terça-feira, 11 de outubro de 2011

O meu livro "As Minhas Crónicas" (2007-09)

Os meus blogues

para Recordar
Conviver e Acreditar
Lagos no coração
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Cristianismo
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Hoje venho partilhar convosco este meu livro à espera de ser publicado. Espero que gostem e sintam vossas muitas das minhas crónicas.

AS MINHAS CRÓNICAS (2008-09)

de Maria de Portugal
30 de Dezembro de 2009
Sobre As Prendas para o Menino Jesus
Jesus Cristo nasceu no ano do recenseamento romano na Palestina. Aproximava-se a data do recenseamento em Belém e era exigido a todos os cidadãos que se recenseassem no concelho onde tinham nascido. José pertencia à linha de David e tinha nascido em Belém. Maria estava prestes a dar à luz, mas o José não podia deixar de comparecer para se recensear em Belém e à sua família para bem de todos.

Quando chegaram a Belém, esta cidade-vila estava cheia de gente que, como o José, tinha nascido no concelho, mas morava longe. Todas as hospedarias estavam cheias e José não conseguiu lugar em nenhuma delas nem/ou por causa do bebé que estava prestes a nascer.

Já nos limites de Belém e perante mais um “não”, José desesperou. Vendo o seu desespero, o dono da hospedaria cedeu-lhes a ramada. Não seria o lugar ideal para um bebé nascer, mas era melhor do que acontecer na rua sem nenhum resguardo. José agradeceu e lá se encaminhou com Maria e o seu burro, em cima do qual Maria fez o percurso de Nazaré a Belém.

José aconchegou umas palhas e Maria deitou-se tapada com as mantas que tinham trazido, enquanto o José saiu a buscar água e algum alimento para os dois. Quando regressou, tal não foi o seu espanto quando viu Maria com um menino ao colo embrulhado na sua roupinha trazida por ela. Ele não queria acreditar, mas era verdade: Maria já tinha o seu bebé ali, à vista. Correu à hospedaria a pedir uma parteira que a examinasse para saber se estava tudo bem com ela e com o menino. Era noite, seria difícil! - disseram-lhe na hospedaria – Mas, pela manhã, ficasse descansado que teria uma mulher experiente para vê-la. Tinha a sua palavra. – disse-lhe o estalajadeiro.

Finalmente José dirigiu-se com calma para a ramada. A noite não estava fria, mas húmida e lá se deitou ao lado de Maria e do Menino para ficarem mais quentinhos.

Entretanto, uma luz brilhava no céu e não era uma estrela. Era completamente diferente delas. Vários astrólogos a viram e pensaram: É este o sinal pelo qual estávamos esperando. O Rei dos reis já nasceu. Onde terá acontecido? Quem será ele?

Os astrólogos daqueles tempos eram pessoas muito importantes e muito desejadas. Os reis só tomavam decisões, após ouvi-los. Na verdade, eram eles que governavam porque os reis só faziam o que os magos (assim se chamavam naquela época) lhes diziam e aconselhavam. Mesmo que desejassem muito fazer o contrário, não se atreveriam porque não queriam as consequências que o mago tinha avisado que aconteceriam, se o rei teimasse em fazer o que queria. Os magos viviam muito bem, eram muito respeitados e eram os cientistas da época.

Mais uma vez, os magos sabiam o que mais ninguém sabia: o Rei dos reis tinha nascido e só eles o sabiam. Aquela luz o testemunhava e aquela luz era Cristo. Mas Cristo não avisou apenas os magos. Aquela luz apareceu perto dos pastores com um anjo. Eram pastores que, de madrugada, tinham saído com os seus rebanhos para passarem o dia na serra. Disse-lhes o anjo:

- Esta noite, na cidade de David, nasceu-vos o Salvador que é o Messias, o Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.

De repente, os pastores que já estavam cheios de medo com a presença daquela luz e do anjo, ouviram uma multidão de vozes, sem verem ninguém, cantando:

- Glória a Deus nas alturas e paz na Terra a todos os de boa-vontade. (S. Lucas 2, 8-15)

Os pastores ficaram extasiados com aquela manifestação divina e após, decidiram ir a Belém ver o que tinha acontecido e que o Senhor lhes dera a conhecer.

Entretanto, já era manhã cedo, Maria e José esperavam a parteira e decidiram pôr o Menino na manjedoura perto da vaca que estava na ramada e do seu burro e fizeram a sua higiene.

O estalajadeiro saudou-os e trouxe um jarro com o qual ordenhou a vaca e ofereceu o leite para o Menino beber e os pais também. Também lhes ofereceu pão e chouriço. A parteira entrou e ficou com Maria, enquanto José saiu com o estalajadeiro que se sentia uma pessoa muito feliz.

Chegaram os pastores e contaram ao estalajadeiro e a José o que lhes tinha acontecido. O estalajadeiro e José ficaram estupefactos. Sai a parteira e diz a José: - A sua mulher está bem e o Menino também. Ela é uma santa. Cuide bem dela!

Quanto lhe devo? - pergunta-lhe José e ela diz: - Nada! Nada! E sai, benzendo-se muitas vezes. José entra na ramada, preocupado. O que se passa, Maria?

Está tudo bem! - diz-lhe ela.

Podemos entrar? Queremos ver o Menino. É o Messias! - dizem os pastores. Entrem! Entrem! - disse-lhes José. Eles ajoelharam-se em frente do Menino e as ovelhinhas circundaram-nos balindo, contentes. Os pastores ofereceram os queijos que tinham, pão e leite.

Chegaram mulheres com fruta e uma sopa quente para eles e para verem o Menino e assim foi toda a manhã.

Depois chegaram familiares de José que acorreram para conhecer o Menino, não sabendo que lá estava José. Reconheceram-se e ficaram muito contentes. Levaram José, Maria e o Menino para sua casa. José agradeceu, comovido.

Manhã cedo da noite em que nasceu, já Jesus Cristo estava a receber prendas; bem simples, é verdade; mas prendas com o coração.♥

ramada = abrigo feito nos campos para recolha de gado.

ordenhar = espremer as tetas de um animal-fêmea para lhe extrair o leite.

28 de Dezembro de 2009
Sobre O tenor Andrea Bocelli
No passado dia 26, a RTP2 brindou-nos excepcionalmente às 17:00 horas, no Programa PALCOS (que tem horário habitual às 01:30 horas e por isso nunca vejo, apesar de gostar muito) com o mais recente DVD de Andrea Bocelli do qual sou fã pela maravilhosa voz e técnica vocal que tem que merecem de nós a maior admiração.

Pois bem, este seu mais recente trabalho intitula-se My Christmas e é mais um excelente trabalho. Ninguém perde o seu tempo ao apreciá-lo.

A quem não teve oportunidade, convido a consultar o seu portal http://www.andreabocelli-theofficialwebsite.com/ que está maravilhoso, muito completo e, além da qualidade técnica, também está muito profissional. Quem ainda não faz parte do seu Clube de Fãs porque não passar a fazer? http://www.andreabocelli.org/fanclub.html

Parabéns à RTP2 pelo excelente programa musical de Natal com que nos brindou. A mim agradou-me imenso!




Andrea Bocelli's Biography

At last, a legend for the new millennium. A legend in the Homeric sense of a myth,

A myth, the “word that speaks” which has flowered here through song: pure enchantment and sensational power, like Caruso, Gigli, del Monaco, Corelli ...

A legend (of Andrea Bocelli's stature) is not created by design: the most astute marketing would never be able to produce such result. It is simply that people recognize him and he has a following in the most far flung parts of the world (and so for the artist the greatest adventure begins: bearing the responsibility for those millions of souls who ask to identify themselves in his voice, to unlock and interpret their deepest needs – first and foremost, the need for beauty.)

And so it happened in an apparently equal context (a singing competition, a showcase of popular songs), and yet – with hindsight – the ideal, in fact the most perfect place: the infancy of a legend followed a careful course which went beyond imagination, broke traditions and created its own originality.

Bocelli sang at San Remo and that excited universe which was concealed behind the mask of the bored television public, recognized and voted for him. The tone of his voice brought tenderness to the world, his fame increased exponentially beyond the entire media circus. Because «if God would have a singing voice, He would sound a lot like Andrea Bocelli» (even Celine Dion's famous comment is a clear, unadorned testament to the artist's mythical status and the perception of a gift: that voice, that sensibility, that delivery, that simultaneously melancholy and radiant colour, unrivalled expression in song of the love of a lover or a father, a matchless expression of earthly desire or heavenly love.



The responsibility of talent

I don't think one decides to become a singer. It is decided for you by the reactions of the people around you. Perhaps one should not say «listen to me, I want to sing for you», but if people say «please, sing for us» then ...”

Andrea Bocelli had to reckon with a double gift, both elements of which are completely absorbing. The first aspect is the superb potential of his voice: a timbre which is as recognizable as a signature, quite unlike any other (as in the case of Callas, quite unmistakable and on hearing which it is impossible to remain unmoved), full and powerful, with a versatility ranging from the belcanto to the furore of verismo, from the sacred repertoire to the popular ballads.

Not to have developed, not to have nurtured such a rare talent, to bring it to bloom (through assiduous technical work and interpretative study) would – we believe – have been unpardonable for a man like Bocelli.

The second gift is even more delicate and complex than the miracle of the two vocal chords that seduce audiences all over the world: life's journey led Andrea Bocelli in adolescence to a different ability which deprived him of sight. This was truly a privation which increased the flow of an extraordinary and unique sensibility.

(So here once again is the legend, so tangible and vivid: the one who cannot see has the most exceptional vision ... You only need to remember “Homer's etymology: «he who does not see»): Bocelli transforms his limitation: he excels in his interpretation of the lyrics, his perception of the subtleties of musical expression is sublime ... The result is a «talent for representation» which regularly breaks through all possible barriers of repertoire, whether linguistic or cultural. The result is also a professional approach which is driven by a voracious appetite for culture and a fierce self-criticism in the search for a level of perfection which can attain utopia.



The empowerment of an unusual journey

Andrea Bocelli is an opera singer. A refined tenor (whose use of his voice combines the unmistakable power of the heroic tone with the youthful fragrance of a graceful tenor fortified by an unusually polished timbre) who can sing anything from Verdi to Puccini, from Mascagni to Massenet; an artist who scrupulously studies the score (evident also by the way in which he does not emulate the great masters of the past: Bocelli brings his own interpretation, his own approach to each role). He is a «complete» musician as they used to say of those who had a solid background of study behind them, including piano. Moreover he forged his own personality through the study of the humanities and a degree in Law.

Paradoxically, at times it pays to restrict one's breadth of interest while instead eclecticism, intellectual curiosity, the absence of prejudice – in the colourful and diverse world of the opera-goer – are a source of diffidence and even suspicion. Bocelli, the superb voice that the opera had been awaiting for years, «exploded» onto the world stage performing a song at the San Remo Festival. An anomalous route offering extraordinary possibilities: a real breath of fresh air in a world – that of the opera – which risked forgetting its own popular origins, so fiercely attached was it to its elitist and somewhat shaky pedestal. An anomaly which for millions represented a true motive for recognition 8how many have been able to get closer to our great operatic heritage, thanks to the songs performed by Bocelli, a true bridge between «popular» and «classical» music) something which is not understood by one, albeit very small corner of the world of musical criticism which is jointly responsible for the operatic autism which seriously prejudices the musical art form that represents the best Italy has been able to produce in the last four centuries. In honour of the truth, many among the hesitant champions of preconceived ideas (representatives of the operatic cosmos which has always made a legend of a vocal past which we will never see again – it was already so in the eighteenth century, no doubt it will be repeated again in a hundred years time - ) have gradually changed minds ... following Andrea Bocelli's professional rise, the expansion of his exquisitely operatic repertoire, his theatrical and recording successes.

Andrea Bocelli has paid the price of this unusual career path: had he been «only» an opera singer, he would from the start have been carried along in the palm of those demanding musical aristocracy. But his voice will not be held back by boundaries: it rings out all over the world in «Time to say goodbye», while on stage it resonates in the operatic masterpieces. A genre which has found a regenerating thrust of unheard of power precisely as a result of the «Bocelli phenomenon». Thanks to the tenor from Pisa, the spotlights of the media turn once again towards the opera and young audiences leave their prisons of prejudice and ignorance, discovering a rich mine of emotions in the teatro musicale.

Such an ambassador for opera, able to move audiences as wide as oceans, capable of launching a melodic «cross over» genre which today counts innumerable emulators, capable of developing an understanding of what is beautiful in vast sections of the population, also – like all true legends – generates a current of snobbish diffidence ... albeit an ever decreasing one with each day that passes.

Instead, alongside his worldwide fame, Andrea Bocelli's awareness of the cultural and social function now held by his name increases: the legend is a vital ingredient of human civilization.



An old fashioned training of a modern tenor

... but we could equally say «the modern training of an old fashioned tenor.»

Both of these definitions would describe the background and professional training of Bocelli, the star, «a modern but old fashioned tenor» (as he likes to describe himself).

Modern but old fashioned as Puccini undoubted was or Mascagni. And it is the same Tuscan landscape of Puccini and Mascagni that gave birth to Andrea Bocelli. He was born on 22nd September 1958 and grew up at the family farm in Lajatico, a very close-knit rural community nestling between the vines and olives groves in the province of Pisa (the farm still today produces excellent wine which is highly prized around the world).

His parents must receive the credit for having identified and encouraged young Andrea's musical talent, allowing him to start studying the piano from the age of six years old. Later his musical passion would extend to the flute and saxophone. But it was in his voice that Andrea discovered the ideal instrument: the karmic line of his life became evident from the moment the magic of the voice struck the sensibility of the young musician ...

In 1970, he enjoyed his first success in a singing competition: Andrea was not yet twelve years old when he won the Margherita d' Oro in Viareggio singing «O sole mio». After singing lessons with Maestro Luciano Bettarini (himself a legendary singing teacher with a striking list of illustrious pupils from Fedora Barbieri to Tagliavini, Corelli to Panerai and Bastianini) Bocelli approached Franco Corelli, an artist whom Andrea had always worshipped (his esteem was reciprocated over the years by the great singer from Ancona). In order to pay for singing lessons,Andrea would play the piano in the local bars and in the meantime he continued with his studies graduating in Law at the university of Pisa (a profession which he practised for a year when he worked as a Public Defence Counsel).

Immediately after taking part in a singing master class held by Franco Corelli in Turin, Andrea Bocelli had an opportunity to make his début on the operatic stage in Verdi's «Macbeth» (in the role of Macduff directed by Claudio Desderi and touring Pisa, Mantova, Lucca and Livorno – during the same period that saw him take off in the world of pop discovery by Caterina Caselli and her record label “Sugar”. That Christmas he was invited to sing the Adeste Fideles in the Sala Nervi in the Vatican before the Pope. While only the previous year, on the 28th December, Andrea had made his début in the world of classical music in a concert at the Teatro Romolo Valli in Reggio Emilia.

No more courtrooms or requests in piano bars: this was the start of a meteoric rise. Andrea Bocelli had found the stage: in fact the stage found Andrea Bocelli and would never leave him.



Con te partirò

There is something miraculous about the parallel track along which the tenor Andrea Bocelli's career developed. In 1996, the melody of the song «Con te partirò» (and later its arrangement as a duet with Sarah Brightman with the title «Time to say goodbye») was heard in every corner of the world. The Bocelli phenomenon was being talked about everywhere: an artist whose explosion onto the recording world – with an album entitled «Romanza» - broke all records.

In Germany, for example, the duet remained at number one in the charts for fourteen consecutive weeks, selling more than three million copies and becoming the best selling single of all time.

At the same time, Andrea embarked on his operatic course, measuring his repertoire according to a forward looking plan for the management of his voice which was both prudent and courageous.

It was Sardinia (in the adventurous theatre in Cagliari which in that period was making its name by presenting intriguing and at times eccentric productions of high quality which attracted great media interest) that hosted Andrea Bocelli's first entirely operatic concerts.

Followed by Torre del Lago Puccini, where in the summer of 1997 the tenor performed parts of «Madame Butterfly» and «Tosca» and also the «Aria dei 9 do» from «La Fille du Regiment» to a resounding ovation.

In 1998, came a new début: another important milestone in the development of the artist's vocal and stage career. This time Andrea played the leading role «Rodolfo» alongside Daniela Dessi in Puccini's «La Bohème» on stage in Cagliari, directed by Steven Mercurio. That same year he met Maestro Zubin Mehta and this led to a first collaboration between them for an important concert in Tel Aviv. The celebrated orchestra conductor was enthusiastic about Bocelli's talents and declared his views several times in public, extolling the Tuscan tenor's musicality, his solid preparation and his musical refinement.

In 1999, Andrea performed at the arena in Verona for the first time (as a guest at the Gala in Léhar's «Merry Widow» directed by Anton Guadagno). Here he was applauded by an audience of eighteen thousand after his flat top note in «Tu che m'hai preso il cuore» and the Brindisi from the «Traviata» with Cecilia Gasdia. In October, he made his début in the United States in Massenet's Werther, on stage in Detroit, directed by Steven Mercurio and with Denice Graves in the role of Charlotte. 1999 was also the year in which Andrea received the nomination of «Best New Artist» at the Grammy Awards becoming the first classical artist to receive this honour in thirty-eight years. This was the year in which the album «Sogno» was released which included Andrea's masterly interpretation in duet with Céline Dion of «The Prayer», which had already won the Golden Globe Award as Best Original Song and was subsequently nominated at the Oscars.

From this point on, Bocelli Legend supported by huge record sales, was unstoppable. His concerts would find the most celebrated directors on the podium such as Lorin Maazel (the classical tour in 1999, in Munich and Verdi's «Requiem» recorded in London in 2000) and Zubin Mehta. Another important professional collaboration not to be overlooked brought Bocelli together with Myun Whun Chung, the Director of the Orchestra of the National Academy of S. Cecilia in Rome.

In January 2001, Andrea made his début on the stage of the Filarmonica in Verona in Mascagni's «Amico Fritz», a role which was particularly well suited to Bocelli's voice. On 28th December of the same year he went to New York upon the invitation of Mayor Rudolph Guiliani where he sang Schubert's «Ave Maria» at “Ground Zero” before the world as part of the memorial to the victims of 11th September 2001.

In the summer of 2002, Andrea made his début in the role of Pinkerton in «Madam Butterfly» at Torre del Lago. Following further successful recordings and international awards (for example, in 2002, he received two World Music Awards in Monte Carlo: “World best selling classical artist” and “Best selling Italian artist”. He was also awarded the Luciano Cirri prize in Rome for his contribution to the spread of Italian culture throughout the world and, for the same reason, he was awarded the Caruso prize in Sorrento in September. In October, in London, he received the National Music Award and in December the “Best of the world” prize at the American Music Awards). In 2004, Bocelli made his debut in the role of Cavaradossi in «Tosca» at the Festival of Torre del Lago Puccini. His operatic career continued unabated (he played the lead in «Werther» again at the Municipal Theatre in Bologna) and sang at many large concert venues. In the meantime, his repertoire of classical recordings also continued to grow significantly. Because beyond the reverberations of his enormous success all over the world which now had become a historic fact, the legend had pursued a careful path and it is striking how when the time is right – the artist in the fullness of his vocal power and interpretative skill – fixes archives, stocks the shelves of time leaving memory and testimony alive for those who will follow.



The essential (is invisible to the eye)

It is the whole of existence which is called into play in Antoine de Saint-Exupery's brilliant maxim (from «Le Petit Prince» which reminds us that «you can only see with your heart. The essential is invisible to the eye Bocelli curious, passionately active and tenaciously positive about life, is deeply familiar with the secret of this literary reflection ... a sentence which is unnerving in its dazzling and linear truth. The essential in a tenor's professional sphere is, in this case too, invisible to the eye. It is through his discography under the signature of international record labels («Sugar Music» under licence to Polydor) that one measures the career of an artist. And in Bocelli's case it is by his recordings that his voice can be guaranteed to be kept constantly up to the minute for generations to come. As Caruso did at the start of the last century, so Bocelli continues to do at the beginning of the millennium.

The first classical recording dates back to 1997 and was entitled «Viaggio Italiano». It was a Caterina Caselli Sugar project undertaken with the Moscow Radio Symphony Orchestra under the direction of Vladimir Fedoseyev. The album booklet read as follows “The tenor Andrea Bocelli in a concert of well known operatic arias and classical songs, an imaginary journey through the mystical world of opera and the Italian operatic tradition, the only true cultural heritage of the great mass emigration to the United States. This record is an homage to the decisive role of the Italian emigration to North America in safeguarding and spreading the Italian musical tradition throughout the world. An homage and a cultural recognition for millions of émigrés who kept alive and spread throughout the New World one of the most important Italian cultural legacies : the opera, the melodrama, the bel canto and, more in general, the melodic tradition and the Italian popular song (...)”. from Puccini to Schubert, from Verdi to Donizetti («Nessun Dorma», «Ave Maria», «La donna è mobile», «Una furtiva lacrima» and many others), with a pleasing list of masterfully performed classic Neapolitan songs. Notwithstanding all of this, Maestro Bocelli's fierce self criticism adds a note: “I extend my heartfelt apologies to all Neapolitans for my accent, but – given the love I have for their language – I hope I will be forgiven. I hope to improve my pronunciation very soon. Foundly yours”

1998 saw the release of Aria – The Opera Album with the Orchestra of the Maggio Musicale Fiorentino directed by Gianandrea Noseda. Bocelli's voice extended its potential in seventeen stunning arias from the operatic repertoire. On the eve of the new millennium, he released a CD entirely dedicated to Sacred Arias with the Orchestra and Choir of the National Academy of Saint Cecilia directed by Myung-Whun Chung (recorded in 1999). Pages «composed to extol the greatness of God and celebrate His Glory» wrote Bocelli about an album which was “profoundly desired and wanted”. The spiritual strength of the pieces was exalted by Bocelli's unique voice.

A song is not fine song (bel canto) if it does not create enchantment” the Tuscan tenor will say many years later with his typical intense simplicity during a television interview. His recorded homage to Christianity remains one of his most luminous and vibrant artistic productions. Sacred Arias became the best selling classical album ever released by a solo artist. Bocelli earned a place in the Guiness Book of World Records occupying the first, second and third places in the American classical music charts and holding onto the top positions week for almost three and a half years.



A voice for the new millennium

The year 2000 marked a new milestone in Andrea Bocelli's recording career: Puccini's «La Bohème» with the outstanding conductor Zubin Mehta directing the Israel Philarmonic Orchestra. Barbara Frittoli played the role of «Mimi». Andrea had already played the role of «Rodolfo» in 1998, in Cagliari, prompting praise from the teacher Franco Corelli who commented: “Andrea is an operatic tenor with a voice of rare beauty. His sense of romance and melody goes beyond the very essence of «Rodolfo» the bohemian”.

It is “music of feelings, passions and tears” as Andrea said himself, finding in «Rodolfo» a passionate young man who could be like so many boys today ... At the end of the recording, that giant of interpretation, Zubin Mehta, expressed himself as follows on Andrea's innate musicality: “ He manages to capture my internal rhythm. With every phrase I execute, he barely has to perceive what I am doing and he is already following me.”



27 de Dezembro de 2009

Tradições - II

Este Natal tenho-me lembrado muito dos Natais da minha infância. Tenho-me recordado de como me metia na cama no maior silêncio e de como praticamente quase não respirava para não perturbar Jesus Cristo.

Queria muito que Ele viesse à minha casa. Havia uma mistura de sentimentos: era um afecto muito grande que sentia por Ele e se Ele viesse à minha casa e, se ainda por cima, me desse prendas era a realização plena; talvez um sentimento inconsciente de ser correspondida no meu afecto de criança por Ele. Era a prova de que Ele também gostava de mim e isso numa criança é importantíssimo. Assim à distância, parece-me um sentimento que se assemelhava a termos alguém que gosta de nós, nos visita e dá-nos prendas; acho que é um afecto de criança correspondido. Por nada eu queria perturbar ou desrespeitar Jesus.

E ficava quietinha, metida entre os lençóis e as mantas na expectativa da chegada de Jesus com as prendas. Acho que seria capaz de escutar alguma mosca tal era o silêncio que fazia para estar alerta e não perturbá-l'O. A noite de 24 para 25 de Dezembro era longa e tardava tanto amanhecer ...

Ter prendas no sapatinho era uma grande alegria! Nos anos 1960, as prendas tinham muito mais valor porque eram raras e sempre muito esperadas. Com a Graça de Deus, sempre tive prendas no meu sapatinho e assim sempre me senti muito amada por Jesus.

Muito bom ano de 2010; que seja melhor do que o de 2009. Também para mim.❐



16 de Dezembro de 2009

Sobre Agricultura inovadora – II

Consideremos uma família de três filhos a viver no Minho e com uma propriedade de 1 hectare.

Pai – Joaquim Vieira; mãe – Alzira Vieira; filhos – Margarida de 20 anos; Manuel de 18 anos e Tiago de 16 anos.

A Margarida trabalha numa loja de vestuário e bijutaria e está feliz; o Manuel já é mecânico e trabalha numa oficina de automóveis. Eles trabalham em Braga e os pais e o irmão vivem a 10 km da capital. O Tiago gostaria de ser agricultor, aproveitando o facto dos pais terem esta propriedade e ingressou este ano no primeiro ano da Escola Agrícola para obter o diploma de Técnico Agrícola nível III, segundo a classificação existente na União Europeia.

O interesse e entusiasmo do Tiago pelas coisas agrícolas chamaram a atenção do professor João Dias que já tem conversado com ele no intervalo, após a aula. Já foi com o Tiago visitar a propriedade dos pais dele. Disse-lhe que a terra é boa para produzir vários bens desde kiwis a uvas para a produção de vinho verde. O Tiago cada vez sonha mais e planeia mais o que fazer naquela propriedade.

Os pais já o tentaram refrear um pouco, mencionando que ele tem dois irmãos e que, primeiro, é necessário conversar tudo entre a família. Com uma lagrimazinha ao canto do olho o Tiago contou ao professor o que os pais lhe tinham dito. O professor pôs-lhe a mão no ombro «Calma, meu rapaz. Tudo tem uma solução. Tenho um amigo que é advogado e ele vai encontrar a melhor solução para resolveres o teu problema.»

o Tiago deu um sorriso e um peso enorme saiu dos seus ombros.

Passado um mês, num domingo à tarde, houve um encontro familiar entre toda a família, o professor e o advogado. Toda a família estava um pouco inquieta e também envergonhada, mas as coisas tinham de ser esclarecidas. Os pais já não tinham a juventude de outros tempos; os irmãos mais velhos estavam afastados das lides agrícolas, mas não queriam que o irmão tomasse assim conta de tudo porque eles também tinham ali uma parte.

Então o advogado falou:

O Tiago é um lavrador nato. Vê-se isso no entusiasmo e amor que ele põe em tudo o que se relaciona com a agricultura e é uma pena desperdiçar este talento e esta terra.

Proponho que toda a família faça uma sociedade agrícola em que todos são sócios: os pais em partes iguais, os três filhos em partes iguais. Assim fica assegurada a distribuição do rendimento da propriedade.

Por outro lado, o Tiago inscreve-se como trabalhador a tempo inteiro desta empresa na qualidade e função de Gerente com o seu salário adequado e na altura da partilha do rendimento disponível anual recebe a sua parte igual à de cada irmão. O pai também pode passar a trabalhador a tempo inteiro da mesma empresa na qualidade de tractorista/tratador do gado/ (...) com o salário adequado e a mãe também. Isto para lhes garantir os benefícios sociais estatais de qualquer trabalhador agrícola, no mínimo.

Os dois irmãos têm a sua quota-parte no rendimento disponível anual da empresa. Contudo, se alguma vez quiserem ou virem a precisar de um posto de trabalho, certamente que a Margarida poderia preparar-se no Centro de Emprego/Associação de Empresários Agrícolas, fazendo um curso de técnico administrativo de empresa agrícola ou outra especialização porque a empresa também precisa dessa especialidade e o Manuel poderia trabalhar com as máquinas agrícolas, repará-las ...

A propriedade é pequena, mas trabalhadores especializados conseguem uma maior produtividade e um maior rendimento no mesmo espaço.”

O professor acrescenta:

«A terra seria para permacultura e agricultura biológica e uma parte pequena para subsistência da família. Poderiam acrescentar-lhe uma actividade artesanal de produção de compotas, de mel, de queijo, requeijão, iogurte, ... para vender à consignação em lojas gourmet e nos mercados e feiras de agricultura biológica. Com o tempo poderão aumentar a propriedade, comprando mais terra arável ... » (continua)


09 de Dezembro de 2009

Sobre o TGV em Portugal

O TGV é importante para todos os países e por isso mesmo ele é cada vez mais implementado. O TGV também é importante para Portugal, se e só se for simultaneamente de transporte de mercadorias, principalmente, e de pessoas e simultaneamente com carris da rede europeia que virá a ser intercontinental. Como os outros países da Europa mudaram de carris quando foi necessário para integrar a rede europeia assim é urgente que Portugal o faça!

Os acordos e compromissos que o partido socialista tem vindo a fazer desde 2005 com a Espanha são de uma leviandade a toda a prova que só pode ter por base ignorância, estupidez ou malvadez. Não há outra hipótese a considerar!

São medidas atrás de medidas de um enorme despesismo que levaria até um país como a Alemanha à bancarrota. Então, Portugal ... Palavras para quê?

É necessária toda a atenção do Parlamento Português, agora que as suas decisões e escolhas podem concretizar-se, para evitar que Portugal venha a ser um quintal de terceira ou quarta da Espanha e não mais um jardim da Europa. A vossa atenção também para a gestão das empresas que absorvem dinheiros públicos; por aí também o país pode agravar ainda mais o endividamento público. O garrote já aperta bastante.



07 de Dezembro de 2009

Sobre A Inovação na Agricultura

A situação da agricultura em Portugal e na Europa está em perigo. Além de tudo o mais, só o facto de os deputados portugueses em Lisboa e no Parlamento Europeu não quererem trabalhar nesta comissão, mostra como está a moda para ocidente.

Contudo, parece-me que não é difícil de perceber e sem fazer qualquer futurologia que os tempos vindouros serão tempos de grande turbulência e cada um de nós precisa de se alimentar normalmente três vezes por dia; então compreendo a dureza desta área, mas não compreendo o abandono, desprezando a urgência premente de a Comissão da Agricultura estar na vanguarda.

Se há sector que exige uma mudança radical, esse é o sector da agricultura. Se há sector que precisa de inovação e das novas tecnologias, esse é o sector da agricultura.

O sector da agricultura, atualmente, depende quase totalmente dos derivados do petróleo. O petróleo é uma energia que se está a esgotar e é essencial para a segurança e defesa de qualquer país. Quando um bem escasseia e é imprescindível para vários sectores nevrálgicos de cada país, várias coisas costumam acontecer:

  • o roubo constante desse bem;
  • a subida incomportável do preço desse bem;
  • a falta frequente desse bem;
  • (..........)



Este é um dos graves problemas da agricultura atual.

Outro é o bem precioso que é a água para a agricultura.

Podemos pensar que durante muitos séculos a agricultura sobreviveu sem qualquer dos vários derivados do petróleo que são tão necessários nos nossos dias.

Para encetar a agricultura inovadora, precisa-se de tornar os bens derivados do petróleo e indispensáveis na agricultura contemporânea, completamente dispensáveis.

Também se precisa de ter em conta que turbulências a ocorrer a nível internacional vão dificultar o transporte dos bens alimentares intra e interpaíses e Europa, o que vai dificultar a importação e a exportação de bens alimentares que passarão a ser intermitentes, mesmo de TGV e ter-se-á de começar a contar principalmente com o abastecimento local.

Sabe-se que a agricultura anterior aos derivados do petróleo para a agricultura era uma agricultura de subsistência. O desafio atual consiste em tornar a agricultura, sem os derivados do petróleo, competitiva e produtiva.

Este desafio não pode ser resolvido a nível local, mas numa cooperação entre as várias associações de agricultores a nível europeu com transmissão de conhecimentos e de resultados das experiências realizadas entre todos. Só assim o progresso para a agricultura inovadora será consistente.

As sementes transgénicas não podem ser usadas e aceites em nenhuma parte; já que o seu objectivo é mais a esterilidade das espécies, incluindo a humana e o que é feito é contra natura portanto impossível de ser considerado numa economia inovadora e biológica que será sempre fértil, pois sementes geram sementes. Acredito que se trata de mais um processo inventado para obrigar à fidelização dos clientes agricultores e riqueza dos produtores, já que aqueles necessitam de comprar todos os anos sementes, pois as sementes transgénicas não produzem novas sementes que sejam férteis.

Que fazer?

Muita coisa, mas com passos firmes, curtos e seguros.

Relativamente aos vários sectores do Estado, acredito que esperam propostas dos agricultores, mas a solução é encontrar em conjunto propostas e soluções, todos se colocando ao mesmo nível e estudando o que é mais conveniente e possível em cada momento e tendo sempre em mente que, em agricultura, só há médio e longo prazos. A curto prazo não se faz nada. Muitas vezes o longo prazo é superior a uma ou duas gerações.

A partir daqui passa-se para o planeamento. Sou Master em Economia na especialidade de Planeamento e pela minha formação e carácter acho que este é o melhor instrumento a usar. Outros criticam o planeamento e preferem outras maneiras de fazer. Desde que os resultados sejam bons, têm a minha cooperação. Para fazer o planeamento há que se situar a área, concelho, região, país onde está inserida a empresa agrícola e analisar tudo em rede. Cada caso é um caso. (continua)



03 de Dezembro de 2009

Sobre Poder, Serviço e Autoridade - II

Continuando a trabalhar este tema, debrucemo-nos sobre a entidade Estado.

A ideia de Estado moderno é a de uma planificação orgânica e referida a um único centro de todas as esferas da vida social e do controlo efectivo sobre todos os domínios e sobre todas as associações particulares ou indivíduos.

Devido à estreita ligação entre Estado e Sociedade, pode-se afirmar que o Estado é a forma que atinge a vida social numa fase adiantada do seu desenvolvimento, uma vez diferenciadas, autonomizadas e tornadas complexas as suas funções, isto é, o Estado intervém como o elemento que permite assegurar a sobrevivência, a estabilidade e a permanência de todo o corpo social. Ele mantém em equilíbrio mais ou menos dinâmico, mais ou menos estável as tensões, as diferenças, os desequilíbrios, os conflitos de interesses dos grupos, das classes, das associações. Para Locke (séculos XVII e XVIII), o Estado não desempenha só esta tarefa, mas também garante a possibilidade da realização dos fins a que a população se propõe, ou seja, a própria felicidade na Terra. O Estado deve garantir a segurança da vida social, deve estimular e possibilitar o máximo desenvolvimento das potencialidades individuais e a sua acção não deve ser de repressão, mas sim deve proporcionar a segurança, a liberdade, defender a propriedade dos cidadãos. Ao Estado cabe uma missão de humanidade, uma missão ética e espiritual; o Estado está ao serviço da humanidade; ao serviço dos ideais supremos a que a humanidade se propõe. A integração dos indivíduos no Estado deve ser feita pelo reconhecimento e pela consciencialização através da educação. Trata-se, segundo Fichte, de uma integração orgânica que garante, de facto, a perfeita equidade entre todos.

Os Estados modernos fundamentam a sua coesão interna e a sua autonomia e independência em relação aos outros Estados no princípio da soberania que resolve o problema da ordem no interior do próprio Estado. Na relação entre Estados, ao longo do século XIX, foi-se desenvolvendo uma ordem jurídica que regulasse exactamente as relações entre Estados – o Direito Internacional. Já no século XX, se criaram organizações com o fim específico de zelar pela ordem internacional, tentando resolver pacificamente os conflitos surgidos entre os Estados-membros, promovendo o progresso e a cooperação, esforçando-se no sentido de proporcionar à humanidade uma paz duradoura.

A Organização das Nações Unidas, cuja Carta data de 26 de Janeiro de 1945, constitui o resultado desse mesmo esforço. Dela faz parte o seguinte extracto:

Nós, os povos das Nações Unidas, resolvidos a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra que, por duas vezes no espaço da nossa vida, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade e a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do Homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direitos dos homens e mulheres assim como das nações, grandes e pequenas e estabelecer condições, sob as quais a justiça e o respeito às obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes do direito internacional, possam ser mantidas e a promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla e para tais fins praticar a tolerância e viver em paz uns com os outros como bons vizinhos e unir as nossas forças para manter a paz e a segurança internacional e a garantir, pela aceitação de princípios e a instituição de métodos, que a força armada não será usada a não ser no interesse comum, a empregar um mecanismo internacional para promover o progresso económico e social de todos os povos.

Resolvemos conjugar os nossos esforços para a consecução desses objectivos.

Carta das Nações Unidas



10 de Novembro de 2009

Sobre A Corrupção

Quando ouço responsáveis de instituições governamentais afirmarem que a comunicação social não deve divulgar nos seus órgãos os assuntos relacionados com a corrupção porque isso prejudica a imagem de Portugal junto daqueles estrangeiros, potenciais investidores; acredito que estes responsáveis têm muito poucas bases democráticas e que prejudicam muito a nossa democracia.

1.0 – Os meios de comunicação social são um dos poderes democráticos da sociedade civil. Estes não podem branquear as acções negativas e aqueles que, de algum modo, prejudicam e usam a democracia e os cargos que ocupam para enriquecer ilicitamente, para corromper e destruir o tecido económico, financeiro e estrutural do país, incluindo a própria democracia.

2.0 – A imagem de Portugal não fica prejudicada pela divulgação que a comunicação social faça dos podres da nossa sociedade, incluindo os casos de alta corrupção que caiam nas malhas da lei. Pelo contrário, desta maneira, os investidores estrangeiros sempre ganham uma esperança de que Portugal esteja a mudar e eles consigam investir em Portugal sem cair nas armadilhas da corrupção. Todos os potenciais investidores estrangeiros sabem que em Portugal a corrupção domina e é transversal e não é pela comunicação social que o sabem, mas à boca pequena por aqueles que já investiram em Portugal e têm a experiência do que realmente cá se passa, país de características terceiro-mundistas, eles o afirmam.

Basta censurar a comunicação social, acabando com a liberdade de opinião e de expressão para todas as outras liberdades ficarem encerradas e deixarem de existir também e passarmos de uma democracia para uma oligarquia autocrática que não governa, mas se governa, submetendo tudo e todos, seja com uso de luva seja com uso de cacete.❐



07 de Novembro de 2009

Sobre Poder, Serviço e Autoridade

Acredito que a grande maioria da população portuguesa quer viver em democracia e sobre isto não tenho dúvidas; mas compreendo que a grande maioria da população portuguesa não identifica a democracia que anseia com a democracia em que tem vivido e isto causa-lhe desilusão, resignação mal-contida, vontade de mudar ... porque o conceito de democracia e a praxis democrática portuguesa não se reflectem uma na outra. Então vamos tentar compreender um pouco melhor as verdadeiras relações democráticas.

É comummente aceite que os três elementos constitutivos do Estado são:

  1. A população, povo, comunidade, conjunto de indivíduos ligados entre si pela ordem estável de um sistema jurídico único e autónomo.
  2. O território, espaço geográfico definido pelas fronteiras sobre o qual um Estado exerce a soberania. É parte integrante do território: o solo, o subsolo, o espaço aéreo e as águas territoriais, se as houver.
  3. O vínculo jurídico do Estado que une entre si a população. Consta da organização política regulada por uma Constituição ou Lei Fundamental e segundo a qual se processa a gestão das coisas públicas e a sua coordenação com vista à consecução do bem colectivo. Na Constituição de um Estado se exprime a identidade política de uma comunidade e, por isso, ela é o seu verdadeiro princípio da autonomia e soberania, não só em relação aos seus cidadãos e território como ainda em relação aos demais Estados.

dois tipos de Estado:

1.o Estado Absoluto - caracteriza-se pela concentração de todo o poder e de todas as suas funções nas mãos de uma só pessoa ou oligarquia ao qual (quais) compete legislar, governar e exercer a justiça sem ter de dar contas a ninguém e

2.o Estado de Direito - que tem como características o reconhecimento e a vigência da LEI e o reconhecimento do princípio da divisão dos poderes e da respectiva independência. O Direito ou a Lei Civil regulam não apenas as actividades dos cidadãos como também as acções dos próprios governantes assim se evitando a arbitrariedade. Por sua vez, o princípio da divisão dos poderes garante a independência do legislativo e dos tribunais em relação ao executivo, salvaguardando desse modo o respeito pelos direitos fundamentais do cidadão em democracia.



Então que é o poder?

O poder é uma relação de domínio sobre outrém, o submisso.

Num Estado de Direito, não há domínio e submissão que é uma relação característica do Estado Absoluto. Num Estado de Direito, há obrigações e direitos a todos os níveis da hierarquia e cada direito implica uma obrigação e há delegação de poderes, cedendo a Autoridade, tudo veiculado pela LEI que, quando parte dela já não satisfaz a população, se actualiza. Veja-se quantas vezes a Constituição já foi alterada e as leis, em geral.



Então, quem detém o poder num Estado de Direito, numa democracia?

O Poder está na mão da população com dezoito e mais anos de idade em Portugal. Quando esta vota para o Parlamento, está a colocar lá os seus representantes escolhidos de entre o leque dos partidos políticos que se candidataram e que apresentaram um programa eleitoral que será o Programa do Governo do(s) partido(s) que alcançaram a maioria dos votos. Assim a população que detém o poder, delega-o no Parlamento e no Governo eleitos e estes são instituídos da Autoridade delegada pela população e colocam-se ao serviço da população, cumprindo o Programa que obteve a maioria dos votos.

Assim quanto maior a responsabilidade de determinado cargo, maior o serviço a prestar à população e maior o número daqueles a quem se serve. 1)


Agora, o poder da população apenas se exerce nas eleições nacionais?

Com certeza que não. A população tem obrigação de estar atenta e organizada na sociedade civil e estas associações da sociedade civil têm a obrigação e o direito de, todos os dias, fazer valer os direitos daqueles que se sentem de alguma forma lesados, junto das instituições que detêm a Autoridade, baseada na LEI, que vão restituir os direitos que foram lesados de modo a que a sociedade civil permaneça em paz, harmonia, feliz e realizando-se nos vários níveis pessoais, sem beliscar o bem-comum, a dignidade e liberdade de cada um dos seus cidadãos numa evolução constante dentro dos parâmetros dos valores democráticos.

Assim num Estado de Direito, numa democracia que também está em constante evolução como tudo o que tem vida, a vida democrática não assenta em três pilares de poderes, mas sim em três pilares de Autoridade do Estado que são poderes delegados que recebem a Autoridade por delegação da população e se põem ao serviço desta:

1.0 – A Autoridade Legislativa que é exercida pelas assembleias para o efeito constituídas (Parlamento, Assembleias Legislativas ou Constituintes). Cabe-lhes preparar, discutir e aprovar as leis que regulam a vida de um Estado desde a Constituição ou Lei Fundamental até às outras leis gerais.

2.0 – A Autoridade Executiva que é exercida pelo Governo. A estrutura e composição do Governo é variável de país para país. A sua função é pôr em prática, nas situações concretas, as leis gerais elaboradas pelo Parlamento; isto é, governar o país e administrá-lo segundo a Lei.

3.o – A Autoridade Judicial é o que compete aos Tribunais. É sua função velar pela observância da ordem jurídica e pelo cumprimento da Lei, denunciando as suas violações e resolvendo os conflitos que possam surgir na sua interpretação quer nas relações entre cidadãos quer nas relações entre cidadãos e os órgãos da Autoridade ou do Governo.


dois sistemas de governo em democracia:

  1. O modelo presidencialista que tende mais para a separação das Autoridades. Neste sistema, o Presidente (Chefe do Estado) ocupa uma posição única na vida do Estado, sendo independente perante o Legislativo e nomeando ou demitindo os membros do Governo e os seus colaboradores. Por outro lado, o Parlamento não pode fazer demitir o Governo, através do voto de desconfiança como também o Presidente, que é Chefe do Executivo, não pode dissolver o Parlamento. Contudo, frequentemente o Presidente interfere no Legislativo mediante o veto ou ainda mediante a apresentação de propostas de lei de sua iniciativa, a iniciativa legislativa.
  2. O modelo Parlamentarista representa uma das soluções típicas da colaboração dos poderes. O Executivo, formado a partir do partido ou partidos com mais lugares no Parlamento, tem perante este responsabilidade política; isto é, o Parlamento exerce uma acção de vigilância sobre o modo como o Governo cumpre as leis. Por outro lado, o Presidente (Chefe do Estado) pode, em certas circunstâncias previstas na Constituição, dissolver o Parlamento, recorrendo a novas eleições.



1) Escrevendo isto, imediatamente me veio à memória uma conversa de Jesus Cristo com os discípulos entre os quais estamos incluídos, há dois mil anos. «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores e que os grandes exercem sobre elas o seu poder.

Não seja assim entre vós! Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande, seja o vosso servo e quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo (aquele que serve, que presta serviço).» (S. Mateus 20,20-28)

Infelizmente, ainda há muito quem não compreenda esta afirmação.



05 de Novembro de 2009

Sobre O serviço público da RTP

Todos falam do serviço público da televisão pública, mas parece-me que não é um só o entendimento que se tem deste conceito. Acredito que podemos encontrar dois conceitos bastante diferentes, partindo dos diferentes conceitos de público.

Para uns, o público é a escumalha, “the mob”, ignorante que se dá por satisfeito com novelas de faca e alguidar e futebol de terceira, quinta categoria e é isso que a televisão pública lhe deve dar para satisfazer as suas necessidades.

Por outro lado, há os outros que acham que o público somos todos nós com defeitos, qualidades e aspirações; cada qual em constante evolução e em patamares muito diferentes, com muito mais facilidade em aprender dos outros do que da sua própria experiência de vida e aí entra o papel fundamental da televisão.

Para este grupo, o serviço público da televisão pública deve dar programas de qualidade, sejam novelas que podem formar os cidadãos em muitos aspectos e algumas têm-no feito, são futebol e outro tipo de desporto de qualidade, são teatro e cinema de qualidade, são documentários de diversas áreas, actuais e de interesse público, são programas de crítica social, política, ... é tudo o que possa servir directa ou indirectamente de instrumento para a formação de melhores cidadãos que saibam viver com uma cada vez melhor cidadania numa sociedade cada vez melhor para os seus cidadãos.

É isto que este grupo espera do serviço público da televisão pública e isto tem de ser pago com a publicidade concorrendo em igualdade de circunstâncias com as televisões privadas e não com erário público.

A televisão privada tem tido, principalmente, um objectivo: um lucro cada vez maior e interessa-lhe agarrar sobremaneira a publicidade que escolhe a televisão pública. Sejamos democratas e deixemos a publicidade escolher os canais onde quer aparecer – público ou privados. Eu, se tivesse publicidade para divulgar, escolheria a televisão pública exactamente pelo serviço público que lá se faz ou gostaria que lá houvesse; até poderia pôr essa condição. De certeza que gostaria de escolher entre televisões privadas e também a pública; só assim me sentiria a escolher de pleno direito.



19 de Outubro de 2009

Sobre Temas urgentes da legislatura actual

Na sexta-feira passada, escutei nos noticiários da rádio e da televisão que no parlamento, foram logo apresentados quase uma dezena de projectos legislativos sobre vários temas. Contudo, nenhum me pareceu de algum interesse especial para o país. É apenas uma opinião minha, cidadã de pleno direito.

Nessa qualidade, gostaria de apresentar alguns temas que considero bem urgentes a nível nacional. Devido a mais uma vez Portugal se encontrar na cauda da União Europeia, para sair desta crise de vários quadrantes e pelo facto de termos uma taxa de mortalidade superior à taxa de natalidade, proponho:

1.0 – várias comissões de trabalho, uma para cada um dos temas: Família e Famílias Numerosas; PME, Segurança Social, Fiscalidade, Segurança, Banca, Planeamento Regional, ...

2.0 – Cada comissão reúne toda a legislação existente, estuda-a, organiza-a, ordena-a, trabalhando-a de maneira a ficar mais eficiente, eficaz e de mais fácil manuseamento. Elabora a legislação que faz falta para suprimir lacunas e retira a legislação obsoleta, a mais e a desadequada.

3.0 – Convida as organizações da sociedade civil para colaborar, exprimindo aquilo que acham necessário e urgente existir, aquilo que as prejudica, aquilo que gostariam de ver legislado, a sua experiência e conhecimentos de organizações internacionais congéneres, ...

É urgente apoiar a todos os níveis as famílias, elas são o núcleo principal da nossa sociedade. Precisam de um carinho especial. Elas, as famílias portuguesas, são as guardiãs da cultura portuguesa, da história portuguesa, do nosso património genético, de nós existirmos de corpo inteiro no futuro. O trabalho precisa de ser organizado, tendo em atenção que os pais, os filhos, os parentes, os amigos precisam de algum tempo para conviver, sentir-se, estar, ... Se as empresas tiverem responsáveis mais competentes, muito dos tempos mortos são eliminados, a produtividade aumenta, perde-se menos tempo, ganha-se mais tempo para a família e a empresa aumenta a sua produtividade, criando os intervalos necessários para descontrair um pouco, trabalhando por objectivos e menos por horários fixos e pouco produtivos.

É urgente uma atenção muito especial para as famílias numerosas, diminuindo-lhes as despesas o mais possível a vários níveis: fiscalidade, água e electricidade, segurança social, educação, habitação, ... para que elas se sintam apoiadas e queridas por este país.

A Segurança Social pode colaborar mais com as famílias de desempregados, dando-lhes a formação necessária e aconselhando-os de maneira a poderem acolher nos seus lares idosos, crianças de famílias empregadas ou disfuncionais, ...

Os Centros de Emprego podem dar formação para profissões por conta própria, incluindo trabalho de carácter social e Economia Doméstica.

Há sempre gente empregada e que precisa de apoio extra, incluindo que lhes vão buscar os filhos, que lhes façam as compras, ...

É urgente apoiar os sobredotados porque se encontram em todos os estratos sociais e precisam de apoio para participarem em encontros nacionais e internacionais, concursos, para poderem inventar e produzir ... A sua associação ou associações precisam de apoio e legislação. Eles são cada vez mais necessários para haver empresas inovadoras e dinâmicas.



13 de Outubro de 2009

Sobre As eleições autárquicas 2009

«Ele há coisas ... » diz o povo numa expressão difícil de traduzir.

Pois é, no passado domingo, dia 11, aconteceram as eleições autárquicas. Em primeiro lugar, há que salientar a elevada abstenção destas eleições – 41% (aprox.) Foi o verdadeiro vencedor destas eleições. Parece-me que nunca se atingiu um nível tão elevado de abstenções em eleições autárquicas. Acredito que tem a ver com a enorme proximidade entre estas três eleições e grande desilusão política; parece-me que as pessoas já não se sentem a viver em democracia, fruto sabe-se lá do quê.

Continuemos. Como eleições autárquicas que foram – o objectivo era conquistar câmaras, juntas de freguesia, mandatos nas assembleias municipais. Pois bem, o Partido Social-Democrata obteve o maior número de câmaras e o maior número de freguesias; o Partido Socialista obteve o maior número de mandatos nas assembleias municipais. Portanto, o Partido Social-Democrata obteve o primeiro lugar com 39% (aprox.) e foi o partido vencedor destas eleições e elege o presidente para a Associação Nacional de Municípios. O Partido Socialista obteve o segundo lugar com 38% (aprox.) e perdeu estas eleições.

Continuando, analisemos então a dinâmica de cada um dos três primeiros partidos relativamente às últimas eleições. Em 2005, também o Partido Social-Democrata foi o vencedor destas eleições, obtendo 157 câmaras municipais e o Partido Socialista também ficou em segundo lugar com 108 câmaras municipais. Contudo, é importante salientar que a dinâmica mostra que o Partido Social-Democrata, relativamente a 2005, perdeu 19 câmaras municipais. Então, o PSD foi o maior dos partidos perdedores nestas eleições.

Por outro lado, o Partido Socialista, relativamente a 2005, foi o partido ganhador destas eleições, pois obteve mais 23 câmaras municipais.

Também a CDU (Partido Comunista + Verdes) foi uma coligação perdedora, pois em 2005 obteve 32 câmaras municipais e, este ano, obteve 28 câmaras municipais, perdendo quatro câmaras.

Extrapolando de uma forma qualitativa, podemos afirmar que o PSD está numa dinâmica de derrota nesta matéria. Portanto, terá de mudar alguma coisa que deve estar errada, talvez bugs a vários níveis estejam a desfigurar o partido e a enfraquecer a sua posição de líder.

Relativamente ao Partido Socialista, este está numa dinâmica de vitória. Será que tem o apoio afectivo da maioria da população? Se tiver, a dinâmica de vitória manter-se-á; se não tiver, mais cedo ou mais tarde, entrará em águas turbulentas. A população com mais de 35 anos vai ter muita dificuldade em engolir novamente um Portugal monocromático. Os mais novos ainda não sabem o que é ... ❐



01 de Outubro de 2009

Sobre Siglas de expressões estrangeiras

Ao assistir aos telejornais, neste caso, sobre as eleições na Alemanha, novamente voltei a escutar SPD – como sigla do Partido Social-Democrata da Alemanha e imediatamente me veio à memória um episódio um pouco desagradável para mim, exactamente por causa desta informação.

Há já alguns anos, aconteceu-me estar a uma mesa onde também estava uma senhora alemã. Estávamos em época eleitoral na Alemanha e eu falei do SPD como partido social-democrata alemão. Era esta a informação que sempre temos tido dos meios de comunicação e eu considerava-os fidedignos. Então a senhora alemã, já com as faces bem vermelhas, certamente de muita raiva contida, disse-me:

- O SPD não é partido social-democrata alemão! O SPD é Sozialistische Partei Deutschland (partido socialista alemão) e é da esquerda.

Eu fiquei sem palavras. Ela estava mesmo exaltada comigo!

Senhores jornalistas, por favor, sejam mais rigorosos!

Já agora, parece que FDP - Freiesdemokratische Partei (partido liberal-democrata) é o partido do centro-direita na Alemanha. O SPD deve fazer parte do Grupo Socialista Europeu.


30 de Setembro de 2009

Sobre Análise aos resultados eleitorais das legislativas 2009

Os resultados eleitorais destas eleições foram muito sui generis. Para fazer esta análise há que primeiro constatar quem teve mais votos:

1.0 - O partido que teve mais votos foi o partido socialista – 36,6% com 96+11 deputados para o parlamento, contudo foi o único partido perdedor dos seis partidos mais votados – perdeu 24 (vinte e quatro) deputados o que representa uma perda de cerca de 584 mil votos. Claro que a sua maioria absoluta da última legislatura é sempre uma excepção, a regra é a maioria relativa.

2.0 – Também há que verificar que o centro-direita português teve mais votos e tem mais deputados do que o partido socialista: o PSD – Partido Social-Democrata obteve 29,1% e 78+32 deputados no parlamento e o CDS – Centro Democrático e Social (abandonou a linha PP) obteve 10,5% e 21 deputados o que perfaz 39,6% e 102 deputados no parlamento. Portanto, é o centro-direita que tem a maioria no parlamento. Tem a escolher de duas opções: formar governo ou formar uma frente de oposição no parlamento. Não sei qual delas é a mais aliciante, talvez a segunda!

3.0 – Há que estudar as dinâmicas em cada um dos partidos relativamente às eleições legislativas de 2005.

PS (Partido Socialista) – foi o único partido perdedor entre os seis primeiros partidos. Perdeu cerca de 584 mil votos e 24 deputados. Ficou em primeiro lugar, mas não detém a maioria no parlamento, já que essa pertence ao centro-direita que, me parece, não tem obstáculos programáticos que dificultem uma aliança. Quer formar governo. Vai pegar numa casa muito endividada por ele. Será para continuar a endividá-la mais ou para a recuperar diminuindo as dívidas? Na campanha eleitoral afirmou sempre, sem dúvida alguma, continuar na linha do endividamento. Portanto, cumprindo a sua palavra, vai escolher a primeira hipótese.

PSD (Partido Social-Democrata) – Os PP do PSD estão a fazer um grande favor ao PS. Porque será?

O PSD foi um dos partidos ganhadores. Subiu de 28,8% nas últimas legislativas e 75 deputados para 29,1% e 81 deputados. Ganhou mais seis deputados no parlamento. Em aliança com o CDS tem a maioria: 39,6% e 102 deputados.

CDS (Centro Democrático e Social) – Foi o grande partido ganhador. Subiu para 10,5% com 21 deputados. Obteve mais nove lugares no parlamento. Esta vitória deve-se a um abandono das políticas PP e dedicar-se às políticas sociais durante a última legislatura que lhe grangeou credibilidade junto do eleitorado e ao programa eleitoral que apresentou nesta campanha eleitoral. As sessões televisivas do parlamento deram a conhecer a sua posição nesta matéria junto da população portuguesa. Os PP do PSD também deram uma grande ajudinha. Por tudo isto, a poderosa máquina socialista já começou o seu trabalho de desgaste político do Dr. Paulo Portas, invadindo os meios de comunicação com notícias aleivosas, lançando suspeitas, coacções para enfraquecer o adversário e conseguir uma melhor negociação para si. Já têm uma grande experiência nesta matéria desde a nossa primeira democracia ainda na monarquia. Isto só demonstra a força que o CDS ganhou nestas eleições.

BE (Bloco de Esquerda) – Foi o segundo maior partido ganhador. Subiu para 9,9% com 16 deputados no parlamento. Obteve mais oito lugares no parlamento e mais duzentos mil votos. Passou para quarta força política no parlamento. Acredito que ganhou muitos votos dos descontentes com as políticas do governo socialista de maioria absoluta do engenheiro José Sócrates. Este facto impede-o de fazer uma aliança com o partido socialista e também o seu programa eleitoral que é completamente oposto ao programa e governo do partido socialista. Se esta aliança não descredibilizasse completamente o Bloco de Esquerda, Partido Socialista e Bloco de Esquerda perfazem 46,5% dos votos e 112 deputados. Contudo, é uma aliança impossível.

CDU (Partido Comunista + Verdes) – Foi o quarto partido ganhador. Subiu para 7,9% com 15 deputados no parlamento. Ganhou mais um deputado. Obteve mais 30 000 votos do que nas últimas legislativas. Ao contrário dos votos no CDS e no BE, os votos desta coligação são votos seguros, permanecem. Com passo seguro tem vindo a aumentar o seu eleitorado.

PCTP/MRPP – Foi o quinto partido ganhador destas eleições. Obteve cerca de 53 000 votos do eleitorado português. Subiu o seu número de votos relativamente a 2005. Ainda não conseguiu um deputado, mas parece que andará perto. Nas próximas eleições legislativas, talvez.

4.0 - Reflectindo sobre o resultado destas eleições, podemos afirmar que os partidos de esquerda estão em ascensão em Portugal. Mantendo o BE o seu programa eleitoral e a sua linha política, o natural será uma aliança entre o BE e o MRPP no futuro. Será mais rápido para o MRPP conseguir assentos parlamentares e haverá uma maior coesão nos votos do BE.

Acredito que os votos socialistas no BE, têm por objectivo uma oposição firme e constante às medidas do governo socialista; mas é eleitorado que não aceita as linhas programáticas do BE e, portanto, não o quer no governo. Para este eleitorado aceitar uma aliança do BE com o partido socialista, o BE teria de passar para uma linha política muito mais moderada semelhante à do Dr. Manuel Alegre o que faria perder ao BE, o seu eleitorado seguro que passaria para o MRPP. Então, apesar de um namoro firme, tentador e desafiante da parte do PS ao BE, acredito que o BE vai conseguir resistir a tanta tentação e manter a sua nega, satisfazendo o eleitorado que o colocou na quarta posição no parlamento.

A CDU é igual a si própria e acredito que se mantém fiel ao seu eleitorado como este lhe é fiel e vice-versa.

O CDS tem todas as possibilidades de passar a líder da oposição e os PPD a quarta ou quinta força política. Basta ao CDS manter-se centro democrático e social, respeitando este programa e o seu eleitorado. Se começar a balançar entre medidas sociais e PP perde a credibilidade neste eleitorado e perde a posição que já alcançou. Parece-me ser esta a posição do CDS, neste momento.

Os movimentos destes partidos durante esta legislatura que se aproxima ditarão o futuro das suas posições no parlamento português. Assim me parece!



12 de Setembro de 2009

Sobre Os debates da pré-campanha eleitoral para as legislativas 2009

Como boa cidadã que me considero e já sabendo de antemão em que partido político vou votar, vi todos os debates desta pré-campanha e, após a última, terminei com uma exclamação:

- Mas o engenheiro José Sócrates nunca falou do seu programa eleitoral, nunca manifestou as suas ambições, os seus desejos para a nova legislatura que se aproxima. Falou sempre das medidas que o seu governo tomou nos últimos dois anos de governação.

Claro que, como ele tentou apanhar os pontos fracos dos programas eleitorais dos seus opositores no debate; também estes poderiam ter feito o mesmo e tê-lo questionado sobre o programa eleitoral socialista e tê-lo criticado. Preferiram, maioritariamente criticar-lhe a governação, mas ele governou quatro anos e meio e os primeiros dois anos e meio foram especialmente difíceis para a população portuguesa no seu todo. Faltaram à oposição dados estatísticos, números, gráficos sobre os quatro anos e meio de governação José Sócrates a acompanhar as críticas.

Contudo, toda a população ainda tem bem presente tudo pelo que passou nestes quatro anos e meio e sabem que, com o partido socialista, vem aí mais do mesmo e uma consolidação cada vez maior dos escolhidos para garantir os votos socialistas permanentemente como tem vindo a acontecer na Venezuela.



30 de Agosto de 2009

Sobre Assembleia de voto virtual na internet

Gostaria muito de que nós pudéssemos votar nas eleições em Portugal pela internet; não é o voto electrónico que em Portugal não faz nenhum sentido. Claro que nos tempos mais próximos não votaria toda a população pela internet http://www.cne.pt/; coexistiriam o sistema tradicional e o pela internet. Desde que fosse bastante divulgado, acredito que bastante gente o utilizaria. mailto:cne@cne.pt

Claro que votando pela internet:

  • os descontentes não teriam oportunidade de boicotar as assembleias de votos;
  • também não seria possível anular votos. O voto seria aceite ou não;
  • não seria possível, aqui e ali, haver situações menos democráticas;
  • haveria menos abstenções, mas, às vezes, elas até dão jeito às forças políticas, ...
  • .......

Mas estamos na era da inovação. É difícil às novas gerações andarem com papelinhos e contarem papelinhos, ...

Bem sei que estamos em Portugal e somos portugueses e há coisas a que não temos direito, ... mas que gostaria, gostaria. Ainda temos direito a sonhar?...



28 de Agosto de 2009

Sobre O armazenamento de CO2 no subsolo

Mais uma vez foi noticiado o armazenamento de CO2 no subsolo. Agora a novidade é serem feitas estruturas metálicas com as qualidades das árvores, isto é, capazes de absorver o dióxido de carbono existente na atmosfera e canalizá-lo para o subsolo. Dizem que estas estruturas metálicas absorveriam muito mais dióxido de carbono do que as árvores, logo defendem que seria melhor comprar-lhes estas estruturas do que plantar árvores. As árvores não armazenam dióxido de carbono no subsolo; elas consomem dióxido de carbono, o que é completamente diferente. Como sempre o grande problema é a ignorância. Só conseguem ver cifrões. Que pena!

Cada vez que ouço falar em armazenamento de dióxido de carbono no subsolo, lembro-me da estória O rei vai em camisa. Conta esta estória o seguinte:

Todo o seu tempo consumia el-rei Baldrúquio das Arábias a vestir-se e a despir-se porque era muito vaidoso e fútil e o seu guarda-roupa imenso era uma colecção imensa das mais espaventosas roupas.

Era costume de el-rei, no dia dos seus anos, mostrar-se ao povo das Arábias em grandiosa procissão. Nesse grande dia, é claro, Baldrúquio das Arábias estreava um traje novo ...

Ora os alfaiates da corte já não tinham figurinos que satisfizessem a fantasia de el-rei; nem os tecelões engenho para fabricar o tecido extraordinário que plenamente agradasse a Sua Majestade.

Havia por isso na corte uma agitação enorme, pois o grande dia aproximava-se e o monarca, desesperado, andava de um lado para o outro, a clamar e a gritar que não tinha o que vestir, que os seus veneráveis conselheiros eram uma súcia de idiotas sem uma ideia aproveitável, os tecelões do reino uns ignorantes e os alfaiates uns néscios sem préstimo para nada.

Para acalmar a cólera de Baldrúquio, o primeiro-ministro mandou espalhar no reino este pregão; - que receberiam prémio condigno os tecelões e alfaiates capazes de condignamente vestir el-rei no dia dos seus anos.

Ao pregão acorreram, passados dias, dois tecelões desconhecidos que se comprometiam a vestir Baldrúquio com um tecido novo e maravilhoso, tão maravilhoso e tão novo que só as pessoas inteligentes, depois de fabricado, o poderiam ver – que os de fraco entendimento, os ignorantes e os estúpidos, por mais que nele afirmassem os olhos, não teriam o poder de ver o maravilhoso pano.

Gostou el-rei. Deu-lhes dinheiro, uma oficina e um tear e liberdade para trabalharem sem que ninguém os vigiasse ou importunasse.

El-rei gostou; mas ficou, ao mesmo tempo, preocupado: pertenceria ele ao número dos felizes de superior entendimento, capazes de ver o misterioso pano? Ou seria, pelo contrário, incapaz de o ver? ...

Passaram dois meses.

No fim, os dois artistas participaram a Sua Majestade que estava findo e pronto o seu trabalho, pois não só tinham fabricado o inigualável pano, mas também, sem precisão de medida ou prova, o tinham talhado e ajeitado ao corpo do seu rei, corpo tão elegante esbelto como outro não havia no reino das Arábias.

Sorriu el-rei, contente. Mas à cautela, que o diabo às vezes arma-as, mandou o seu primeiro-ministro examinar o traje, pois ao mesmo tempo – pensou – não devia perder a excelente ocasião de apreciar o valor intelectual do seu mais importante servidor.

Foi o ministro à oficina. Franziu os olhos para melhor ver. Avançou e recuou. Não via nada. Por mais que se afirmasse e se esforçasse, via só um grande tear vazio num grande salão vazio – e nada mais. Todavia soltou uma grande exclamação.

E avançando dois passos e pondo a mão em pala sobre os olhos franzidos, ajuntou:

  • Oh! ... Que maravilha! ... Nunca el-rei, meu senhor e amo, vestiu uma coisa assim em dias da sua preciosa vida! Que maravilha!
  • Notai a finura do tecido, Excelência! - dizia um dos artífices – E o peso, Excelência! Dignai-vos apreciar o peso do maravilhoso pano!
  • Bem vejo ... Bem noto ... Que leve! Que pesado!

O ministro metia os pés pelas mãos porque o certo era que não via nada, não notava nada, não vislumbrava nada.

Não era estúpido o ministro. Não era. O facto é que, na oficina vazia, não havia realmente nada, além do tear vazio. Os tecelões contaram com a vaidade da corte e de Sua Majestade que haviam de preferir ver o invisível, a confessar honestamente que nada podiam ver e, por isso, não fizeram tecido nenhum, pois nem eram realmente capazes de o fabricar ...

Deu o ministro ao rei as suas impressões e Sua Majestade atreveu-se então a ir ele próprio à oficina porque a verdade é que - pensou – se aquele idiota vira alguma coisa, também ele havia de ver ...

Foi. Foi – e já se deixa ver que ficou maravilhado ... De si para si, pensou que não via coisa nenhuma; mas, de si para si, atribuiu a deficiência da sua real visão à péssima iluminação da oficina.

Logo decidiu aumentar os impostos ao seu povo para compensar com largueza de rei aquela parelha de artistas sem igual e, logo ali, desembaraçado, lhes pagou ...

Chegou o grande dia.

Quis Sua Majestade que os próprios artífices o vestissem para a procissão espaventosa, pois outras mãos não eram dignas de tocar no maravilhoso traje.

A coisa durou horas e era de ver a profusão de gestos de el-rei e dos artistas no acto imaginário de enfiar no corpo de Sua Majestade peças de vestuário imaginárias, feitas de um tecido imaginário ...

Não ficou nu el-rei. Não ficou nu porque a real camisa era real e longa e de bom pano; mas ficou em mangas de camisa a tiritar de frio.

O cortejo fez-se em muito silêncio porque a notícia das singulares qualidades do tecido espalhou-se a todo o reino – e ninguém queria fazer confissão de estupidez.

Inesperadamente, porém, no meio do silêncio majestoso, ouviu-se uma voz de criança:

  • Olha ... O rei vai em camisa!
  • O rei vai em fralda de camisa! - gritou outra vozita de inocente.
  • Vai em camisa, vai! - atreveu-se a confirmar um cidadão.
  • Vai em camisa, o rei ... Vai em camisa! - gritava agora o povo todo, enquanto Sua Majestade, el-rei, convicto de que, em verdade, fora espantosamente ludibriado por uma parelha de espertalhões sem par no reino, desatava a correr, envergonhado, vexado, desesperado a caminho do palácio ...



Pois é, eu não daria um cêntimo nem por um m3 de CO2 no subsolo. Quem me poderia garantir que lá estaria o CO2 que diziam armazenado?

Para mo provarem, incendiariam o planeta, animais morreriam, se no subsolo existissem mesmo essas quantidades de CO2. Quando houvesse um incêndio na área, se lá estivesse mesmo armazenado o CO2, o solo atingiria enormes temperaturas; acredito que teriam muitas dificuldades em apagar este incêndio e que a intensidade deste seria enorme. Prefiro as árvores que consomem CO2.

Enfim, mais uma forma de acabar com tudo na Terra, mas para eles surge apenas o enriquecimento próprio. Que eles inventam, inventam!



07 de Agosto de 2009

Lendo a revista ESTRATÉGIA – de Estudos Internacionais, n.o 24-25, 2.o semestre de 2007, http://www.editorial-bizancio.pt/ encontrei um excelente artigo, ABC da Ciência Política, muito didáctico. O seu título Cidadania, comunidade política e participação democrática – região, Estado e União Europeia de Carlos E. Pacheco Amaral, Professor na Universidade dos Açores. De lá extraí uma série de palavras de origem grega e o seu significado que acho interessante recuperar. Elas são:

logos – a capacidade do ser humano de se forjar a si mesmo. (p.164)

polis – reunião em comunidades e a organização política (p.165); comunidade política. (p.186)

idiota – aquele(a) que, em vez de se empenhar activamente na condução e na definição da sua vida, por não poder ou não querer, tem outros que o fazem por ele. (p.165)

cidadão – é o sujeito político que se procura afirmar como agente corresponsável pela definição daquilo que irá fazer com a sua vida em sociedade. (p.165)

tirania – sociedade com apenas um cidadão. (p.166)

oligarquia – sociedade com um número reduzido de cidadãos. (p.166)

democracia – sociedade com um número elevado/universal de cidadãos. (p.166)

demos – conjunto coeso e solidário de cidadãos. (p.177)

kratia – poder político. (p.177)



A União Europeia deverá prover a igualdade de tratamento dos Estados-membros e dos seus cidadãos, característica presente nos princípios fundadores do Projecto Europeu. Também deverá promover o respeito pelos valores europeus fundamentais http://www.europeanstory.net/ e assegurar o desenvolvimento da cidadania europeia, incentivando a constituição de um verdadeiro espírito europeu.” (p.252)



Centro da Europa eixo Londres – Milão separa a Europa do Norte da Europa do Sul.



30 de Julho de 2009

Sobre A classe média

Fala-se em classe média abstractamente ... ou considerando-a um sector bastante alargado. Parece-me que ajuda considerar o salário médio, o núcleo da classe média.

Assim os dados estatísticos mais actuais, são os de 2008. O Instituto Nacional de Estatística publica que o salário médio de 2008 foi de 15 643 €. Então à classe média pertencerão os indivíduos que aufiram de salário mensal 16 000€ ou valores que se aproximam por defeito ou por excesso. Para o concelho de Lisboa o valor é de 22 199€; logo, à classe média do concelho de Lisboa pertencerão os indivíduos que aufiram 22 000€ mensais ou valores que se aproximam por defeito ou por excesso.

Aqueles que auferem 1000€, 2000€ e 3000€ mensais, recebem dez vezes menos do que a média da classe média. Se considerarmos os indivíduos situados no extremo por defeito e aqueles que estão no extremo por excesso, o coeficiente é 20 (20 vezes menos ou 20 vezes mais, dependendo da perspectiva; isto aceite dentro da mesma classe económica. Com um mínimo de justiça, não os podemos com certeza incluir na classe média.

Na União Europeia de que fazemos parte, só é aceitável e é considerado um objectivo a atingir, existir um coeficiente 5 ou 6 entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres. Agora coeficiente 20 dentro da mesma classe média num país democrático da União Europeia civilizada é uma vergonha!❐



27 de Julho de 2009

Sobre A água

A água é um dos bens essenciais à nossa existência sine qua non. Também 60% do nosso corpo é água. Contudo, ninguém é capaz de a produzir e todos a gastam sem excepção. A água é um dos elementos da Natureza.

Houve uma altura na minha vida em que, falando para crianças, lhes mencionei exactamente que a água é um dos bens mais valiosos que existe. Houve quem me repetisse em pergunta “dos mais valiosos?” A minha intenção tinha surtido o efeito pretendido e eu disse-lhes “Já pensaram que bastam três ou quatro dias sem bebermos água para morrermos. Sem água não existimos.” Foi-me dito “Não tinha pensado nisso. A água é assim ...” Eu disse-lhes “Pois é, a água é muito barata e é só abrir a torneira. Mas já pensaram que, se não fosse assim, só aqueles que são muito ricos existiam. Todos os outros morriam porque não podiam comprar água.”

Pois é, valioso, valioso ... não é o ouro ou o diamante, mas a água. Contudo está a tornar-se cada vez mais um bem escasso e por conseguinte, um bem mais caro: o aumento da temperatura ambiente leva à evaporação, o consumo das águas subterrâneas leva à secura dos solos, a extracção do petróleo e produção dos seus derivados consomem muita água, muitas indústrias, na sua laboração, consomem muita água, as novas centrais nucleares não usam urânio, mas usam grandes quantidades de água, ...



Contudo, à mesa a água está também mais sofisticada; hoje em dia, cada vez com mais garbo a água se apresenta: são as garrafas que a contêm que são apresentadas cada vez com mais refinamento e caras; é a própria água que se apresenta cada vez mais ligada a sabores sofisticados. Tudo isto lhe dá o requinte para disputar as mesas dos restaurantes das figuras proeminentes e as bebidas tradicionais das mesas mais requintadas. Com todo o direito que lhe assiste a água disputa a “mesa do rei” e a mesa do pobre.

Por todos este motivos, sou uma fã incondicional da água e uma amiga da Confraria da Água. http://www.confrariadaagua.pt/



22 de Julho de 2009

Acho que, nesta época de eleições, os portugueses gostariam de saber os resultados actuais dos investimentos feitos pelo actual governo em explorações petrolíferas na Venezuela e no Brasil.



21 de Julho de 2009

Sobre O carregamento das baterias dos carros eléctricos

Muita gente coloca o problema do carregamento das baterias dos carros eléctricos que só têm autonomia para 200km. Na minha opinião, cafés e restaurantes junto a estradas/autoestradas que regularmente recebem os viajantes que aí fazem uma paragem para desentorpecer as pernas, tomar uma bica, tomar uma refeição também poderiam ter o necessário para recarregar as baterias dos carros eléctricos. Basta usarem os seus telhados e paredes exteriores mais interessantes para painéis fotovoltaicos. Também escolas, universidades, prédios de condomínio poderiam arrendar telhados e paredes exteriores interessantes a empresas até unipessoais para lá instalarem painéis fotovoltaicos e depois venderem energia eléctrica a quem quisesse carregar as baterias dos seus carros eléctricos.

Depois, seria só necessário colocar na net os locais de carregamento das baterias como se faz actualmente para dar a conhecer os preços dos combustíveis.



11 de Julho de 2009

O que mais me fez perder a cabeça esta semana ...

foi uma notícia no telejornal de ontem, 10/07/2009, sexta-feira. A notícia em si é que me fez perder a cabeça; o facto de ter sido noticiada, acho que foi o que de mais correcto poderia ter acontecido.

1.o – Uma trabalhadora de uma empresa em Portugal recebeu de salário líquido referente ao mês de Junho passado (2009) 330,05€ (trezentos e trinta euros e cinco cêntimos), enquanto que o salário médio em Portugal, em 2008, foi de 15 643€ e o salário médio em Lisboa foi de 22 199€.

2.o – Este salário foi despejado na mesa, à frente da empregada que foi chamada para recebê-lo, de um saco de plástico com 330 moedas de um euro e uma moeda de cinco cêntimos.

Isto é matéria punível, mas tudo está assim como se isto fosse o normal, o dia-a-dia. Este facto situa-se no dia dez de Julho de 2009, em Portugal, União Europeia. O mínimo que se pode dizer é que é incrível!



01 de Julho de 2009

Sobre As calibragens

Hoje os telejornais noticiam que Bruxelas anulou a necessidade de calibragem para certos produtos agrícolas. Do Ministério da Agricultura, informou-se que agora os agricultores têm um tempo para se desfazerem das máquinas de calibragem. Eu fiquei estupefacta!

A mim parece-me que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Uma coisa é haver directivas que impõem determinadas calibragens para certos produtos agrícolas serem vendidos no mercado; outra coisa são as máquinas de calibragem.

Se eu fosse agricultora, ficaria muito contente com esta directiva europeia que anula a anterior para certos produtos e também ficaria muito contente com as máquinas de calibragem que possuísse.

  • A diferença é que, agora, eu posso fazer preços diferenciados para os meus produtos agrícolas. Há sempre clientes para produtos de calibragem A e sabemos que, quando estão todos misturados numa caixa; os primeiros clientes escolhem estes e deixam os outros para quem vier atrás, o que é muito injusto porque os clientes posteriores compram produtos inferiores pelo mesmo preço que os primeiros clientes.

Com as máquinas de calibragem que já tenho, se fosse agricultora, agora calibro os meus produtos em A, B e não-calibrados e atribuo a cada grupo um preço diferenciado que todos consideram justo. Eu sei que, se eu não o fizer, as empresas distribuidoras o farão porque aumenta as receitas sem reclamações de ninguém porque é justo!



29 de Junho de 2009

Sobre Portugal 2008

Na revista EXAME n.o300 de Abril de 2009 p.116-127, temos bastantes dados estatísticos fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística que é uma pena se não lhes darmos uns minutos de atenção.



Qual o retrato de Portugal em 2008?

Em 2008, existem 331 250 empresas em Portugal; 1122 são grandes empresas e 330 128 são PME.

Em 2008, existem em Portugal 2 580 300 postos de trabalho; desses, as PME disponibilizam 2 513 510 postos de trabalho – 97,4%.

Em 2008, existem 5125 mil pessoas empregadas em 2 580 300 postos de trabalho. Grosso modo, isto quer dizer que, neste ano, cada posto de trabalho foi utilizado por duas pessoas. Portanto, em média, com tudo o que de irreal isso comporta, são os contratos de seis meses e menos que predominam. As PME criam três quartos dos empregos – 74%; realizam mais de metade dos negócios – 56,2% e, em média, cada empresa tem 7,8 empregados.

Sabemos que a desculpa de afirmarem que os empregados portugueses têm baixo nível de instrução para justificar os baixos salários que os trabalhadores não-qualificados e qualificados portugueses recebem já não serve porque sabemos que a verdade é que já há muitos portugueses que declaram níveis de escolaridade mais baixos do que aqueles que possuem para poderem obter um emprego e aí também se tira credibilidade aos dados estatísticos. Sabemos que temos muitos licenciados a declararem que têm a licenciatura ou o 9.o/12.o ano de escolaridade para conseguirem um emprego do qual receberão mensalmente um salário nominal de 450€ a 500€ e as estatísticas apontam para, em Portugal, ano de 2008, a existência de uma remuneração média mensal de 15 643 euros. Como quando a média em estatística nos dizia que se andava a comer 1,5 galinhas/dia e havia muitos portugueses que nem sabiam o que isso era na sua alimentação antes do 25 de Abril (revolução), também agora me parece que anda muito quadro médio e superior a ganhar fortunas e exigem aos seus trabalhadores não-qualificados e qualificados que recebam ainda menos do que os 450€/500€ mensais ou se contentem com estes que recebem (baixando assim o salário médio nacional/regional); que façam sacrificios por causa da crise, mas para eles a crise não lhes bate à porta. «Muito bem prega frei Tomás» ...

Este Portugal 2008 ainda é/continua a ser uma sociedade muito dicotómica, a vergonha da União Europeia e como primeiro ou quase dos países da Europa, pede-se uma mãozinha à União Europeia para Portugal passar a ser um país melhor para todos os portugueses que sozinhos não se consegue mudar a mentalidade dos instalados que não vão e não querem ir além dos seus umbigos.

O PIB, em 2008, foi de 163 119 milhões de euros o que significa que o PIB per capita foi de 15 380 euros para uma população de 10 605 917 habitantes.

Um dos dados estatísticos que demonstra um grande avanço é o nível de produtividade (valor acrescentado bruto por trabalhador) em 2008 – 31 800 euros, enquanto que em 1988 era de 9400 euros.



Ao longo destes vinte anos a idade média das empresas que se dissolvem tem vindo a aumentar, sendo de três a quatro anos.” (in revista EXAME n.o300 de Abril de 2009 p.124) Três a quatro anos de vida de uma empresa é muito pouco e ainda tem sido menos! Parece-me muito difícil terem conseguido ultrapassar as despesas iniciais de arranque da empresa. Parece-me que neste ano de 2009 o IEFP já dá um apoio valioso para que as empresas possam ter uma vida mais longa. Alguém ficou a ganhar com estas empresas de tão poucos anos de vida, mas certamente não foram os seus proprietários, os que investiram o que tinham e não tinham.

62% das sociedades foram dissolvidas nos primeiros 18 anos sendo os restantes 38% registados em apenas dois anos (2007-2008). As empresas estão a morrer quase à nascença; assim é difícil aumentar a dimensão das empresas portuguesas, algo tão importante para a estabilidade da economia portuguesa. A rotatividade nos postos de trabalho também é demasiado elevada e prejudica o nível de produtividade da empresa e possivelmente a sua existência.



19 de Junho de 2009

Sobre A data das futuras eleições legislativas e autárquicas

Há líderes políticos que afirmam que estas eleições têm de ser em datas diferentes, embora aproximadas porque a população portuguesa as confundiria, se fossem no mesmo dia. Eu proponho que se dê à população portuguesa a oportunidade de provar a sua maturidade política que já tem demonstrado em muitas eleições.

Proponho que se façam ambas as eleições no mesmo dia. Seria bom que nos informassem dos milhões de euros que custa ao erário público um acto eleitoral. Este ano que temos a sorte de ambas as eleições poderem coincidir, há que aproveitar a oportunidade de efectuar esta poupança, atribuindo este dinheiro a quem mais precisa na época de crise tão difícil que estamos a atravessar e não sabemos ainda por quanto tempo. Os partidos políticos receberão apenas os subsídios de um acto eleitoral, mas todos andamos a fazer sacrifícios. Este é tempo de poupança, também para o Estado, parece-me. Por outro lado, se estivermos atentos, eleições a 27 de Setembro e 11 de Outubro, significa duas semanas de campanha eleitoral para as primeiras eleições seguida de mais duas semanas de campanha eleitoral para as segundas eleições. A população já tem dificuldade em aguentar duas semanas porque ao fim da primeira já se decidiram. Então quatro semanas é demais, parece-me!



15 de Junho de 2009

Sobre os TGV

Novamente aí vem o governo com mais uma medida de força: «Construímos o TGV Lisboa – Porto porque temos fundos europeus e pronto!»

1.o Parece-me muito pouco credível a justificação de haver fundos europeus para cobrir parte das despesas como motivo para construir seja o que for. Aliás, não acredito que os fundos europeus sejam assim distribuídos sem que primeiro seja avaliado se essa construção acrescenta algum benefício ao que já existe e se é necessária. Não acredito que os fundos europeus sejam assim esbanjados sem pelo menos estes critérios. Aliás, cada vez deve ser mais difícil convencer os europeus a contribuírem para a Europa, se isso acontecer.

Ora, TGV Lisboa – Porto não faz nenhum sentido porque já há o Alfa Pendular e as pessoas estão satisfeitas com este serviço e sabem que o TGV não lhes traz qualquer valor adicional significante. Fazer «quero, posso e mando» em ano de eleições e fora não dá votos e revolta a população.



2.o Acredito que faz falta construir uma rede de linhas TGV ou AGV (como alguns já mencionam) que abranja toda a Europa (Norte – Sul – Este - Oeste), Ásia até, chegando até Moscovo, Xangai, ... para pessoas e mercadorias, consumindo electricidade. Acho este um projecto de futuro e já o tenho mencionado. Claro que planeado por gente competente, com visão de futuro, com várias acessibilidades e tudo o que é adequado a viagens longas para alguns, a ser concretizado em várias fases e adequando sempre conhecimentos e ganhos de erros em cada fase para que não se acabe já obsoleto como é característico em Portugal.



12 de Junho de 2009

Sobre As eleições europeias on-line

No jornal 24 horas de 30/05/2009, edição n.o4022, leio na página 16, o artigo InternetO primeiro voto, que “um homem estónio foi a primeira pessoa na história da União Europeia a votar através da internet, na quinta-feira (28 de Maio). Vahur Orrin, de Tallin, votou em Bruxelas logo após a abertura da assembleia de voto virtual e está no YouTube.

A questão é: porque é que nem uma única vez ouvi alguém falar da possibilidade de votar on-line para o Parlamento Europeu em vez de ir à assembleia de voto?

Porque é que o programa Euronews só é transmitido de madrugada há anos e porque é que não é também transmitido num horário normal também na RTP1?

Será que a assembleia de voto virtual em Bruxelas é apenas virtual e esses votos não contam para as eleições para o Parlamento Europeu?

Porquê? Porquê? Porquê?

Porquê tanta falta de informação sobre os assuntos da União Europeia, se Portugal é seu Estado-membro de pleno direito?



10 de Junho de 2009

Sobre As sondagens

Nestas eleições europeias do dia 07 passado, o grande tema foi o facto de, pela primeira vez, mesmo as sondagens que têm sido sempre fidedignas terem apresentado resultados discrepantes da realidade. «- Como foi isto possível?» - todos os comentadores comentavam.

Então parece que os agentes das sondagens desprezaram um elemento muito importante, já que numa amostra, todos os elementos dessa amostra são importantes para que, tendo em atenção a margem de erro, os resultados sejam fidedignos. Esse elemento foi a recusa de bastantes interpelados a participarem na amostra à boca das urnas.

Parece-me que é aconselhável contar com este elemento também para o relatório. Cada empresa que o use como achar mais adequado em cada momento. Quando tudo está bem e os portugueses não têm receio das consequências, eles são cooperativos tanto no sim ao governo como no não ao governo. Quando prevêem situações desagradáveis e talvez perniciosas; então, aí, surge a revolta surda. A partir dos quarentões, há uma experiência que não se esquece.



08 de Junho de 2009

Sobre As eleições europeias 2009

Ontem os resultados eleitorais foram dando surpresas em crescendo e foram mostrando que os eleitores portugueses estão cada mais conscientes da democracia em que vivem e do poder que têm com o seu voto, usando-o ou não.

O Partido Social-Democrata e o Bloco de Esquerda foram os grandes vencedores destas eleições por motivos diferentes. O Bloco de Esquerda pelo cartão vermelho mostrado à maioria absoluta do Partido Socialista e o Partido Social-Democrata pelo bom trabalho de bastidores que a Dra. Manuela Ferreira Leite tem feito no partido que a recebeu com o seu núcleo central completamente esfrangalhado por vários interesses alheios ao próprio partido, mas beneficiando os que conseguissem impô-los. Ela conseguiu criar a sua equipa de trabalho e aquietá-los; primeiro na expectativa, depois pelo profissionalismo técnico que demonstrou e agora, calando-os com a credibilidade que conseguiu para/com estas eleições. Para quem partiu daquele cenário péssimo em que aceitou presidir ao PSD e pelo pouco tempo que teve – ano e meio - é uma vencedora. É importante não esquecer isto! Por tudo isto e pelo primeiro lugar, a Dra Manuela Ferreira Leite e a sua equipa são os grandes vencedores!

Agora o PSD tem outro grande desafio para vencer em pouco tempo para as eleições legislativas. A partir da base que já tem, mostrar aos portugueses que tem o melhor projecto governativo e a melhor equipa governamental e que ganhe o melhor para este país!



É importante passarmos a ter dois modos de votar; não podemos continuar só com este modo tradicional de cruz no papel de voto. As novas gerações já se habituaram a fazer tudo a partir do computador, via net. O acto de votar tem de passar também por aqui e por telefone, se possível, convivendo com o modo tradicional de votar até a percentagem deste ser tão insignificante que justifique o seu cancelamento. É urgente! Acredito que as abstenções baixarão consideravelmente.❐


03 de Junho de 2009

Sobre os Senhores

Muita gente anda atrás de muitos senhores – estrelas de plástico, de papel, de barro. Mas se os escolheram de livre vontade, os ganhos e os prejuízos também são deles.

Eu sou cristã, católica, ecuménica e social-democrata e, de livre vontade, escolhi desde bem cedo na minha vida e mantenho apenas dois Senhores, usando a expressão de Jesus Cristo, escolhi e mantenho o Senhor Jesus Cristo e o Senhor deste Senhor, Deus. “Vinde a Mim todos (...) porque sou manso e humilde de coração”. É o mais bonito convite que nos pode ser feito porque nos aceita livres e felizes. Ele nos faz livres e felizes. Ele é o Filho!

Os crentes, além de Deus, devem ter um Senhor porque é assim que Deus nos quer organizados.



01 de Junho de 2009

Sobre nadadores-salvadores

Os concessionários de bares e restaurantes nas praias estão irritados com o governo pelo novo diploma que saiu recentemente exigindo a contratação de dois nadadores-salvadores por cada 100km de praia por sua conta. Dizem que não há nadadores-salvadores suficientes e que não os conseguem encontrar. Por outro lado, as capitanias marítimas dizem que há mais de 5000 nadadores-salvadores aprovados e prontos a serem contratados.

Então, qual é o verdadeiro problema e que ninguém menciona?

A mim, parece-me que a verdade ronda o seguinte: o valor do salário a pagar. São os concessionários que pagam os salários a estes profissionais e é a capitania que os prepara.

Acredito que esta profissão é

  • uma profissão de grande risco de vida;
  • uma profissão de seleccionados e preparados com grande exigência;
  • uma profissão de vida curta;
  • uma profissão também de contacto humano e de grande diplomacia;
  • uma profissão de jovens;
  • uma profissão mal remunerada;
  • (........)

Acredito que os concessionários pagam o que podem, mas não é o suficiente para estes profissionais andarem satisfeitos. Então parece-me que só há uma solução:

O salário adequado a estes profissionais ser estabelecido como parecer pelas capitanias, mas quem quiser pode pedir/receber mais. Depois estes profissionais poderiam estar agrupados numa associação, tipo ordem, e quem os quisesse contratar dirigia-se a esta entidade e dizia o que poderia pagar, fazendo prova disso e se este valor ficasse aquém do pré-estabelecido a capitania (Estado) pagaria o restante para que o salário mínimo para esta profissão ficasse garantido.

A mim, parece-me que esta profissão, além de um serviço que presta ao concessionário é um serviço público para bem do público e por isso o erário público também deve contribuir quando o do concessionário não é suficiente.



30 de Maio de 2009

Sobre Satisfação e prazer

Parece-me que está mais do que na altura de começarmos a destrinçar melhor as coisas. É nosso direito e obrigação. Há uma grande diferença entre satisfação e prazer. Satisfação é terminar com uma necessidade; prazer é uma busca sem fim e uma insatisfação crescente até encontrar a destruição (doença/morte) e enquanto durar ter o seu corpo ocupado pelos piores dos piores seres. Deus dá-nos a possibilidade da satisfação; por isso Ele colocou o mundo à nossa disposição porque sabia e sabe que temos necessidades de vária ordem e que, para sermos felizes, precisamos de satisfazê-las. Agora quando se ultrapassa a satisfação, e cada caso é um caso, caímos na busca do prazer e aí metemo-nos na estrada da destruição (do ser humano e do corpo físico). A escolha é de cada um(a) de nós e as consequências também!❐



22 de Maio de 2009

Sobre a fusão nuclear

Europeus responsáveis apresentam a fusão nuclear como a principal solução para a falta de recursos energéticos fósseis dos quais dependemos praticamente na totalidade.

Dizem-nos que a fusão nuclear é muito mais aceitável do que a energia nuclear porque o grande problema desta são os resíduos que representam uma centésima parte destes na fusão nuclear.

Estas são as premissas. Agora peçamos o discernimento para nos aproximarmos da Verdade.

Primeira questão: Parece-me do maior bom-senso que, se nós não existirmos para nada nos serve os grandes avanços tecnológicos, a energia nuclear, a fusão nuclear, a aviação, os TGV, grandes produções alimentares, grandes produções de bens de consumo e de bem-estar, ...

Segunda questão: para existirmos, nós precisamos de um determinado tipo de ar onde é predominante o oxigénio, precisamos da água potável como nós a conhecemos, precisamos de energia, precisamos da natureza, ... Somos os mais frágeis de todos os seres vivos porque somos os mais complexos. Quando estes elementos essenciais nos faltam, adoecemos e somos destruídos/morremos.

Então não podemos pensar em cadeia, mas sim em rede!

Actualmente, os nossos bens essenciais, indispensáveis estão em vias de extinção: a energia, mas também o oxigénio e a água.

Agora, os responsáveis estão completamente vocacionados para a resolução do problema da falta de energia e então chegam à conclusão da criação da energia através da fusão nuclear, da madeira. Mas é “pior a emenda do que o soneto”. A fusão nuclear precisa de enormes quantidades de água e de enormes quantidades de energia para alcançar a fusão. A madeira provém das árvores que precisam de muito tempo para crescer e também precisam de água e o carvão em combustão produz muito CO2 que é mortal para nós. Trata-se apenas de uma abordagem muito simples. Agora pensar apenas nos lucros de construir para algumas empresas e depois, se não resultar, deita-se abaixo, por exemplo centrais de fusão nuclear com o recurso cada vez mais escasso que é o dinheiro dos contribuintes que não usam off-shores, acho do pior egoísmo.

Isto tudo me parece muito primário.

A água está cada vez mais cara para os consumidores; dizem-nos que é para pouparmos. Mesmo a produção petrolífera consome muita água. “(...) os iraquianos, durante o período do embargo e depois da intervenção de 2003, nem sempre geriram da melhor forma as suas infraestruturas petrolíferas e as suas reservas. Na enorme jazida de Rumeila, as autoridades iraquianas decidiram injectar fuel para poderem aumentar a recuperação e manter a produção, em vez de água normalmente utilizada, mas mais difícil de conseguir naquela região. Esta manipulação perigosa tem como consequência que cerca de 5% desta jazida supergigante poderão estar definitivamente perdidos.”(SÉBILLE-LOPEZ Phillipe; As geopolíticas do petróleo; p.348)

Está a ser cada vez mais comum dessalinizar a água do mar e dos oceanos e já há mares praticamente sem água e também sem peixes que é consequência. A água ninguém a produz, é-nos dada pela natureza. Ninguém é capaz de produzi-la e a partir da água obtém-se o oxigénio e o hidrogénio, usado no nuclear.

As árvores, além de nos darem oxigénio, dão-nos também a chuva, água, consomem CO2 e são muito mais amigáveis para a nossa existência.

Atenção, senhores decisores deste mundo, nós e os senhores estamos em vias de extinção!



21 de Maio de 2009

Sobre as coimas sobre as empresas poluidoras

O governo do engenheiro José Sócrates decidiu baixar o valor das coimas mínimas para as empresas poluidoras por estas não pagarem, queixando-se em tribunal de não terem capacidade para pagar tais coimas.

Na altura que estes valores foram atribuídos, foi afirmado pelos deputados que estes valores serviam para desencorajar estas empresas de poluírem, fazendo-as encetar medidas, métodos e estratégias não poluidoras. Parece que esta alteração não se deu porque faltou um pequeno pormenor na minha opinião: estabelecer que ou paga a coima ou introduz as medidas necessárias na empresa para deixar de poluir. Este pormenor faz toda a diferença para a mudança. O texto legislativo como está e como ficou, com as coimas mais baixas não resolveu o problema e a diminuição do valor das coimas mínimas vai continuar a não provocar a mudança, esperemos que desejada pelo primeiro-ministro que já foi ministro do Ambiente. É uma mera opinião!



01 de Maio de 2009

Porque é que os Vivos, muitas vezes, não podem/vêm buscar o seu corpo natural que morreu?

Porque o seu corpo natural durante a vida escolheu, várias vezes, actos da Morte e não da Vida. Assim quando morre, a Morte toma conta do corpo natural e os Vivos que faziam unidade com o corpo natural não o podem vir buscar para a Vida para voltarem a ser unidade.



18 de Abril de 2009

Sobre “Orçamento por Programas”

Acabo de ler na revista EXAME nº296 de Dezembro de 2008, p.12 a opinião de Nuno Mota, consultor de Gestão que escreve: “(...) este Orçamento do Estado traz, a partir da página 110, um capítulo totalmente dedicado a “Orçamento por Programas”, que os anglo-saxónicos designam por Performance Budgeting.

A ideia é simples. Ao invés de termos um quadro com as aplicações dos dinheiros públicos, passamos também a ter os objectivos que se pretendem atingir com a aplicação dos dinheiros públicos e os respectivos indicadores que permitiram avaliar a concretização desses objectivos (uma espécie de Balanced Scorecard).

Primeiramente, é de louvar esta medida que pretende não só trazer uma maior transparência ao nível da Despesa Pública bem como permitir ao comum dos portugueses uma leitura explícita dos programas governamentais para cada uma das áreas e em terceiro lugar, facilita ao Estado e aos portugueses o controlo sobre a eficácia de tais gastos.

Por exemplo, o Estado prevê gastar uma verba X euros em campanhas de publicidade que visa reduzir X acidentes de viação. No ano seguinte, é possível controlar se esses gastos tiveram o impacto pretendido e em última instância, corrigir a política. Fica assim documentada a eficácia, trazendo uma maior transparência ao debate público bem como ao “debate de café” sustentado em números concretos.

Este trabalho está todo a ser desenvolvido in-house, sem recursos a contratação de consultores externos. Os “arquitectos” são uma comissão criada pelo Ministro das Finanças, coordenada pelo Professor João Loureiro e a implementação operacional a cargo de uma equipa também criada pelo ministro Teixeira dos Santos – Grupo de Trabalho para a Implementação-Piloto da Orçamentação por Programas – trabalho acompanhado pelo Professor Álvaro Aguiar. O recurso à técnica de Orçamentação por Programas revela-se um verdadeiro oásis.”



Parabéns, Senhor Ministro!

Assim já vamos conseguindo ser cada vez mais da vanguarda, cada vez mais europeus.



17 de de Abril de 2009

Parabéns, Susan Boyle!

Pelos grandes dons que possui e que faz uso deles: uma linda voz, uma grande coragem, bastante ousadia, ...

No entanto, os preconceitos horríveis que abundam na nossa sociedade europeia estiveram lá presentes para quem os quisesse analisar. Assim, à primeira, detectamos:

1.o o preconceito da aparência – sem nenhuma educação e sem nenhum respeito pelo seu semelhante que se mostra diferente; alguém que aparece vestida simplesmente, sem o cabelo tocado por mãos profissionais e com o rosto limpo e natural é imediatamente vaiado, assobiado, pontapeado, achincalhado, ... sem lhe darem a menor hipótese de mostrar porque está ali;

2.o o preconceito da idade – quando ela mencionou quarenta e sete anos; a chacota ficou ainda muito maior. Depois de ouvi-la perguntaram-lhe: - Porque só aparece agora? E ela respondeu: - Porque não me deram oportunidade antes! Estes são mesmo tempos de mudança.

3.o o assédio sexual – desempregada, como resposta à chacota relativamente à sua idade ela pôs a sua anca em movimento, mencionando que era apenas uma anca, numa oferta sexual sua porque ela sabe que, por muito bons que sejam os seus dons e as suas qualidades, sem sexo as portas não se abrem, pelo menos até agora. Será que com ela vai ser diferente?



16 de Abril de 2009

Sobre o Centro Histórico de Mértola

O responsável pelo Centro Histórico de Mértola, Dr Cláudio Torres, afirma no programa O Meu Bairro que tem vestígios arqueológicos de uma era cristã que não tem o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Então só podemos estar perante vestígios da época da primeira evangelização: a evangelização de Jesus Cristo. Seria muito bom se actualizassem, se refundassem o Cristianismo. Parece que já há elementos arqueológicos.❐



10 de Abril de 2009

Sobre a conversão

Neste tempo da Quaresma, tenho andado a pensar sobre a conversão. Tradicionalmente, considerava-se conversão, converter-se como o facto de passar a frequentar uma igreja e ser baptizado.

A mim, parece-me que, para haver conversão, para converter-se é necessário sair do mundo do Mal e passar para o mundo do Bem, isto é, nunca mais praticar o mal sob que condições for e por nenhum meio. Receber o Baptismo e frequentar uma igreja são consequência dessa decisão que resulta do trabalho de Deus, do Pai, de Jesus Cristo, do Espírito Santo ... a operarem em nós e podem e deveriam ser sinais disso, dessa conversão, mas infelizmente ...



02 de Abril de 2009

Sobre as obrigações para a mudança na economia

A nível da União Europeia, parece-me que, para além do problema financeiro que já está em cima da mesa de trabalho, há outras questões que precisam de ser postas também em cima da mesa de trabalho.

Um outro problema muito grave que há que enfrentar: é a fuga de empresas para países do Leste Europeu e da Ásia. A Europa Ocidental não pode ficar a ver-se ser transformada num deserto impessoal e sem pessoas. Então parece-me mais do que urgente reunir à mesma mesa grandes companhias que estão a fechar na Europa Ocidental, banqueiros, sindicatos e as várias instituições europeias e questionar os representantes destas companhias: - Meus amigos, o que é que vocês precisam para ficarem também nesta parte da Europa?

E chegar a consensos e no Conselho Europeu propor aos primeiros-ministros e seus assessores: - Vamos dar estas condições a estas companhias. Quem se propõe aceitar?

A nível de empresa, claro que há que criar fórmulas e parâmetros para, a partir das RECEITAS previstas e reais, saber até onde podem ir cada um dos custos: energia limpa e/ou renovável, equipamento, quadros superiores, quadros intermédios, operacionais, ... todos precisam contribuir para a diminuição dos custos, inclusive Estado e autarquias e também são necessários parâmetros para os lucros. É crime haver lucros tão elevados em pleno século XXI. Esse valor fica a fazer falta na economia através dos operacionais, através das autarquias, através dos investimentos do Estado, através dos investimentos privados que provocam o crescimento da economia e a tornam saudável.

Vamos começar de novo a partir dos alicerces, da base. Quem quiser, entra; quem não quiser, fica de fora a vivenciar as glórias do passado!

Para todos os níveis é essencial o controlo, supervisão e coaching.

Para contratar, se querem paz, não promovam injustiças. Assim principalmente, três critérios são essenciais:

    1. os mais competentes;
    2. não estabelecer limites de idade;
    3. critério da proximidade de residência (dos mais próximos aos menos próximos do local de trabalho).

Trata-se de uma mera opinião!



26 de Março de 2009

Sobre o luto

Nesta Quaresma, gostaria de reflectir sobre o luto. Este acontece quando perdemos algo ou alguém que nos era muito querido. Os vários períodos de perdas passam pela vida de todos nós. Ninguém conclui a sua vida na Terra sem ter passado por isso. Faz parte do nosso crescimento individual espiritual e do processo de aproximação à nossa essência. Somos um grão de trigo.

Quando alguém se ausenta das nossas vidas, fica a esperança de um retorno, de um reencontro; quando alguém parte definitivamente, fica um grande vazio em nós de perda, algo que nos é insuportável se não for preenchido pela Fé, Esperança e compreensão do que somos e da nossa relação com Deus. Para os crentes, não faz sentido fazer o luto, usando a cor preta, mas sim o branco com se faz em África, no Japão, ... porque é um tempo de paz e harmonia e maior aproximação a Deus e à nossa Família Celeste. O preto não faz sentido para os crentes porque é a cor das trevas, da destruição, do aniquilamento!

Já agora, após a Quaresma, vem a Páscoa inaugurada com a Ressurreição de Jesus Cristo. Que grande confusão anda por estes tempos com a palavra ressurreição. Até já criaram Centros de Ressurreição! Só ressuscita quem não morre, mas vive a Vida Eterna. Todos aqueles que dizem ressuscitar, voltam a morrer definitivamente ou não, mas morrem. Somos mesmo muito pacientes!



A dor é inevitável na passagem por esta vida, mas diz-se que quase sempre é suportável, se não lhe opomos resistência e não se lhe juntam o medo e a angústia.”

in Paula de Isabel Allende


Quem desce um nível aos infernos e consegue aguentar-se sem se revoltar e querer sentimentos negativos, sobe dois níveis para o céu, a Paz, a Amizade, a Harmonia.”

Cristina Candeias, astróloga


14 de Março de 2009

Sobre o Processo de Bolonha

Parece-me que há cada vez mais professores universitários a boicotarem e a incentivarem os estudantes universitários a boicotar o Processo de Bolonha. É pena! Esta mudança é essencial para o novo paradigma.

Este boicote está a fazer-se subrepticiamente pelos que estavam muito bem instalados no sistema anterior e não querem mudar de estratégia, aprender e fazer de maneira diferente, usar a Pirâmide Invertida.

Apelo aos responsáveis pelo Processo de Bolonha que façam controlo, supervisão e coaching2 por toda a Europa onde seja necessário. É importante!



10 de Março de 2009

A Fé e a Esperança passarão, só o amor-comunhão fica.” de S. Paulo

Esta frase de S. Paulo tem, na minha opinião, um significado diferente daquele que os teólogos lhe estão a dar. Eles entendem o sentido desta frase como se este facto acontecesse neste tempo terrestre. Haveria um tempo para nós, seres materiais terrestres, que perderíamos a esperança e a fé e só nos restaria o amor-comunhão; mas o amor-comunhão é exactamente consequência da fé e da esperança!

Na minha opinião de leiga, o sentido desta frase é outro completamente diferente, pois cada vez é maior o número de pessoas com fé e esperança, que são coexistentes; não por obra nossa, mas sim por obra d'Aqueles que nunca nos desiludem.

Acredito que o que S. Paulo nos quis transmitir foi que a Fé, a Esperança e o Amor-Comunhão são coexistentes enquanto tivermos este céu e esta Terra. Quando passarem este céu e esta Terra material para ficar a Terra original, ficará apenas o Amor-Comunhão, como é natural. Também para aqueles e aquelas que já faleceram e subiram para o céu, isso já aconteceu. Já não têm a Fé e a Esperança porque já não precisam desses dons, mas mantêm o Amor-Comunhão porque esse dom é a ligação que nos envolve a Deus, ao Pai, à Família Celeste. Acho que assim é que é!



03 de Março de 2009

Sobre o Plano de Reformas do Governo José Sócrates

Este Governo tem andado a destruir a sociedade portuguesa de uma forma atroz e também na área da Segurança Social. E o seu Plano de Reformas é só mais um item a acrescentar.

  • Quando se exige experiência profissional seja a quem for para conceder um posto de trabalho em qualquer empresa, faz-se discriminação de vária ordem e depois há sempre algumas excepções;
  • quando se vulgariza o recibo verde para a maior parte da população, faz-se discriminação de vária ordem e depois há sempre algumas excepções;
  • quando, com/sem o recibo verde se vulgariza o trabalho precário, faz-se discriminação de vária ordem e depois há sempre algumas excepções;
  • quando há milhares e milhares de desempregados portugueses, incluindo os INACTIVOS, em que alguns são aliciados para a emigração como única saída legal para a sua situação e há milhares e milhares de imigrantes chegando e trabalhando em Portugal, legais e não legais, muitos com duplo emprego, garantido pelas organizações que os trazem, faz-se discriminação de vária ordem e depois há sempre algumas excepções;
  • quando se estabelece 40 anos de actividade laboral para alcançar a reforma, sabendo que, principalmente desde que este governo iniciou funções, ninguém alcançará essa meta dentro de 20 e mais anos porque emprego para uma vida é assunto de governos anteriores e actualmente na história de vida de qualquer cidadã(o) pesa mais o tempo em que esteve desempregado do que aquele em que esteve empregado, faz-se discriminação de vária ordem e depois há sempre algumas excepções;
  • quando, devido a ninguém conseguir, no futuro, 40 anos de actividade laboral para obter a reforma plena e se for dos escolhidos talvez atinja os 50%, outros muito menos e outros nada de pensão, faz-se discriminação de vária ordem e depois há sempre algumas excepções;
  • quando se fala, certamente a delirar, de que se trata de um estratagema para obrigar os cidadãos portugueses a poupar com os míseros 400€ que licenciados ganham por mês, se se encontrarem entre os escolhidos do geral, faz-se troça, faz-se discriminação de vária ordem e depois há sempre algumas excepções;
  • quando se fala, certamente a delirar, que são os salários médios e altos os mais penalizados, há que fazer contas e 50% de 5000€ (de alguns com um salário médio, pois salários altos são 20 0000€, 100 000€ e mais elevados) são 2500€ e 50% de 400€ são 200. Com 2500€ ainda se consegue sobreviver; com 200€ é que não há como. Acredito que as pensões serão ainda mais baixas porque dificilmente os portugueses conseguirão 20 anos de actividade laboral, mas não porque o quiseram. Assim faz-se discriminação de vária ordem e depois há sempre algumas excepções;
  • (.....)

e mais, muito mais se pode, com verdade, acrescentar!

O mais engraçado desta reforma sobre o tempo de reformar o valor da pensão de velhice é o facto de a reforma e o plano de pensões terem sido criados após a Segunda Guerra Mundial para acabar com a enorme quantidade de mendigos que invadiam ruas e estradas, mendigando para matar a fome, após terem sido excluídos da população activa.

Com este Plano de Reforma, destina-se a Reforma e a atribuição de pensões às classes média e média alta que são os menos interessados em pensões do Estado, (talvez a crise financeira lhes tenha mudado a opinião) pois têm o rendimento dos capitais que foram possuindo ao longo das suas vidas e as classes média baixa e trabalhadora, por conta deste governo socialista de José Sócrates, não têm rendimentos do capital e também não têm pensões do Estado. Durante o tempo de vida activa, muito poucas oportunidades de trabalho legal tiveram e na casa dos trinta anos ninguém mais os aceita no mercado do trabalho, portanto não têm como chegar quase aos setenta a trabalhar, não lhes deram esse direito. Quando chegarem à idade da reforma, a esmola que o Estado lhes der, não chegará sequer para o pão e vão ainda ser sobrecarregados com o ónus de preguiçosos, que não quiseram trabalhar e, portanto não devem viver à custa das classes média e média alta que trabalharam; as famílias que os sustentem. Para isso a Segurança Social já começou a elaborar a sua base-de-dados.

Fazendo um pouco de previsão, talvez a eutanásia e o descuido de objectos nos corpos de operados lhes vá resolvendo o problema. O futuro será presente e saber-se-á!❐



21 de Fevereiro de 2009

Sobre a poupança

Se a classe média baixa ou a classe média (acredito que apenas uma pequena parte porque a maior parte continua aflita, pois as suas despesas básicas não encontram receita para as pagar e são as famílias, amigos, as instituições de solidariedade que colmatam a falta de receita. Mesmo os da droga devem estar com diminuição das receitas e cada vez têm menos lojas para roubar) já consegue poupar alguma receita, retirando-a do consumo; isso só melhora a economia e a carga fiscal porque essa poupança com certeza não é guardada no colchão, mas sim depositada no banco e que o banco irá emprestar a outros para o investimento ou consumo que darão impostos ao Estado. Ao banco não interessa ter muito dinheiro em caixa; o banco precisa de emprestar esse dinheiro para com os juros pagar as suas despesas e ainda ter lucro para os accionistas. Se há quem possa fazer poupança que o faça; também aumenta as receitas fiscais!



04 de Fevereiro de 2009

É muito importante repensar tudo o que se relaciona com aeroportos.

Por quê? A crise actual e a fase de transição de paradigma que estamos a viver.

    1. a crise energética com a falta de recursos petrolíferos e devido a essa escassez o aumento normal dos preços, incluindo refinados, combustível quase único para os aviões;
    2. a oferta de melhores condições, rapidez e tempos adequados nos transportes de alta velocidade e o sistema de supercontrolo e limitações nos aeroportos faz com que já e cada vez mais os utilizadores do avião o substituem por este tipo de comboios.
    3. O facto de estes comboios serem alimentados por energias limpas cada vez mais do tipo renováveis e a custos mais baixos;
    4. o grande volume do desemprego a nível mundial;
    5. ......

Tudo isto me faria repensar a questão do novo aeroporto, do investimento a fazer, do aeroporto actual que a crise + transição de paradigma que explodiu em Novembro passado lançaram para a ribalta.



20 de Janeiro de 2009

Investidura do 44º Presidente dos EUA

Após ter sido eleito no dia 04 de Novembro de 2008, o presidente dos EUA fez hoje o seu juramento de fidelidade à Constituição e tomou posse do cargo.

É o presidente da mudança e teve 88% da confiança dos americanos em oposição a Bush. Tem uma tarefa árdua à frente, mas o apoio de toda a população e uma grande força para vencer. Acredito que conseguirá. Bem-haja!❐



20 de Janeiro de 2009

Sobre As nossas escolhas

Na minha opinião, é muito importante cada um de nós fazer o seu mapa astral no sentido de se conhecer a si próprio. Penso que, quando nos conhecemos, nos aceitamos melhor e fazemos melhor a nossa caminhada, o nosso percurso.

Como já foi afirmado, é errado pôr toda a nossa confiança num astrólogo, ... que passa a dominar completamente essa pessoa e a fazer dela uma marioneta que usa e abusa a seu bel-prazer porque este poder é muito perigoso, pois quem o usa deste modo sente-se imune a tudo e a todos pelo medo que lhes inspira.

Sou crente e acredito que Deus nos (seres humanos) fez livres porque, na evolução da Criação, nós estamos na posição de charneira entre o mundo material e o mundo imaterial e por isso temos de escolher. Então nós fomos criados livres por Deus para podermos e sabermos escolher. Assim nós escolhemos e fazemos o nosso futuro. Como?

O nosso futuro, nós construímo-lo, não afirmando que quero que o meu futuro seja assim e assim e assado; mas nós construímos o nosso futuro por aquilo que fazemos aos outros, incluindo todos os seres vivos e a natureza. Assim Deus nos ajuda a fazer as escolhas mais certas. Jesus Cristo ensinou-nos: há um tempo para semear e há um tempo para colher.

Assim durante toda a nossa vida, há períodos em que façamos o que fizermos, tudo corre bem porque estamos a semear e depois há outro período em que colhemos o que anteriormente semeámos. Se alguém quiser analisar, verificará que isto é verdade. Ou seja, haverá outros que nos farão aquilo que nós fizemos a outros que estavam na mesma situação que nós agora estamos.

Assim construímos o nosso futuro! Com as nossas escolhas diárias! Com os nossos relacionamentos bons ou maus para com os outros!

Outra coisa são os tempos de sofrimento que nos são muito necessários para nós pararmos, pensarmos, analisarmos o nosso percurso; são tempos de crescimento interior indispensáveis na nossa caminhada!❐



16 de Janeiro de 2009

Sobre o arranque da economia

Na minha opinião, a questão não é baixar IRS ou fazer investimento, criando emprego. Essa é uma falsa questão!

Ambas as medidas são necessárias para o arranque da economia. Agora lojas de produtos estrangeiros na enorme quantidade que há, aumentando em muito o valor das importações portuguesas e exportações desses países com a saída da moeda de Portugal para pagar essa mercadoria; isso talvez os portugueses possam dispensar bem, me parece.

Por outro lado, baixar o IRS quando está muito alto, tem várias consequências como o aumento do rendimento dos portugueses.

É claro para todos que, quando se aumenta o rendimento dos portugueses, aumenta-se o consumo em Portugal e dessa forma mantêm-se empresas e mantêm-se empregos, muito mais variados e espalhados por todo o país e isso tem também por consequência o aumento do investimento, pois as empresas com superavit investem de diversas maneiras, aumentando portanto o investimento privado. Ambas as formas de investimento são necessárias: investimento público e investimento privado e o que este governo socialista propõe é só o aumento do investimento público que é sempre selectivo.



02 de Janeiro de 2009

A diferença abissal entre o gorila e o ser humano consiste em mais 10% de genomas diferentes que se traduzem na nossa CAPACIDADE DE RACIOCINAR. Além disso, Deus dá-nos, à nossa espécie, a CRIATIVIDADE e duas ferramentas que nos distinguem: a VOZ e a PALAVRA. São duas ferramentas complementares e ambas podem ser bastante buriladas. Somos muito especiais para Deus. Temos tudo e somos os mais frágeis de todas as espécies para não nos esquecermos de quanto Deus e o Pai nos vão dando. Assim é!



Lagos, 26 de Dezembro de 2008

18-12-2008 → mais um acto de violência contra professores no YouTUBE

Hoje de manhã foram ouvidas no Conselho Directivo da Escola do Cerco no Porto os alunos em questão, a professora em causa, a Associação de Pais. Na rádio, a presidente da Associação de Pais afirma que tudo se tratou de uma brincadeira, que a própria professora, no princípio pensou que se tratava de uma brincadeira (o Carnaval ainda está longe) e não levou a sério, só depois ... Também afirma que estes alunos não devem ser castigados com suspensão; só com repreensão.



Comentário:

1.o – Qual a intenção destes alunos ao premeditarem este acto?

R: “As classificações dos alunos desta escola são, na maioria positivos; dois destes alunos têm positiva e um deles teve nove.” Foi afirmado pela professora. Isto não serve de desculpa, pelo contrário. Parece-me que foi um estratagema para que a classificação daquele que teve nove passasse para dez como os outros dois tiveram; sob coacção. Parece-me que a prática nesta escola é a da coacção para obter positivas e então a atitude a tomar é saber se há ou não coacção para obter positivas. O que me parece é que os pais estão satisfeitos com os resultados positivos dos seus filhos, os meios não interessa desde que não se saiba. Só que isto não é justo para os alunos que trabalham para conseguir classificações positivas.

2.o – E os professores? Podemos pensar com todo o direito que este filme que aparece no U-Tube é apenas uma situação, de muitas outras anteriores só que a nenhum dos alunos lhes apeteceu filmar com o telemóvel. Isto demonstra o quê? Que os professores passaram de senhores doutores venerados a bobos e bombos das festas dos alunos. E relativamente aos pais destes alunos? Parece-me que a consideração que têm pelos professores é idêntica à dos seus filhos. E aqui é que está o cerne da questão: para alguns alunos e seus pais os professores não passam de bobos e bombos das festas dos seus filhos. O que interessa é a classificação para passar de ano.

3.o – Como reagem os professores a tudo isto que lhes tem caído em cima?

a) Se não aconteceu com eles “não sabem, não viram, não estavam lá. Eles até são bem comportados na sua aula.” Se aconteceu com eles, ignoram; levam na brincadeira; não querem que os colegas o saibam; não apresentam queixa; não falam com ninguém sobre o assunto porque são sempre acusados de que a culpa é sua por não se saberem impor aos alunos.

b) Que sublimação fazem os professores? Odeiam o Ministério da Educação e pressionam os sindicatos para que os façam sofrer como eles têm sofrido com os alunos durante todos estes anos sem qualquer protecção ou apoio da parte do Ministério da Educação e querem ser protegidos como os alunos têm sido.

Não, repreensão não é de maneira nenhuma suficiente porque eles “fazem orelhas moucas” em sacrifício e saem de lá heróis prontos a premeditar e fazer muito pior. São MALFEITORES que estão a formar, a condicionar e a levar aqueles que ainda estudam para este mesmo caminho porque é mais compensador. Ganham traquejo para a sociedade que têm de enfrentar!



Lagos, 14 de Dezembro de 2008

Há cientistas que afirmam que somos extraterrestres. Que ignorância nesta matéria!

Todos nós, considerados normais, saudáveis, somos terrestres. Uns com identidades do mar, outros com identidades do interior da Terra (trevas), outros com identidades da superfície da Terra, outros com identidades da atmosfera; mas todos estão relacionados com a Terra. Somos terrestres!



Lagos, 10 de Dezembro de 2008

Há grande contestação com o porto de cargas e descargas na zona nobre de Lisboa. Foi criada uma associação dos amigos de Lisboa contra este porto e foi entregue uma petição para o seu encerramento na Assembleia da República. Depois as empresas ligadas a este porto entregaram uma petição na Assembleia da República com razões a favor da existência do mesmo.

Eu sou pró a associação dos amigos de Lisboa, pois não me parece que aquela zona que é nobre, seja adequada a contentores em série. Mas porque não tentam encontrar um lugar mais adequado para o porto de cargas e descargas de contentores; por exemplo, Setúbal ou outro porto que achem mais conveniente, sem andarem a perder mais tempo à toa?

Eu acho que um porto destes faz falta nesta zona, mas não onde o estão a construir. Porque não predomina o bom-senso?



Lagos, 25 de Novembro de 2008

Sobre a economia do século XXI

A crise sobre todas as crises já existentes que rebentou este mês, veio acabar de vez com a mentalidade existente para entrarmos numa fase de transição para um novo paradigma que está cada vez mais claro. Agora a questão é: procuramos e achamos e aceitamos o novo paradigma ou andamos a lutar contra a marée cada vez mais nos afundamos na nossa teimosia, mas havendo sempre lugar para todos.

Quais são os itens do novo paradigma?

    1. preocupação ambiental, pois num ambiente poluído não há lugar para a vegetação, logo não se produz oxigénio ad eternum e não sobrevivem todos os seres que dependem do oxigénio como nós;
    2. reflorestação, repovoação com espécies características de cada região, recuperação da natureza devastada pela erosão para a silvicultura, reservas de caça, safaris fotográficos, lagos artificiais, prática desportiva, lazer, ...
    3. cada vez mais um maior consumo das energias renováveis e energias limpas e cada vez menos consumo de energias combustíveis porque também as suas reservas estão a esgotar-se;
    4. o automóvel particular deixa de ser considerado, em geral, um bem necessário porque as enormes fábricas vão sendo cada vez menos e o trabalho tende a ser cada vez mais perto de casa;
    5. o transporte público tende a ser cada vez mais variado e acessível 24h por dia e os utentes usam em cada momento o transporte mais adequado para cada situação específica para um determinado número de pessoas (a carta de condução continua a ser necessária para o rent-a-car). O transporte particular continuará a existir, só em menor número para aqueles que precisam e/ou podem economicamente;
    6. os bens de primeira necessidade são sempre necessários quer em tempos de crise quer em tempos prósperos, mas cada vez mais ecológicos e naturais, também associados aos tempos de lazer que serão cada vez mais apreciados e a família ocupa cada vez mais o seu devido lugar na sociedade como seu núcleo;
    7. as profissões de carácter social estão em ascendência porque são necessários apoios a vários níveis à família: os vários serviços serão cada vez mais no domicílio/empresa, deslocando-se o profissional a casa/empresa do cliente. Ambos os cônjuges trabalham e isso não é uma obrigação, mas um direito;
    8. a solidariedade está cada vez mais na moda; o Banco do Tempo, o comércio justo, ...
    9. Deus e a religião estão cada vez mais na moda e ganham as Igrejas mais verdadeiras, isto é, cuja prática e teoria estão mais em uníssono, mas sempre em liberdade de escolha e frequência;
    10. a aldeia global é cada vez mais uma realidade que vive no respeito pela identidade de cada um;

.....................



Lagos, 22 de Novembro de 2008

Todos falam do desemprego e do número actual de desempregados; mas precisam também de falar em Portugal e em toda a União Europeia da outra parte de desempregados que, para os eliminar das estatísticas, os meteram no saco dos INACTIVOS. Há muito para dar a conhecer sobre o que os portugueses têm vindo a sofrer incognitamente – desempregados e inactivos – a quem tudo tem sido vedado a favor de empresas clandestinas de empregados estrangeiros clandestinos e de estrangeiros enviados para Portugal de forma ilegal. Muito há para dar a conhecer na forma visual, escrita e oral sobre isto, incomode a quem incomodar a favor de Portugal e dos portugueses.



Lagos, 21 de Novembro de 2008

Sobre a ética nos relacionamentos empresariais

Quando está na moda o egoísmo levado ao extremo de ninguém se sentir na obrigação de pagar as suas dívidas, o mais tardar no médio prazo, a economia desmorona-se. Por quê? Pelas rupturas que isto faz no ciclo económico: quem compra não paga, (moda que vem da Idade Média, em que a nobreza e a realeza não pagavam nada; tudo lhes era entregue devido ao seu sangue azul. Consideravam-se divinos! Só a burguesia e os trabalhadores sustentavam a economia para todos. Já estamos em pleno século XXI com direitos iguais para todos.) mas esses bens incluem o preço da matéria-prima e do trabalho de muita gente que desta maneira não são remunerados. Não sendo remunerados, não têm com que pagar pelos serviços e bens que outros lhes fazem/entregam. Com este deixa andar, o sistema vai paralizando.

Então surge a necessidade de implementar um conjunto de valores – Ética – nos relacionamentos empresariais; valores do Bem que têm de sobrepor-se aos valores do egoísmo já ancestrais. Todos somos iguais perante a Lei e a Natureza; então temos de pôr isso em prática: todos trabalham; pelo seu trabalho recebem o rendimento equitativo; com esse rendimento e com saber vão escolher as suas despesas possíveis e pagar a tempo e horas para que os que recebem também possam pagar a tempo e horas, respeitando o trabalho e a dignidade de cada um e para que o ciclo económico não se rompa e, mais cedo ou mais tarde, venha o descalabro.

Tudo é muito simples e ao mesmo tempo tão frágil! O Estado tem de ser o primeiro a dar o exemplo e a criar medidas reguladoras, dando a possibilidade de o credor poder recorrer a algum órgão com poder para obrigar o devedor a cumprir a sua obrigação no mais curto espaço de tempo porque isso representa uma economia mais activa e justa.



Lagos, 19 de Novembro de 2008

Sobre a indústria automóvel

O crédito passou a estar fora de moda; rebentou na mão dos seus idólatras. Agora a moda é a poupança, mas as famílias estão depauperadas! Acontece que, devido ao facto de as despesas essenciais serem superiores ao rendimento e com o crédito paralizado ou muito dificultado, o consumo cai abruptamente, as empresas industriais e comerciais não vendem, fecham por vários motivos e aumenta o desemprego, o rendimento diminui ainda mais e, como em qualquer projecção tudo vai de mal a pior, neste caso (noutros sempre a melhorar) se não se insere um factor novo, principalmente se for o mais adequado.

Relativamente à indústria automóvel; o automóvel passou de bem de luxo a bem necessário quando os trabalhadores passaram a necessitar de percorrer grandes distâncias para irem trabalhar. Quando os desempregados são muitos milhares ou milhões, os automóveis passam a não ser necessários, também porque não há como pagar as despesas de manutenção e as despesas de utilização deste. Assim fazem o abate do que têm e não pensam de maneira nenhuma substitui-lo.

Por outro lado, há que melhorar em muito as condições do ambiente, do ar, ... e, finalmente as empresas, os municípios, as famílias estão a ganhar cada vez mais consciência ecológica e a fornecer e a utilizar cada vez mais transportes públicos adequados, horários adequados, preços compatíveis para que haja cada vez mais utilizadores dos transportes públicos e a grande crise que estamos a atravessar dá uma grande mãozinha. Claro que tudo isto tem a ver com competência e conhecimentos que muitas vezes não estão presentes nos responsáveis.

Deste modo, o volume de vendas não vai recuperar para os níveis já alcançados também porque, além da questão ecológica e todas as outras, há a Era da Espiritualidade e a Era da Verdade que a nossa geração e as gerações mais próximas vivem e viverão, que nos transmitem e nos abrem a possibilidade de apetências para cada vez mais sermos e cada vez menos termos (bens dispensáveis).

Concluindo, toda a economia, política e outras ciências sociais vão ter de se converter e adaptar a esta nova Verdade, a este novo paradigma para bem de todos nós, para a sobrevivência das espécies, da Vida e o planeta agradece e acredito que Deus também!



Lagos, 18 de Novembro de 2008

Na minha opinião, não há uma razão directa entre baixos salários – funcionários/executivos/empregados corruptíveis. Parece-me que o funcionário corruptível é o resultado/consequência/convergência de vários itens:

  • baixos salários;
  • leis ambíguas e não concretizáveis;
  • ambiente permissivo;
  • falta de valores morais;
  • falta de apoio aos mais honestos e todo o apoio aos mais corruptos com toda uma rede assistencial. Nenhum funcionário (...) é corrupto, isolado, único.

A corrupção é o vírus que corrói a democracia e as finanças do Estado e, portanto, todo o sistema social, económico, político do Estado. Como o dinheiro do corrupto é ilegal raramente circula no país da corrupção.



Lagos, 17 de Novembro de 2008

A mudança já chegou! Toda a gente está a necessitar da mudança! O melhor exemplo é a eleição do democrata Barack Obama nos Estados Unidos da América com o suporte muito carinhoso de 80% da população deste país e parece-me que podemos afirmar de 80% da população mundial. Se pudessem, todo o mundo votaria nele pela mudança que as suas palavras trouxeram de esperança para todos os cidadãos anónimos.

Agora, o ser humano é por natureza conservador. Por quê esta necessidade de mudança? A mim, parece-me que o mal-estar em que vive a população da civilização ocidental é muito superior ao seu pouco ou nenhum bem-estar e por isso não aguentam mais porque seja o que for que venha, será sempre melhor. Então venha a mudança!

Por outro lado, toda esta situação já está inserida numa fase de transição para um novo paradigma, pois a verdade é que estamos sempre numa constante evolução; desta vez para uma cada vez melhor e mais estável social-democracia. É para aí que nos levam os anseios dos seres humanos que alcançaram uma primeira esperança na criação dos Estados Unidos da América.



Lagos, 15 de Novembro de 2008

Sobre as quotas dos professores

Na minha opinião, está errado estabelecer duas quotas de Excelente por escola, isto é, o universo de atribuição das quotas aos professores ser a escola porque a competência dos professores não se distribui por igual por todas as escolas, mas é aleatória; umas escolas terão mais professores excelentes outras terão menos. Umas escolas dão mais possibilidades a haver nelas professores excelentes, outras não. Para que esta classificação possa ser o menos injusta possível, na minha opinião, terá de ser feita a nível regional/nacional e por agentes externos. Parece-me o mais certo.



Lagos, 10 de Novembro de 2008

Sobre as faltas

Não conheço o Estatuto do Aluno nem as normas porque são regidos, mas sei que, quando um aluno falta, justificada ou injustificadamente, não conhece a matéria que foi leccionada à turma da qual faz parte e que há que tomar medidas para colmatar esse problema, na minha opinião!



Lagos, 09 de Novembro de 2008

Para governar em social-democracia, depois de estabelecer as linhas programáticas do governo, há que criar estratégias e estas devem ser diferentes para os três níveis da economia: primeiro nível – grandes empresas e multinacionais. Estas comandam a economia e de certo modo a política e estabelecem um partenariado com o governo e com as finanças. Segundo nível – classe média e pequenas e médias empresas. Este nível precisa apenas de alguma atenção do governo em política fiscal. É este nível que activa a economia e é empreendedor com possibilidades de internacionalização com o apoio dos consulados e embaixadas. Terceiro nível – microempresas, trabalhadores de baixos rendimentos e desempregados. Este nível sustém a economia. Ao terceiro nível, o governo precisa dar mais apoio através de taxas de imposto mais baixas, através de toda uma rede de apoios sociais de instituições estatais que são muito variadas com o objectivo de diminuir a quantidade daqueles sem qualquer actividade económica e que ainda não entraram na chamada Terceira Idade ou Idade da Reforma e toda esta Geração dos Recibos Verdes que nem à Reforma Mínima têm direito.



Lagos, 08 de Novembro de 2008

No passado dia 04 deste mês, nos EUA aconteceu a mudança; foi eleito o presidente da Mudança – Barack Obama. Todos nós temos muitas esperanças nele, todo o mundo espera dele a mudança. Parabéns, Sr. Presidente Barack Obama!



Lagos, 02 de Novembro de 2008

Na leva da crise, o governo do engenheiro José Sócrates decidiu investir, hoje, domingo, numa reunião já costumeira dos domingos, (necessidade? Quebrar o costume cristão!) 700 milhões de euros no BPN – Banco Português de Negócios e exige o aumento de capital da banca portuguesa, diz-se que para equilibrar a banca e dar-lhe liquidez. Tudo isto já se fez na União Europeia e nos Estados Unidos. No entanto, parece-me que há mais do que isso. Parece-me que se trata de aproveitar a onda para instalar os seus boys nos quadros da banca portuguesa e ter controlo nas suas decisões. Não investem e não arriscam o seu dinheiro, mas têm os cargos garantidos e as suas decisões sob sua supervisão à custa dos contribuintes que vivem numa enorme aflição de falta de liquidez.



Lagos, 21 de Outubro de 2008

Sobre “As mulheres que não querem ter filhos” - programa Sociedade Civil

Na minha opinião, há que começar por ter algo anímico que nos impele, homens e mulheres, para ter filhos: a afectividade. Há homens e mulheres que têm afectos; há outros e outras que não o têm. Quando temos afectividade, temos necessidade de a exprimir, de a lançar a alguém, de prolongar a nossa espécie, de cuidar de, de nos relacionarmos, de estarmos em relação com, ...

Quem não o sente, está dominado pelo egoísmo; já perdeu as suas características humanas. Tudo tem a ver com isto: as imagens que mostramos ser, são mesmo as nossas ou realmente somos diferentes por dentro, dominados pelo que não é humano?

Daí vêm as nossas apetências ou não.

Agora outra coisa diferente é: fomos educados ou não para sermos pais/mães, apesar da apetência? Uma família é um grupo de seres humanos como uma empresa. Há quem receba uma empresa e não consegue ter êxito porque não sabe lidar com as pessoas com quem trabalha; há quem queira ter uma empresa por inveja e depois não consegue ter êxito porque não sabe lidar com as pessoas. Há que aprender organização; há que aprender a educar e aprender a organizar e aprender a dar espaço na família. Há que aprender a ser; aprender a deixar ser família.

Ninguém chega ao fim da sua vida sentindo-se realizado, se não conseguiu transmitir afectos a ascendentes, a pares da mesma geração, descendentes (biológicos ou não); se não se realizou profissionalmente, socialmente, se não foi crente. Há uma regra muito certa: «faz aos outros o que queres para ti»; então aí está a fórmula: na velhice, receberemos o que semeámos com os nossos ascendentes (em sentido lato – gerações anteriores) e confiemos, tenhamos fé. Alguém nos fará o que nós fizemos. Assim é!



Lagos, 18 de Outubro de 2008

Neste início de nova Era Espacial – Era da Espiritualidade – é importante compreender, na minha opinião, que, quando todos falam em refundação e refundamento actualizados, nada mais queremos do que voltar a encontrarmo-nos connosco próprios, com a nossa entidade à luz da nossa mente actual. Este processo é uma sequência natural que encontramos nas leis mais básicas da natureza: tese – antítese – síntese – tese – antítese - ...

A Era Espacial por que passámos foi a de expansão, desenvolvimento material, encontro, mistura, fundição, ... Agora, o que pretendem os sobreviventes?

Agarrar o que resta da identidade de cada um – a cultura com tudo o que lhe é subjacente – e reagrupar-se. Seria bom se se escolhesse respeitar a identidade do próximo e todos vivéssemos em boa vizinhança. Que cada indivíduo pudesse visitar, dialogar, conviver com os vários grupos, tendo a possibilidade de escolher aquele com o qual se quer identificar, sente mais afinidade ou gosta mais de estar em cada momento da sua vida.

Todos estamos em evolução permanentemente e cada um de nós num nível diferente. Precisamos de alcançar esta liberdade, respeito e tolerância individuais para sermos felizes. É a minha opinião!



Lagos, 08 de Outubro de 2008

Sobre a União Europeia

Parece-me haver nas instituições europeias uma certa crispação devido a não-delimitações dos espaços de cada um: presidente vs presidente da Comissão; Banco Central Europeu vs Bancos Centrais de cada país-membro; ...

São funções distintas, mas há que saber o que as distingue, as áreas de actuação, ...

Relativamente ao BCE, há que compreender que não se pode utilizar uma mesma medida para o que é diferente: PIB diferentes, níveis salariais diferentes, níveis de poder de compra diferentes, ...

O BCE vende dinheiro; é natural que o preço seja o mesmo para todos, pois será atribuído um preço médio, mas outras medidas, na minha opinião, devem ser estabelecidas com parâmetros máximos e mínimos, sendo o mais importante o controlo e supervisão do BCE de maneira a que todos atinjam os objectivos estabelecidos pelo BCE, com a ajuda, apoio e conhecimentos dos técnicos deste. Por outro lado, estes técnicos darão a conhecer ao BCE a situação real em cada país-membro o que ajudará o BCE a programar a sua actividade.

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Lagos, 24 de Setembro de 2008

A juventude dos países civilizados

Ontem e hoje os media noticiam o rapaz finlandês de 22 anos que, com uma pistola automática, ontem, matou nove colegas e um professor e a si próprio. No ano passado, foi noticiado um caso igual também na Finlândia e quantos mais haverá por essa Europa que se mantêm longe da ribalta internacional.

As autoridades finlandesas apontam para a necessidade de dificultar a aquisição de armas. Também se aponta a violência nos filmes, desenhos animados, noticiários e a própria juventude; mas a violência é sempre procurada e quando se tenta esta eliminar, há contestação. Então a verdade é que tudo isto não é causa; é consequência e a causa está nos valores e contravalores do país e da sociedade e nas escolhas dos progenitores, das gerações anteriores que geraram esta sociedade e modelaram a mentalidade actual.

Foram as escolhas feitas e que continuam a ser feitas que originaram as consequências que temos porque somos limitados, apesar dos cientistas nos quererem vender que somos deuses e omnipotentes; tudo podemos e não se precisa de Deus, que assim são os civilizados. E as consequências? Os cientistas pensaram nelas? Será que são tão omnipotentes que não têm culpa do que está a acontecer à grande sociedade civilizada?

Na minha opinião, este jovem sofria do síndroma da sociedade civilizada:

-crianças que crescem sozinhas quase sem verem os pais; cujos pais não sabem dar carinho aos filhos, não sabem brincar com os filhos, deixam as suas crianças por conta própria ...

-crianças que crescem sem afectos de pais, sem afectos e sem carinho;

-crianças que crescem ligadas à televisão e ao computador e aos jogos de computador porque os pais não têm tempo nem sabem como estar com eles;

-jovens de uma sociedade civilizada com liberdade total desde bastante cedo para serem como os adultos: bebidas alcoólicas, tabaco, drogas, sexo, ... e sair de casa para viverem longe da asa dos pais;

-crianças e jovens de uma sociedade civilizada sem Deus, sem fé, sem moral, sem valores morais porque só assim se consideram civilizados;

-sociedades civilizadas manipuladas por organizações que desprezam o Bem e a prática do Bem e fomentam o Mal e a prática do Mal e do medo por todos os poros da sociedade: televisão, jogos de computadores, relacionamentos, família, escola, revistas da juventude, desportos ... dizem que dá adrenalina, “pica” ... e já é a Morte.

Este jovem afirmou:

«Odeio o mundo» (isto é, “não quero viver neste mundo, não quero que vocês vivam neste mundo; quero salvá-los deste mundo” ... e matou-os e matou-se.)

«Só há dor; solidão.»

Consequências, consequências, …



Lagos, 22 de Setembro de 2008

Sobre o centrismo religioso

Na minha opinião, antes de determinar quem está no centro, precisamos de definir quem faz a roda à volta do centro. Quando se afirma o Teocentrismo de Deus, suponho que se subentende que são os homens e mulheres que o circundam. Assim, não acredito nesta afirmação. Considero-a errada.

Para mim, a VERDADE é que Deus não é teocêntrico, mas sim piramidal porque Deus está acima de tudo e de todos e é omnipresente; portanto, não pode ser teocêntrico porque isso o colocaria ao nosso nível e isso é um erro crasso.

Jesus Cristo é cristocêntrico porque Ele é humano e divino e nós somos criados à Sua imagem e semelhança. Ele é o Primogénito Celeste. Assim é!



Lagos, 03 de Setembro 2008

Sobre Angola

No dia 30-08-2008 passou na RTP2 um documentário sobre Angola, agora que lá se está em vésperas de eleições. Lembrei-me do outro documentário de Agosto de 2006 e reparei que a sociedade angolana se está a desenvolver e muita coisa está a ser feita o que é sinal de satisfação, mesmo para estrangeiros como eu.

Os políticos parecem com vontade de abraçar a democracia e aceitar com normalidade o facto de terem obtido menos votos que outros. Lá chegará a sua vez de serem maioria porque governar desgasta, pois é impossível atender às necessidades de todos quando as necessidades são muitas e os descontentes votam sempre na oposição para passarem a ser atendidos. Assim se faz a democracia; assim se vão satisfazendo todos; assim se acalmam os marginalizados na esperança de que um dia a sua força política será poder e assim deve ser.

No entanto, há coisas que eu gostaria que fossem tidas em atenção. A construção civil não pode existir de uma forma anárquica numa cidade. É sempre muito importante o trabalho em equipa, em equipas de técnicos especializados.

Assim a construção civil numa cidade precisa de um arquitecto paisagista. Ele é o elemento essencial na modelação de qualquer cidade porque a construção civil tem de obedecer a regras e a necessidades específicas dos habitantes dessa cidade. Vi a inauguração de uma Escola Profissional de Construção Civil em Luanda e fiquei contente. De certeza que esta escola vai ter e formar técnicos conhecedores desta matéria e alerta para estas questões e assim o município de Luanda já tem técnicos para corrigir os erros que lá estão a acontecer.

Uma cidade precisa de ser habitada, mesmo com todos os serviços que tem e os preços dos terrenos devem ser controlados exactamente para evitar a desertificação; pois são os habitantes que, com a sua presença, evitam os assaltos e a cidade a saque como é característica das cidades de serviços e sem habitação. Para a cidade ser habitada, é necessário:

  • que os preços das habitações não fiquem insuportáveis;
  • que haja serviços onde os habitantes ganhem o seu sustento por conta própria ou por conta de outrém;
  • que seja uma cidade arborizada porque as árvores produzem oxigénio que os habitantes precisam para existir e os habitantes produzem dióxido de carbono que as árvores precisam para existir;
  • que haja uma distribuição equilibrada de parques dentro da cidade e nos limites da cidade que sejam os pulmões desta e locais de lazer e de prática de desporto das populações. Além disso, as árvores amenizam o microclima, evitando as secas e as chuvas torrenciais e também evitam a erosão do solo, plantando as árvores mais adequadas em lugares estratégicos;
  • que as áreas residenciais tenham parques infantis e espaço livre para as crianças brincarem após a escola. Não é criança, a criança que não brinca, desenvolvendo assim a sua criatividade e não será adulto feliz nem comunicativo;
  • que os musseques vão diminuindo de tamanho, retirando famílias de lá através de Programas de Inserção Social e distribuição de habitação social, principalmente famílias que recebam órfãos na sua família – famílias de acolhimento – e passados dois, três anos, se quiserem, podem fazer adopção plena destas crianças. As crianças estão tão carentes de afecto, de pai e mãe do coração! Os órfãos que não forem sociáveis e, portanto, ninguém os queira; precisam de instituições que os recolham e, com afecto, os socializem porque maus tratos já eles tiveram muito. Estas instituições precisam de dar a estas crianças tempo e espaço para também brincarem. Depois devem ser contactados por famílias de acolhimento que os queiram receber. Todo aquele que tem crianças ao seu cuidado, tem direito a receber os subsídios estatais adequados à idade da criança, subsídios criados para apoiá-los nas despesas que lhes são inerentes. O Governo português tem um bom Programa de Inserção Social que pode servir de ponto de partida e caso de estudo, fazendo depois as devidas alterações. As famílias de acolhimento inseridas em Programas de Inserção Social devem escolher a área profissional que querem para si nos ramos primário, secundário e terciário e receber formação adequada para que o seu negócio corra bem e formação a nível de higiene e manutenção da habitação e distribuição de tarefas na família de modo que as crianças recebidas se sintam integradas e saibam como agir. O acompanhamento por parte da Segurança Social deve prolongar-se no tempo até a família ficar completamente autónoma e funcional.

  • Que se trave a erosão provocada pelas chuvas e ventos, criando as suas margens naturais com o apoio de métodos naturais, evitando assim algumas das cheias, a destruição de habitações e bens e deslocamento das pessoas e morte de animais domésticos;
  • aprofundar a democracia, criando pontos de encontro como coretos (da música) onde quem quisesse expor as suas ideias, as suas críticas, as suas propostas poderia fazê-lo sem quaisquer represálias nem para quem os ouvisse, tipo Hyde Park em Londres. As liberdades democráticas como, por exemplo liberdade de opinião, têm de ser garantidas.
  • que nas áreas residenciais de habitação social, haja recintos com coretos para quem quiser tocar, cantar e espaço para os habitantes conviverem, dançarem, escutarem e os reformados possam jogar, conviver, ...

  • que haja um Centro Cultural que também seja Centro de Conferências adequado a uma capital;

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Lagos, 03 de Setembro de 2008

Sobre segurança nas gasolineiras

A mim, não me parece que a insegurança nos postos dos combustíveis tenha solução com a presença das forças de segurança pública. Parece-me muito difícil de pôr em prática quando se quer o Estado com redução da despesa pública, apesar de esta proposta ser das gasolineiras.

Parece-me mais adequado que as gasolineiras criem ou expandem segurança privada e video-vigilância nos seus postos de combustíveis. Esta segurança privada trabalharia em cooperação com a segurança pública em termos acordados. A segurança privada não precisa de usar armas de fogo ou armas brancas; precisa de ter preparação física e táctica adequada e armas adequadas para reter os assaltantes, identificá-los e levá-los à segurança pública. É a minha opinião!



Lagos, 28 de Agosto de 2008

Quando ouço fazerem críticas, interpretações a textos, lembro-me logo de uma mesa-redonda, num dos canais da televisão, já há alguns anos (parece-me que por alturas da publicação do livro Jangada de Pedra do escritor José Saramago) em que o escritor respondia às questões de três pessoas: jornalistas e críticos. Eles principalmente expunham as suas opiniões sobre as obras do escritor e o escritor esperava deles perguntas ou dúvidas sobre a sua obra. Lembro-me de que, após uma das exposições, José SARAMAGO, depois de várias expressões faciais, disse:

- Bem, quando escrevi esse texto não me ocorreu nada disso. Ocorreu-me exactamente o que escrevi. Não havia nada de subentendido; mas mal o livro é publicado, deixa de ser nosso. Se conseguiram ver, deduzir tudo isso do que escrevi; fico muito feliz.



Sobre a Bíblia, parece-me que acontece exactamente a mesma coisa. Eram pessoas simples, marginalizados da sociedade, com um coração ardente de amor à causa. Narravam o que viveram, o que vivenciavam, o que tinham aprendido dos apóstolos, ...

Interpretações e uso de conhecimentos teológicos elaborados, complexos; raciocínios místicos, ... começam a surgir muito, muito depois e não têm a ver com os evangelistas. Assim me parece!



Lagos, 26 de Julho de 2008

Também a nível da União Europeia há escassez de competência ao nível dos tecnocratas. Falta criatividade e portanto, temos líderes-executivos que decalcam modelos sem conseguir ter a criatividade suficiente para os adaptar às situações.

A tradição e os modelos de estudo são a inflação resultar do aumento do rendimento da população. Assim passa a haver muita moeda no mercado, aumenta a procura sem resposta da oferta, aumentam os preços dos bens como consequência e surge a inflação.

A inflação que estamos a viver na União Europeia é nova, é diferente. Surge de uma política de cartelização para destruir a economia florescente da União Europeia. Os lucros que estas empresas estão a ter não vão ser distribuídos pela população europeia e também não fazem aumentar os investimentos porque quem está a ganhar não vai investir na União Europeia. É importante verificar e estudar os rendimentos da população europeia e assim será demonstrado que as suas queixas têm razão de ser, pois os seus rendimentos são muito reduzidos e insuficientes mesmo para as despesas essenciais e, se nos debruçarmos sobre os desempregados, a sua situação é ainda pior. Então as medidas têm de ser diferentes.

A medida que o Banco Central tomou, é errada porque ainda vai conter mais o pouco investimento que se possa haver.



Lagos, 11 de Julho de 2008

Sobre as margens de lucro

É normal/costume o Ministério das Finanças estabelecer margens de lucro máximas nos diversos ramos da economia. Isto tem como objectivo evitar descalabros no bom funcionamento da economia como inflação, desemprego, enormes desigualdades sociais, a inequidade (porque o mesmo bem vender-se-ia a preços muito diferentes em lugares diferentes e, por conseguinte, o nível/qualidade de vida dessas pessoas seria completamente diferente; uma ocupação muito desigual do território, isto é, assimetrias regionais ...

Dependendo do custo do bem e da sua utilidade, seja de primeira necessidade ou não, assim se estabelecem as margens de lucro. Na prática, o vendedor pode utilizar essa margem de lucro estabelecida ou margens mais baixas, dependendo da concorrência e da duração do bem. Mais altas é que não pode ou fica sujeito a multas pesadas da ASAE3. Já agora o valor sobre o qual recai essa margem de lucro pode ser: first in, first out (FIFO); last in, first out (LIFO) ou preço médio em armazém. O critério estabelecido não é ao gosto do momento ou do empresário, mas tem a ver com a duração do bem e a variação do preços nos mercados. O petróleo e seus derivados, devido ao carácter/peso que têm na economia de qualquer país, pois a sua oscilação provoca oscilações muito superiores nos preços de todos os outros bens e também porque é um bem duradouro porque não se estraga, é razoável/comum atribuir-lhe margens de lucro ou FIFO ou preço médio que os empresários não ficam prejudicados.

O IRC vem depois equilibrar os ganhos concretos do exercício, já que a margem de lucro serve para compensar o empresário do capital investido e para pagar todas as despesas e é um valor estabelecido a priori.

Quando excepcionalmente, os empresários nos vários níveis da cadeia económica, decidem políticas de aumento diário dos preços e então num bem como os combustíveis, é sabido que isso vai provocar um descalabro na economia e revolta na população porque a sua vida fica impossível, insustentável. Ninguém aumenta os preços dos seus produtos diariamente como consequência da procura aumentar porque esta não tem uma aceleração tão elevada; vai aumentando. Toma-se esta política de preços quando o objectivo é arrasar um alvo. Isto é, uma medida política e não uma medida económica de preços. Como se pode defender o alvo?

Actuando imediatamente sobre os agentes mais próximos de si, deste inimigo invisível e procurando detectar a origem, a fonte do ataque para o neutralizar. Por exemplo, não é assim que agem os médicos?

Então com os elementos de controlo que qualquer Governo deve ter para se defender; põe no terreno os elementos de regulação do mercado de modo a obrigá-los a pararem ou pelo menos desacelerarem esta subida súbita dos preços com taxas excepcionais sobre estes lucros desmedidos e a serem cobradas mensalmente PORQUE DE COIMAS SE TRATA. Como se determina esta taxa?

Pois bem, o Ministro das Finanças estabelece uma margem de lucro razoável para as empresas de combustíveis nos vários níveis da economia. Por exemplo, 20%. Então a ASAE vai ao terreno, verifica os documentos e tudo o que ultrapassar os 20% sobre, por exemplo o custo médio em armazém, é obrigatório entregar às Finanças, nas repartições de Finanças e são 80% sobre o custo médio. É assim que se governa um país e se mantém uma economia saudável e a população com qualidade de vida.



Lagos, 28 de Junho de 2008

Devido a uma subida súbita, diária e continuada nos preços dos combustíveis durante este mês de Junho, todos os bens tiveram os seus preços aumentados, não devido a esta subida súbita dos preços do crude e seus derivados na Bolsa de Nova Iorque, mas porque imediatamente todos os agentes económicos aproveitaram a boleia e aumentaram ainda mais os seus produtos/mercadorias, também diariamente, aumentando ainda mais os seus lucros. Crise? Para quem?

Trata-se de uma maneira bastante vulgar de rebentar com qualquer economia. A mesma táctica foi usada na Argentina, onde foi destruída a classe dominante e substituída pela outra que estava na sombra. Agora aplica-se a mesma táctica à União Europeia, que estava a ir muito bem e a incomodar muita gente, principalmente o Commonwealth, além das potências emergentes: China, Rússia, (...)

Em Portugal, a situação também está muito quente, as forças da sombra têm atacado forte e feio ...


Não acredito nos resultados das sondagens. Acho que as pessoas não estão a ser verdadeiras quando respondem aos inquéritos. A revolta é muito grande para as leituras das sondagens serem verdadeiras. Acredito que o PS deu o tiro certeiro e mortal em si próprio quando, confrontado com a esquerda, fez tabu e recusou-se a enunciar medidas para atacar os fazedores desta escalada inflacionista, enunciando imediatamente mais medidas, ainda mais penalizadoras para a população.

Por outro lado, o presidente da Câmara Municipal da Anadia foi empreendedor e para conseguir mais poder de manobra na sua Câmara, decidiu aproveitar os óleos usados do seu concelho e prepará-los para serem usados como combustível nos vários veículos que a câmara tem a seu cargo e assim reduzir as suas despesas camarárias. Não teve qualquer intuito comercial ou de lucro escondido. Que aconteceu? As Finanças matam imediatamente o empreendedorismo deste homem que nem estava a encher os seus bolsos com fugas ao fisco ou ganhos para si próprio. Tudo era para a Câmara diminuir as suas despesas; mas o fisco/ministro aplica-lhe logo multas de milhares de euros para não se meter em empreendedor e diminuir as despesas da Câmara. Isso não pode acontecer!!!

Ele até pediu desculpa ao senhor ministro pela televisão pela sua ignorância de tentar ser empreendedor. Quanto às empresas de combustíveis que há meses andam a subir todos os dias os preços do gasóleo (para usar no sector da produção) principalmente e da gasolina; para esses está tudo muito bem e aos media dizem que vão estudar o problema. A carestia de vida que estão a trazer à população, os lucros indevidos que metem nos bolsos. Qual quê? Maledicência vossa! (Ai Portugal, Portugal, em que mãos andas metido).

Acredito que estes factos vão estar na mente de todos os eleitores quando votarem. Tanto o que se relaciona com o PS, como o que se relaciona com a esquerda, como o silêncio e acomodamento do centro. Acho que este foi e manter-se-á o turning point. É só esperar para ver!

É incrível! Aumentam-se os preços para aumentarem as receitas do Estado; mas como? Se as receitas das pessoas não aumentam; elas só têm uma saída: diminuir nas despesas. Se as despesas dos particulares diminuem, só há uma consequência: as receitas do Estado diminuem, apesar e por causa da subida dos preços. Mas isto é do mais elementar!

Se se aumentam os impostos para aumentarem as receitas do Estado, mas as famílias não vêem as suas receitas aumentadas, elas fazem cada vez menos despesas e as receitas do Estado diminuem!!!

Se se permite e alicia um coeficiente de oito ou nove entre os 20% de rendimentos mais elevados e os 20% dos rendimentos mais baixos; isso provoca diminuição das receitas do Estado porque as famílias de rendimentos mais baixos gastam no país o que ganham e geralmente não conseguem fazem poupanças ou fazem muito poucas e, em ambos os casos, é dinheiro que circula no país e são muito mais famílias do que as que têm rendimentos mais elevados. Por outro lado, as famílias dos rendimentos mais elevados gastam pouco no país, além de serem em menor número. Gastam principalmente produtos importados e saídas para o estrangeiro. Então quando o coeficiente é elevado, as receitas do Estado são menores. Mas isto é do mais elementar! Por alguma razão Portugal tem o coeficiente mais elevado! Haja humor que já não há paciência para aguentar mais destes três anos.

O Mercado Negro -> economia clandestina -> imigração clandestina -> emigração clandestina -> desempregados -> corrupção = não pagam impostos indirectos, mas pagam em maior ou menor grau impostos directos como IVA.

Quando os desempregados aumentam bastante, não negando os desempregados metidos no saco dos Inactivos, são um alvo fácil do Mercado Negro e da economia clandestina e suas organizações. Aí as receitas do Estado diminuem por dois lados: este capital humano continua desempregado para a sociedade e os seus rendimentos não são gastos no país onde vivem para não denunciarem as suas actividades.

E quando todos chegarem à velhice? Estes vão encontrar algum estratagema para integrar os seus e fazê-los receber chorudas pensões; mas ... e os outros?



Lagos, 21 de Junho de 2008

Parece-me que a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu têm de estar muito mais próximos dos cidadãos europeus e isso só se consegue com um canal europeu nas estações televisivas de serviço público de cada um dos países-membros, a transmitir diariamente o que lá é feito, decidido para a Europa com noticiários, reportagens, documentários, mostrando a cara e as opiniões dos decisores desta Europa.

Enquanto isto não acontecer as instituições europeias e os seus decisores não existem para o cidadão europeu; estão muito longe, noutra galáxia completamente desfasados do dia-a-dia de qualquer um de nós. Não nos entram pela casa dentro!



Lagos, 21 de Maio de 2008

Formas de Governo

Há formas de governar um país, as mais diversas; viva-se numa democracia ou numa ditadura.

Numa democracia e se o partido político a governar se situa ao centro do espectro político, seja ele partido socialista democrático ou partido social-democrata, tem a obrigação e o dever de ter duas linhas de orientação: o programa eleitoral apresentado ao eleitorado e com o qual ganhou as eleições e ao mesmo tempo e em stand-by, medidas reguladoras do mercado para que o objecto da sua linha programática (programa eleitoral) se possa sempre cumprir e assim ter a confiança do eleitorado.

Muito raramente o mercado se autorregula porque há sempre grupos que, para defenderem os seus interesses particulares, actuam sempre e sem pedir autorização de maneira a impedir esta autorregulação do mercado, pondo em risco o bem-estar e a melhoria das condições de vida da maioria ou da grande maioria da população.

Assim é importante e necessário que estes governos estejam atentos para actuarem de imediato e assim bloquearem estes interesses e serem fiéis ao seu eleitorado. Entre essas medidas, está o controlo sobre as várias margens de lucro, de maneira a conter a inflação, manter os preços de mercado aceitáveis relativamente aos rendimentos da maioria da população, ... e conseguir assim um desenvolvimento sustentável. Para isso foram eleitos seus representantes.



Lagos, 18 de Maio de 2008

Sobre os gestores

Relativamente ao salário dos gestores, na minha opinião, devem ganhar de acordo com a mais-valia que aportam à empresa que gerem. Isto é, deveria ser criado um coeficiente que multiplicado pelas receitas anuais, indica qual o salário indicado para o gestor, distribuído por parte fixa e parte variável e regalias, a ser atribuído em Janeiro do ano seguinte.

É de uma enorme anacronia, um gestor ter um ordenado de gestor dos países mais desenvolvidos e a empresa que gere não produz mais valias adequadas a esses salários, ela tem resultados negativos, acaba por falir; mas o salário dele é cada vez maior e não sofre qualquer diminuição, enquanto que os operacionais passam meses e meses com salários em atraso e o seu salário é muito baixo comparado com os salários dos seus iguais nos países com maior per capita, quando ele (gestor) é que é o principal responsável. Não há justificação possível!



Lagos, 28 de Abril de 2008

Sobre o cargo de Presidente do Conselho Europeu

Parece-me que falta atribuir ao cargo de Presidente do Conselho Europeu funções para criar e desenvolver Presidências Abertas e/ou Roteiros Abertos ou algo semelhante, de acordo com a sua criatividade, pelos vários países da União Europeia e assim ficar a conhecer e dar a conhecer esta União Europeia aos vários países que a compõem e também cooperar, in loco, para um maior equilíbrio entre cada país-membro e a União Europeia.



Lagos, 25 de Abril de 2008

Sobre formação política e cívica

Na minha opinião, não se pode formar para a cidadania sem a coluna da formação política e história política do país. Tudo isto é um dos fundamentos essenciais da democracia e não é assunto só para a família ou sociedade ou meios de comunicação. Tudo isto é assunto essencial do sistema educativo de qualquer país democrático.

Assim eu escolheria o I ciclo do ensino básico (1º – 6º ano de escolaridade) para que se ensinasse o hino, a bandeira, os representantes do Estado, os vários poderes de um regime político, ... tudo o que pode ser visto, visitado, escutado de uma forma sintética; seriam as Bases da Formação Política. Isto porquê?

Porque nestas idades a memória está ávida de saber e aceita o que é simples e perceptível.

Depois vem a adolescência e consigo o período da contestação, do negativismo, da procura pessoal. Assim aconselho, para o II ciclo do ensino básico (7º – 9º ano de escolaridade) ateliês sobre esta temática.

A seguir o ministério decide: um ano ou dois anos sobre a mesma temática, mas numa disciplina nos 10º – 11º anos ou 12º ano de escolaridade: Formação Cívica.

Trata-se apenas de uma mera opinião, muito discutível, de uma cidadã.



Lagos, 24 de Abril de 2008

Snobismos

Os portugueses adeptos do anglicismo que nas últimas décadas se querem fazer afirmar em Portugal, continuam a usar realizar com o significado inglês de compreender, perceber; apesar de esta palavra ser de origem latina e só fazer sentido para nós, portugueses, usá-la no sentido de concretizar, fazer como era usado pelos romanos. Só que eles querem fazer extinguir tudo o que cheire a latino; só se se destruírem a si próprios, pois eles são latinos.

É serem snobs no sentido mais pejorativo desta palavra, pensando que se mostram muito intelectuais e chiques.

O mais engraçado é ouvir americanos dos Estados Unidos usarem realize no sentido de concretizar, fazer e isto não é snobismo porque eles usam muitas palavras de origem latina o que era bastante comum na época da colonização dos Estados Unidos. Eles, sim, estão a ser naturais e eruditos.



Lagos, 23 de Abril de 2008

Qual o segredo da felicidade?

Hoje este foi o tema do programa Sociedade Civil e eu fiquei com vontade de participar.

Na minha opinião, a felicidade é um dom; o mais caro dos dons, no sentido de querido e por isso é um dos mais difíceis de alcançar. É um dom de Deus; é Deus. Deus é felicidade, isto é, quem vive em comunhão com Deus, sente-se FELIZ; não porque tenha alcançado tudo o que sonhou, mas porque ganhou a qualidade de ser crente de verdade. Enquanto o egoísmo, nas suas várias formas, o domina, nunca se sentirá feliz; sentirá sempre a felicidade “na outra margem do rio”.

Há de certeza um caminho a percorrer para nos sentirmos felizes:

1º – ter fé; crer em Deus; confiar em Deus;

2º – ser discípulo de Jesus Cristo;

3º – usar o serviço e não o poder;

4º – aprender a relativizar. Tudo tem uma importância relativa e “o copo está sempre, muito mais, meio cheio do que meio vazio”;

5º – competir consigo próprio e nunca com os outros. Estabelecer metas alcançáveis e porfiar;

6º – não exigir nada dos outros e assim ninguém o decepciona. Cada um dá apenas o que tem e há quem não tenha nada, nem sequer afectos;

7º – a cada dia as suas preocupações, mas ter projectos, objectivos, metas a alcançar;

8º – evitar sistemas de dependência;

9º – ter sempre planos alternativos e o que lá vai, lá vai ...

10º – nunca esquecer que “quem faz um cesto, faz um cento se lhe derem verga e tempo”. Evita o sentimento de desilusão;

11º - .................



Isto é, aprender a viver e a socializar de uma forma sadia. Deixar egoísmos e fazer comunhão. Fazer aos outros exactamente o que quer para si e deixar acontecer.

Quando conseguimos isto, já somos felizes! A felicidade mora em nós!



Lagos, 13 de Março de 2008

Sobre o sindicalismo actual

Hoje, na RTP2, programa Sociedade Civil, debateu-se este tema. Fala-se da dissociação entre trabalhadores e sindicatos e fala-se da repressão que o patronato exerce sobre os trabalhadores sindicalizados e das perseguições que aqueles fazem para que estes não se reúnam no horário de trabalho e no local de trabalho e isto são causas para a não-aderência dos trabalhadores mais jovens. Então há que resolver o problema, contornar o problema e cabe aos sindicatos encontrar as saídas. Proponho:



1. comunicar com frequência, trabalhadores – sindicatos, através do e-mail, enviando inclusivé para simpatizantes;

2. não reunir no local de trabalho, em geral, apesar de ser um direito, mas constrange e prejudica os trabalhadores e pode ser contornado. Então reúne-se, localmente, regionalmente, ao fim-de-semana, num café, num restaurante, nas horas mortas, reservando a sala. Eles ficam contentes;

3. preparar bem a reunião e dar apenas uma tolerância de 5 a 10 minutos e que a reunião dure apenas “o quanto baste” dentro de 1,5h ou 2h;

4. Nestas reuniões, principalmente, serem orientadores e saberem ouvir os trabalhadores;

5. após as reuniões, elaborar relatórios, conclusões e propostas e enviar por e-mail e estudar as respostas e tomar medidas, se necessário;

6. ..........................



Lagos, 04 de Março de 2008

Sobre a avaliação dos professores

Este tema parece-me muito complexo e polémico e por isso muito difícil de abordar e resolver.

Primeiro, há que ter em consideração que os professores do ensino público que actualmente temos, resultam de um processo muito conturbado desde a revolução do 25 de Abril de 1974 com muitas excepções ao longo destes quase trinta e cinco anos. Muita coisa diferente se foi acumulando e muito pouco se foi burilando. Por tudo isto, não se pode “cortar a eito”, mas sim conhecer a realidade específica e tomar medidas concretas para situações concretas, mas tudo situado dentro do mesmo plano estratégico. Como sempre, estudar cada caso, planear quantos professores são necessários, escolher os melhores, mais competentes e libertar os outros.

Os professores contratados pelo Ministério da Educação são milhares e parece-me que não estão escolhidas as melhores vias.

Depois, se tivesse de tomar decisões nesta matéria, começaria por fasear para tornar mais fácil e mais eficaz as decisões a tomar:



1º Decidiria, não fazer as avaliações de todos os professores, devido ao seu número elevado, num só ano, como tem sido falado; mas sim, de uma forma aleatória, em três anos, por exemplo. Se todos os professores fossem 3000; aleatoriamente faria a avaliação de 1000 no ano 1; outros mil no ano 2 e os outros mil no ano 3. Depois voltaria a fazer aleatoriamente para no ano 4; ... Poderia acontecer haver professores avaliados dois anos seguidos, outros dois anos sem serem avaliados; mas o importante seria que, em cada três anos, todos os professores seriam avaliados apenas uma vez. Isto consegue-se fazer com uma boa base-de-dados e computadores.



2º Colocaria inspectores do Ministério/empresa privada contratada para este serviço a fazer a avaliação de cada professor apresentado pelo computador, não presencialmente numa sala de aula, que isso é constrangedor para o próprio avaliador, para o professor em causa, para os alunos que estão na sala de aula e nunca seria uma aula igual às outras. Utilizaria as imagens das câmaras de vigilância que poderiam ser enviadas para o local de trabalho do avaliador que, após a avaliação através das imagens, visitaria a escola em causa e teria entrevista também para avaliação e comunicação com o professor e com o responsável desta área na escola.



3º Dos vários itens para avaliação do professor colocaria a classificação mais recente do professor nos exames feitos, por exemplo, de cinco em cinco ou dez em dez anos, também de forma aleatória a serem realizados todos os anos por , ¼ de todos os professores para a sua aptidão actual para a função ao nível de conhecimentos, de relacionamento com os alunos, resolução de conflitos, ... servem também para estimular o professor a fazer reciclagens e actualizar-se.

4º Autoavaliação pelo professor(a);

5º Noutra perspectiva, a avaliação do responsável do grupo de disciplina;

6º Noutra perspectiva, a avaliação do responsável da Direcção nesta matéria da escola.

7º ................



Lagos, 22 de Fevereiro de 2008

Sobre as energias renováveis

Há pouco tempo, no programa Biosfera, foi dito que já havia equipamentos para absorver o calor humano produzido nos ginásios e que daria para aquecer várias habitações/apartamentos.

Hoje, no programa Sociedade Civil foi dito que a energia mecânica de pedalar nas bicicletas dá para fazer funcionar computadores e DVD.

Juntando as duas ideias e outras, pedia-se ao primeiro-ministro para facultar, a preços bastante reduzidos, bicicletas de exercício físico para casa. Seria muito bom porque

1º - se punha toda a família a fazer exercício, incluindo os adolescentes e jovens e assim, reduzia-se os níveis de obesidade em geral, e também a obesidade de adolescentes e jovens;

2º - os pais viveriam mais descansados porque os seus filhos passariam a maior parte do seu tempo a pedalar dentro de casa;

3º – os pais ficariam mais contentes porque as suas casas seriam aquecidas pelo calor humano e não por aquecedores eléctricos ou a gás; poupariam algum dinheiro.

4º – os computadores, televisores, telemóveis, ... seriam todos alimentados por esta energia mecânica e os pais poupariam muito dinheiro.

5º – todos da família teriam de pedalar no horário mais conveniente e um determinado período de tempo, pré-estabelecido. Quem não cumprisse os objectivos, não poderia utilizar os equipamentos eléctricos do seu agrado um dia, dois, ... Seria feita uma tabela semanal.



Passando para os ginásios, acredito que os utentes passariam a utilizar bicicletas e passadeiras gratuitamente. Certamente daria para o ginásio vender energia eléctrica à REN.



Lagos, 14 de Fevereiro de 2008

Sobre o desemprego

É crime não aceitar cidadãos portugueses sem experiência profissional, MAS QUALIFICADOS PELA SUA FORMAÇÃO, para os lugares a que se candidatam. Estão a destruir, não só a hipotecar, o futuro e uma cultura, a nossa. Não é só com a poluição que se hipoteca o futuro; também, com o mesmo peso, quando se destrói a esperança, o futuro das pessoas.

Quando não se dá ÀS PESSOAS SEM PADRINHOS, a possibilidade de ganharem experiência, de construírem uma vida com o apoio dos seniores da empresa, como era costume; está-se a fazer, conscientemente, algo muito pernicioso, CONSCIENTEMENTE.


1Deputado obtido pelo círculo da emigração.

2 Idem.

2 Coaching = treino para o desenvolvimento de competências profissionais;

3Autoridade de Segurança Alimentar e Económica

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