terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os Líderes de Futuro

= AS MINHAS LEITURAS =
in revista EXAME n.o300 de Abril de 2009
“Os líderes do futuro” texto de Rosália Amorim; editora Impresa Publishing; pp.166-171; eu diria – Os líderes com futuro.
Caixa “Um sonho de líder” - A corretora Korn/Ferry International diz que as seguintes competências são essenciais aos líderes de futuro:
Iniciativa – É a capacidade de influir de forma efectiva na decisão, ser extremamente motivado, o chamado self-starter, ter grande força de vontade, tenacidade e perseverança. Quem tem iniciativa e aceita desafios, depois de fazer a avaliação dos riscos e procura sempre novas e melhores alternativas para executar as tarefas sem perder a orientação permanente para os resultados.
Capacidade intelectual – Argumentar com lógica e ser capaz de correlacionar factores e problemas complexos.
Competência funcional – Domínio da função, expansão do conhecimento e o reconhecimento de oportunidades. Quem tem esta competência, mantém um foco permanente na actualização.
Competência organizacional – É a capacidade de observar, definir e adaptar prioridades, resolver problemas e implementar soluções e de ter uma postura construtiva em relação à mudança.
Produtividade e estabilidade – Saber administrar o tempo, manter-se focado no problema e não se deixar levar por assuntos secundários. Um profissional de alta produtividade preocupa-se em dar feedback sobre iniciativas anteriores, é resistente ao stress e possui a capacidade de actuar em situações críticas, sem perder vitalidade e a estabilidade emocional.
Compatibilidade com os outros – Esta área pode ser entendida como a inteligência emocional. Saber interagir com superiores, pares e subordinados, estabelecer relações construtivas e duradouras. Ter capacidade de comunicação, inspiração, ter carisma e ainda saber usar a intuição.
Os líderes do futuro têm uma enorme força de vontade, tenacidade e perseverança; capacidade para influir de forma efectiva em processos de decisão, têm o dom de serem extremamente motivados.
Têm um espírito proactivo, precursor e instinto peremptório; têm a capacidade de inspirar a sua equipa, obtendo resultados para o accionista no curto prazo, mas gerindo a longo prazo e assegurando a sua sustentabilidade.
É adepto da mudança e sabe lidar com diferentes cenários, equipas e mercados. O líder é talhado no seu dia-a-dia. A autonomia é uma das suas características e é-lhes fácil tomar decisões, assumir responsabilidades e se autoavaliarem.
São gestores-coaches. Marcam a nova forma de gerir a actuação em equipas multidisciplinares com quem discutem estratégias. Estão acessíveis e partilham a informação com as equipas quer em reuniões, quer informalmente.
Comunicam com persuasão, comportam-se com honra, respeitam os outros e sabem actuar, ao mesmo tempo que geram confiança, certeza, optimismo e convicção de forma a criar compromissos.
O líder do futuro estilo workholic está fora de moda.
É o líder do futuro é do bom senso na gestão do tempo e das atitudes, tendo mais tempo para dedicar às pessoas.
São cada vez mais valorizados aqueles que se interessam por áreas que vão além do trabalho como as artes, os passatempos e a intervenção social. São bons comunicadores e de grande empatia.
Tudo isto enriquece o ser humano que fica/está cada vez mais humano; conciliando carreira e família e sendo assim mais feliz, realizado e apresentando melhores resultados.
Estão preparados para lidar com Estados mais interventivos e com reguladores mais fortes. Necessitam de fazer um melhor aproveitamento das suas equipas e de fazer diferente e de pensar em como gerar liquidez, já que nos próximos tempos a liquidez será um bem mais escasso e valorizado em todas as empresas.
A salvação dos gestores passa por adaptar as ideias de acordo com a situação em que se está a viver e a trabalhar. É preciso ser humilde para reaprender e ter vontade de aprender, perceber as diferentes realidades e não dar nada por garantido. O que já sabemos tem menos importância do que aquilo que não sabemos.
Ter capacidade analítica e saber separar o trigo do joio, percebendo o que é realmente importante para o seu negócio.
Informação já não é poder; mas sim seleccionar, colocar os dados em perspectiva e, a partir daí, retirar novas tendências e padrões de comportamento que podem ser úteis para decidir que caminho a empresa que lidera vai escolher.
Já não se ocultam informações, mas faz-se uma gestão com base na verdade. Desenvolver negócios sustentáveis é a responsabilidade de todos os executivos. A divisa do futuro é LAP – lucro, ambiente e pessoas.
Os gestores têm confundido estrutura com conjuntura. O novo líder sabe que táctica sem estratégia não é sustentável. ❐
mailto:www.eu.maria.figueiras@gmail.com

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