe intento
Sem ostentar bondade em frases afectadas.
Se podes abstrair dos sonhos que sonhaste
E pensar, sem que vivas para isso somente;
Se podes defrontar o triunfo ou desastre
Tratando de impostor um ou outro igualmente;
Se podes ver verdades por ti proclamadas
Deturpadas por maus para lograr o povo
E coisas a que deste a vida, destroçadas
E curvar-te, cansado e fazê-las de novo.
Se podes agarrar os ganhos de uma vida
E num lance, arriscá-los, à sorte dos dados
E perdendo, voltar ao ponto de partida
Sem que, mesmo em segredo, digas teus cuidados;
Se podes obrigar, exaustos pela idade,
Teus orgãos a servir-te, após o que lá vai ...
Quando de ti nada exista além da tua vontade
Que lhes diz: continuai, continuai, continuai ...
Se podes ser honesto, ouvindo toda a gente
E privar com os reis sem perder o à-vontade;
Se, p’ra amigos ou não, podes ser indulgente
Prestável para todos, mas com dignidade;
Se podes empregar o minuto apressado
Em sessenta segundos de fecundo trilho;
O mundo inteiro é teu com tudo nele nado
E mais, mas muito mais: és um HOMEM, meu filho!
Rudyard Kipling
(traduzido por ADÉRITO DE SOUSA)
If
you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
if you can wait and not be tired by waiting,
o
r being lied about, don’t deal in lies,
or being hated don’t give way to hating,
and yet don’t look too good, nor talk too wise.
If you can dream – and not make dreams your master;
if you can think – and not make thoughts your aim,
if you can meet with Triumph and Disaster
and treat these two impostors just the same;
if you can bear to hear the truth you’ve spoken
twisted by knaves to make a trap for fools,
or watch the things you gave your life to, broken,
and stoop and build’em up with worn-out tools.
If you can make one heap of all your winnings
and risk it on one turn of pitch-and-toss,
and lose, and start again at your beginnings
and never breathe a word about your loss;
if you can force your heart and nerve and sinew
to serve your turn long after they are gone,
and so hold on when there is nothing in you
except the Will which says to them: “Hold on!”
If you can talk with crowds and keep your virtue,
or walk with Kings – nor lose the common touch,
if neither foes nor lovings friends can hurt you,
if all men count with you, but none too much;
if you can fill the unforgiving minute
with sixty seconds’worth of distance run,
yours is the Earth and everything that’s in it,
and – which is more – you’ll be a Man, my son!
Rudyard Kipling
Rudyard Kipling's Biography
(1865-1936)
Born in Bombay in an artistic and intellectual family, Kipling was educated in England and lived there from six to seventeen. He went back to India in 1882 to take up journalism. He worked for the Civil and Military Gazette at Lahore where his father was the curator of the local museum.
Kipling produced Departmental Ditties in 1886, Plain Tales from the Hills in 1888 and Soldiers Three in 1888. On his return to England, in 1889, he made a rapid progress in the affections of the general reader. Barrack-Room Ballads (1892) making wide use of the vigorous and unliterary language of soldiers and common people were universally admired.
After much travelling and prolonged stays in South Africa where he was active in supporting British imperialism and popularising the war against the Boers, Kipling settled in England. His political influence was no less important than his literary reputation. His poetry is best represented in the Seven Seas (1896) and The Five Nations (1903) while his prose, inferior in the novel Many Inventions (1893), the two Jungle Books (1894, 1895), Just So Stories (for children, 1902), Actions and Reactions (1909), Debits and Credits (1926) and many others. For the children he also wrote Captains Courageous (1897), Stalky and Co. (1899), Kim (1901) etc. He was the first writer to get the Nobel prize for short stories.
Kipling's reputation, very high in the nineties, began to decline after the turn of the century and particularly after World War I. Bitterly disappointed in his dreams of Britain's grandeur, he shut himself up in gloomy solitude and though he never left off writing, his books fell stillborn from the press. When he died, he was buried in the Poet's Corner of Westminster Abbey, but no man of letters of any distinction took part in the ceremony.
After World War II, however, Kipling began to come into his own. He is more and more widely recognised as a sort of “popular classic”.❐
sábado, 14 de agosto de 2010
Carta de um Chefe Índio
Carta de um chefe índio (pp.62-3)in livro O Desequilíbrio do mundo de Michel Beaud; colecção Actualidades; vol.24; 1.a edição portuguesa; editora Terramar; Lisboa; Abril de 2007; pp.306.
“O chefe índio Seattle, na sua carta de 1854, ao presidente dos Estados Unidos, em resposta à proposta que lhe tinha sido feita de compra das terras onde vivia o seu povo: «Sabemos que o homem branco não compreende os nossos costumes. Uma porção de terra é para ele igual a outra qualquer porque aquele que chega de noite e tira da terra aquilo que precisa, é um estranho. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e quando a conquista vai mais longe. (...) O seu apetite devorará a terra e deixará para trás apenas um deserto (...).
Sabemos, pelo menos, o seguinte: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isso, sabemos nós. Todas as coisas dependem umas das outras como o sangue que une uma família. Todas as coisas dependem umas das outras.
Tudo o que surge na terra, surge para os filhos da terra. Não foi o homem que traçou o curso da vida. Ele é apenas um filho dela. Tudo o que ele faz ao curso da vida, fá-lo a si mesmo.»
As sociedades do poder não têm respeitado esta prudência.
“O chefe índio Seattle, na sua carta de 1854, ao presidente dos Estados Unidos, em resposta à proposta que lhe tinha sido feita de compra das terras onde vivia o seu povo: «Sabemos que o homem branco não compreende os nossos costumes. Uma porção de terra é para ele igual a outra qualquer porque aquele que chega de noite e tira da terra aquilo que precisa, é um estranho. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e quando a conquista vai mais longe. (...) O seu apetite devorará a terra e deixará para trás apenas um deserto (...).
Sabemos, pelo menos, o seguinte: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isso, sabemos nós. Todas as coisas dependem umas das outras como o sangue que une uma família. Todas as coisas dependem umas das outras.
Tudo o que surge na terra, surge para os filhos da terra. Não foi o homem que traçou o curso da vida. Ele é apenas um filho dela. Tudo o que ele faz ao curso da vida, fá-lo a si mesmo.»
As sociedades do poder não têm respeitado esta prudência.
domingo, 8 de agosto de 2010
A Menina que Fazia a Diferença
Histórias/estórias incríveis
Folheando o jornal Independente de 15-04-2005, num artigo de opinião de Fernando Neves de Almeida encontrei a seguinte estória que achei muito interessante e digna de memória:
(...) a responsabilidade que cada um de nós tem nesta mudança, a diferença que cada um de nós pode ou não fazer sobre aquilo em que tem influência traduzida nesta estória:
Certo dia estava uma menina numa praia a atirar estrelas-do-mar para o mar, que as ondas traziam para terra. Por coincidência, essa era a praia na qual o Sr. Dr. Racional das Grandes Decisões costumava fazer a sua corrida de fim-de-semana. Nesse fim-de-semana, o Sr. Dr. Das Grandes Decisões reparou que alguém estava a deitar coisas para o mar e, não percebendo de imediato do que se tratava, resolveu investigar. Assim, rapidamente, concluiu que estava uma menina a tentar fazer algo de impossível pelo que, sentindo-se paternalista nesse dia, decidiu ensinar-lhe alguns factos de vida. Chegando-se à beira dela, chamou-a e mostrou-lhe que, por mais estrelas-do-mar que ela devolvesse ao mar, as ondas trariam sempre mais, pelo que mais valia desistir. A menina, depois de pensar um pouco, respondeu ao Sr. Dr. Grandes Decisões: - Eu sei ... mas para as que eu salvo, eu faço a diferença.
Desse dia em diante, o Sr. Dr. Grandes Decisões deixou de correr. Todos os fins-de-semana podia ser encontrado naquela mesma praia, ao lado da menina ... a fazer a diferença para algumas das estrelas do mar.❐
Folheando o jornal Independente de 15-04-2005, num artigo de opinião de Fernando Neves de Almeida encontrei a seguinte estória que achei muito interessante e digna de memória:
(...) a responsabilidade que cada um de nós tem nesta mudança, a diferença que cada um de nós pode ou não fazer sobre aquilo em que tem influência traduzida nesta estória:
Certo dia estava uma menina numa praia a atirar estrelas-do-mar para o mar, que as ondas traziam para terra. Por coincidência, essa era a praia na qual o Sr. Dr. Racional das Grandes Decisões costumava fazer a sua corrida de fim-de-semana. Nesse fim-de-semana, o Sr. Dr. Das Grandes Decisões reparou que alguém estava a deitar coisas para o mar e, não percebendo de imediato do que se tratava, resolveu investigar. Assim, rapidamente, concluiu que estava uma menina a tentar fazer algo de impossível pelo que, sentindo-se paternalista nesse dia, decidiu ensinar-lhe alguns factos de vida. Chegando-se à beira dela, chamou-a e mostrou-lhe que, por mais estrelas-do-mar que ela devolvesse ao mar, as ondas trariam sempre mais, pelo que mais valia desistir. A menina, depois de pensar um pouco, respondeu ao Sr. Dr. Grandes Decisões: - Eu sei ... mas para as que eu salvo, eu faço a diferença.
Desse dia em diante, o Sr. Dr. Grandes Decisões deixou de correr. Todos os fins-de-semana podia ser encontrado naquela mesma praia, ao lado da menina ... a fazer a diferença para algumas das estrelas do mar.❐
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Para quem quiser conhecer o meu album de fotos “LAGOS – Costa d'Ouro” que não são da minha autoria e agradeço imenso a quem mas cedeu, basta ir ao portal http://www.andreabocelli.com/, depois visitar a Comunidade de Fâs e procurar a minha página – Maria Carmelita de Portugal. ❐
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